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domingo, 6 de maio de 2018

Néon Run

Integrada na semana da Juventude ocorreu ontem, 5 de Maio, a Néon Run Rio Maior.


Esta corrida de 5km foi mais um passeio que juntou a família ou amigos numa forma diferente de percorrer a cidade de Rio Maior.
O evento teve uma grande adesão e foi vê-los a desfilar com pinturas de guerra na cara e na mão com o stick de néon.


O caminho estava iluminado com luz negra e havia ainda surpresas como uma passagem por uma espessa camada de espuma.
No final juntaram-se todos no Jardim Municipal para ouvirem o concerto da Carolina Deslandes.


Uma boa forma de animar a cidade.


terça-feira, 1 de maio de 2018

Padre Armando Delgado Marques


O Padre Armando Delgado Marques nasceu a 24 de Dezembro de 1928 na Ribafria, Benedita.
Cresceu numa família muito religiosa e aos 9 anos de idade foi internado nas Oficinas de São José em Lisboa como consequência do falecimento de seu pai.
Com quase 14 anos, a 5 de Janeiro de 1942 foi admitido no Seminário Patriacal de Santarém e a 29 de Junho de 1953 foi ordenado em Lisboa pelo Cardeal D. Manuel Gonçalves Cereja.
Começou a exercer ainda em 1953 na paróquia de A-dos-Negros e em Outubro de 1959 muda-se para Rio Maior como coadjutor do Padre António Pereira Quartilho.
A 1 de Janeiro de 1960 foi nomeado pároco de Rio Maior.

Apesar de Rio Maior na altura não ter uma comunidade muito religiosa, o Padre Armando foi recebido muito bem. A população esperou-o na povoação de Senhora da Luz e em cortejo automóvel acompanhou-o até à Igreja da Misericórdia.
Em Rio Maior o padre Armando desde logo abraçou e dedicou-se à tarefa para a qual foi nomeado directamente pelo Cardeal Cereja que foi a da construção da Igreja Nova. De notar que esta igreja nova já estava planeada pelo Ministério das Obras Públicas desde 1875 e que em Rio Maior os ofícios religiosos se realizavam na Igreja da Misericórdia.
O Padre Armando sempre foi muito dinâmico e empreendedor e a sua ação não se ficou pela construção do novo templo. O seu maior feito foi o de transformar mentalidades e conseguir unir a população na ajuda dos mais desfavorecidos.
Integrou-se muito bem na comunidade e estava sempre pronto a ajudar a quem nele procurasse ajuda.
Não tinha problemas em frequentar os cafés e tabernas de Rio Maior, nem se negava a um jogo de cartas ou xadrez. Organizou jogos de futebol e levou jovens a Lisboa para ver o cinema.
O Padre Armando também se ligou ao jornalismo tornando-se associado da tipografia que imprimia o jornal “O Riomaiorense”.
Foi professor de Religião e Moral na Escola Preparatória Latino Coelho.
Foi fundador dos ranchos folclóricos do Arco da Memória e Senhora da Luz.
O Padre Armando foi incansável na organização de eventos para angariação de fundos para a construção da nova igreja. A Igreja foi finalmente inaugurada a 26 de Maio de 1968 apesar da falta de dinheiro e das muitas polémicas que a rodearam.
Um evento protagonizado pelo padre Armando foi quando se negou a celebrar o matrimónio do vidente de Asseiceira, Carlos Alberto Delgado, que acabou por se casar só pelo civil.

Com a inauguração da igreja, o padre Armando podia ter acalmado, mas não. Sempre irrequieto e empreendedor, foi impulsionador do Lar dos Velhinhos e ajudou na criação do Jardim Infantil O Ninho.
A evangelisação e ação pastoral revitalizaram-se em Rio Maior com a criação de vários movimentos católicos.

Em 1981 foi nomeado pároco do Entroncamento. Na altura da partida não foi esquecido pelos riomaiorenses que na despedida o acompanharam numa grande caravana automóvel.
Em 1994 foi nomeado Administrador Paroquial de Vila Nova da Barquinha, Moita do Norte e Atalaia.

Faleceu a 20 de Setembro de 1999 no hospital de Torres Novas.


Pode saber mais sobre a Igreja Matriz em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/02/igreja-matriz-em-rio-maior.html
Pode saber mais sobre a Igreja da Misericórdia em: 
Pode saber mais sobre o Vidente de Asseiceira em: 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Água do Povo em Vale de Óbidos

Em Vale de Óbidos na Rua da Bica encontra-se uma fonte pública com o respectivo lavadouro no lado oposto da estrada.
Tanto a fonte como o lavadouro encontra-se em muito mau estado de conservação.


O interessante é a inscrição na parede da fonte onde se pode ler “Água do Povo 22.4.75”.
Esta inscrição em tudo alude ao dia que hoje se comemora, a revolução de 25 de Abril de 1974.
A Água do Povo (foi para dar melhores condições ao povo que se fez a revolução) foi inaugurada um ano após a revolução.


A fonte é ligeiramente enterrada e tem uma pia em pedra para reter a água. A água é canalisada.
O lavadouro é coberto, embora esta cobertura em chapa tenha já parcialmente caido. No interior do espaço existem 7 tanques para lavar roupa.

domingo, 11 de março de 2018

1º Torneio de Ginástica Acrobática da Cidade de Rio Maior


Realizou-se hoje no Pavilhão Polidesportivo o 1º Torneio de Ginástica Acrobática da Cidade de Rio Maior.

Este torneio teve a participação de cerca de 200 atletas e teve mais de 500 pessoas a assistir.
O evento foi organizado pela Associação Académica Desportiva de Rio Maior e a Associação de Ginástica de Santarém.



Excelente iniciativa que em muito vem dignificar Rio Maior como Cidade do Desporto.


7ª Rota Serra e Sal

Realizou-se hoje a 7ª edição da prova de BTT Serra e Sal.

Um excelente percurso da responsabilidade do Clube Pinhas Bravas de Arrouquelas.

Este ano a prova contou com a presença de algumas centenas de ciclistas que se dividiram pelos dois percursos que estavam delineados, 40 e 60 quilometros.


Uma prova dura, mas desafiante que começou no Estádio Municipal e acabou nas Tasquinhas de Rio Maior que estam a decorrer.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Povoado Paleolítico em Vale de Óbidos


Este povoado pode ser o mais antigo até agora descoberto a nível mundial em que havia uma clara separação das zonas de atividade masculinas e femininas.

O acampamento data de há cerca de 25 mil anos e integra-se no período gravetense.
A descoberta ocorre em 1992 após a abertura de um caminho de emergência para combater um incêndio no pinhal. No inverno seguinte e devido à chuva houve erosão das zonas de corte da estrada e aí apareceram várias peças líticas como lascas, lamelas, pontas, núcleos e raspadeiras.
Os achados encontravam-se bem preservados pois o pinhal nunca tinha sido lavrado em profundidade sendo os materiais encontrados nos mesmos locais em que foram deixados pelas populações originais.
O povoado encontra-se em Vale de Óbidos, Rio Maior, numa encosta de colina que separa as linhas de escoamento do rio Maior e do rio Jaleca e a uma altitude de cerca de 100 metros acima do nível do mar. Os vales dos dois rios seriam áreas protegidas dos ventos dominantes e seriam uma área de água e caça abundante.
Atualmente a zona do antigo povoado encontra-se no lado direito da estrada ‘Rua da Estrada Principal’ a cerca de 750 metros para quem vem da Avenida dos Combatentes.



O aspeto mais notável deste povoado do Paleolítico Superior é a existência de três áreas funcionais distintas e afastadas entre si: 
               - Oficina de talhe, onde eram feitas as lâminas, lamelas, pontas de setas, … (Zona masculina) 
               - Zona onde se cozinhavam os alimentos e se tratavam as peles dos animais (Zona feminina). Esta zona também era a área residencial. 
               - Zona de fumagem das carnes dos animais mortos na caça, armazém de resinas e produção de colas.
Com os achados do povoado de Vale de Óbidos procura-se também dar respostas a algumas dúvidas existentes sobre o aparecimento do Homem Moderno.

Os achados foram analisados pelo arqueólogo português a viver em rio maior, Carlos Pereira e por outros investigadores norte-americanos como Paul Thacker.
O povoado está classificado no Portal do Arqueólogo com o código 14980 e já foi alvo de vários trabalhos: Escavação em 1999; Escavação em 2000; Escavação em 2001; Prospeção em 2011.
Em 2011 foram usados métodos inovadores na análise dos vestígios: 
               - Prospeção por resistividade elétrica – Permite identificar locais com maior concentração de artefactos. 
               - Microdébito – Permite detetar vestígios de muito pequena dimensão. 
               - Extração de lípidos – Analisando as pedras usadas para cozer os alimentos pode-se ter informação da gordura usada e daí extrapolar para o tipo de dieta da comunidade. 
               - Susceptibilidade magnética – Permite obter informações complementares sobre as estruturas onde se fazia o fogo.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Ecopista no antigo ramal ferroviário


As Câmaras Municipais de Rio Maior e Santarém estão a desenvolver contatos para a construção de uma ecopista no traçado do antigo ramal ferroviário que liga Rio Maior a Vale de Santarém.


Este tema foi abordado ontem (25-01-2018) durante um seminário da Comunidade Urbana da Lezíria do tejo e que conta com a participação de 11 municípios da região.
O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves, partilhou algumas fotos onde mostra a situação atual e no que se pode transformar com a ecopista.
Esta Ecopista seria de grande valia para o Concelho de Rio Maior, pois permitiria ligar a já extensa rede de ciclovia existente à cidade de Santarém, por uma via segura e confortável para quem quer praticar desporto ou simplesmente ter momentos de lazer na natureza.


Esta ecopista é já falada e ambicionada por muitos habitantes da região.
As Ecopistas associadas ao Turismo de Natureza, constituem um modelo de desenvolvimento alternativo e sustentável, ideal para promover uma cultura de educação ambiental, de ócio, de desporto ao ar livre e de hábitos de exercício saudáveis com a mobilidade não motorizada.

O que é necessário ser feito:
• Diagnóstico e conceção da Ecopista
• Realizar protocolos com associações
• Execução das obras de limpeza e estabilização da via
• Colocação de guardas de madeira para a proteção de locais com falta de segurança
• Limpeza das linhas de água e criar drenagens se necessário
• Execução da pavimentação do trajeto
• Sinalética e instalação de mobiliário nos pontos de descanso ou paragem
• Elaborar a produção de conteúdos relativos a fauna e flora locais
• Disponibilização de informação na Internet


Pode saber mais sobre o antigo ramal de caminho-de-ferro, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2011/08/antiga-linha-de-caminho-de-ferro-em-rio.html
Pode saber mais sobre a ciclovia em Rio Maior, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/search?q=ciclovia

sábado, 6 de janeiro de 2018

Exposição o Lugar das Artes na Biblioteca Municipal


Inaugurou-se hoje na Biblioteca Municipal de Rio Maior a Exposição “O Lugar das Artes”. 

A exposição conta com Pinturas de Firmino Rodrigues e Esculturas de Ricardo Tomás.
Esta exposição é uma verdadeira mostra de artes que vale a pena apreciar com cuidado pois em cada obra de arte aqui exposta consegue-se vislumbrar detalhes que só a larga experiência dos dois artistas pode conceder às suas peças. 
Ao visitar a exposição não se fique pelo atrio de entrada. Há muitas mais obras de arte para descobrir entre os livros na sala de leitura.







Firmino Rodrigues reside em São João da Ribeira, onde tem a Galeria O Lugar das Artes com uma exposição permanente de pintura e escultura. Pode ser contactado por E-mail: firminogomesrodrigues@gmail.com ou Website: www.facebook.com/OLugarDasArtes 
Ricardo Tomás reside em Asseiceira, onde tem o Atelier ARTE (Atelier Ricardo Tomás Escultura). Pode ser consultado por E-mail: ricardo.tomas@sapo.pt ou Website: https://www.facebook.com/RicardoTomasEscultor 

Esta é mais uma iniciativa da Biblioteca Municipal que não se limita a ser um depósito de livros, mas sim uma entidade que busca sempre ter iniciativas variadas que vão ao encontro da população e nota-se que agora as pessoas procuram este espaço pois nele se sentem bem.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Guerra da Patuleia. Vivência em Rio Maior


Guerra da Patuleia

Patuleia é o nome pelo qual se designa a guerra civil, entre Outubro de 1846 e Junho de 1847, travada entre Cartistas, defensores da Carta Constitucional de 1826, e Setembristas, apoiantes da Constituição de 1838. Foi desencadeada pela nomeação, depois do golpe palaciano de 6 de Outubro de 1846, a que se dá o nome de “Emboscada”, de um governo cartista que tinha como presidente o marechal João Oliveira e Daun, duque de Saldanha. Para alguns autores, o nome “Patuleia” deriva de pata ao léu (pé descalço); para outros, é um termo espanhol que significa “soldadesca sem disciplina”.
A guerra civil teve uma duração de oito meses, opondo os cartistas (com o apoio da rainha D. Maria II) a uma coligação que juntava setembristas a miguelistas. A guerra terminou com a vitória cartista, a 30 de Junho de 1847 pela assinatura da Convenção de Gramido. A paz só foi conseguida após a intervenção de forças militares estrangeiras ao abrigo da Quádrupla Aliança (Reino Unido, a França, a Espanha e a Igreja Católica).

De referir que entre 1807 e 1811 houveram as invasões francesas que debilitaram em muito as estruturas sociais em Portugal. A razão das invasões a Portugal relacionou-se com a recusa portuguesa em aderir ao Bloqueio Continental decretado por Napoleão em relação à Inglaterra, no ano de 1806.
Mas as guerras internas começaram com a Guerra Civil entre liberais e absolutistas sobre a sucessão real e que durou de 1828 a 1834.
Na Guerra Civil Portuguesa, também conhecida como Guerras Liberais, Guerra Miguelista ou Guerra dos Dois Irmãos, foi a guerra civil travada em Portugal entre liberais constitucionalistas e absolutistas sobre a sucessão real, esteve em causa o respeito pelas regras de sucessão ao trono português face à decisão tomada pelas Cortes de 1828, que aclamaram D. Miguel I como rei de Portugal. As partes envolvidas foram o partido constitucionalista progressista liderado pela rainha D. Maria II de Portugal com o apoio de seu pai, D. Pedro IV, e o partido absolutista de D. Miguel. Estiveram também envolvidos o Reino Unido, a França, a Espanha e a Igreja Católica.
Já na Primavera de 1846 ocorre a Revolução Maria da Fonte, ou Revolução do Minho, contra o governo cartista presidido por António Bernardo da Costa Cabral. A revolta resultou das tensões sociais ainda vindas das guerras liberais e pelo grande descontentamento popular gerado pelas novas leis de recrutamento militar, por alterações fiscais e pela proibição de realizar enterros dentro de igrejas.

Rio Maior esteve bastante envolvido desde o início nesta guerra civil e apesar de muito extenso, é interessante ler as referências que aparecem sobre Rio maior no Jornal “O Curioso”, um Jornal Político e Comercial de 1846 a 1847.

Antes de passar a transcrever as passagens que julgo serem relevantes, existem aspetos importantes em Rio Maior referentes a estas guerras civis:
- A Casa Senhorial D. Miguel deve o seu nome à permanência do monarca neste espaço antes da Batalha de Almoster, como pode ser visto em:
- Em 1834 o Concelho de Azambuja foi extinto por D. Maria II por represália da povoação ter estado ao lado de D. Miguel durante as lutas liberais, como pode ser visto em:
- Os Condes de Rio maior também tiveram participação relevante nestas guerras civis, nomeadamente a Condessa de Rio Maior (casada com o 3º Conde de Rio Maior) e o Duque de Saldanha (filho do 1º Conde de Rio Maior), como pode ser visto em:
- Em Rio Maior também aconteceram eventos militares de relevância durante as invasões francesas, como pode ser visto em:


Agora as passagens relevantes do jornal “O Curioso”
20 Outubro de 1846
“Portugueses! Às armas! Um punhado de assassinos se prepara na Capital do reino para vos extorquir a liberdade que comprastes com sangue e roubar-vos as regalias com que os reis passados vos remuneraram as vossas virtudes.
Portugueses! É necessário que não deixeis levar avante tão infame desígnio. Não é a primeira vez que vos vistes ameaçados pelas baionetas dos tiranos e que os debelastes sobre o campo de batalhas, nessas lides passadas de religião e nacionalidade.”
“Irrmo e Exmo Snr., O Exmo Conselheiro Manoel da Silva Passos foi ontem procurado em Alpiarça por uma força dos rebeldes estacionados em Santarém, porém não foi encontrado. Contamos reunir aqui dentro de dois dias forças populares de Alenquer, Lanceiros de Valada, Cartaxo, Rio Maior, Torres Vedras e Nazaré. Com estas forças reunidas e ocupando Peniche com gente da nossa confiança marcharemos para onde convier. Manoel da Silva Passos e José Estevão são os nossos comandantes. O povo corre de toda a parte a alistar-se debaixo das bandeiras de tão ilustres cavalheiros.”
26 Outubro de 1846
“O Visconde de Sá marchou ontem e deverá chegar no dia 27 aí (Porto). De Artilharia parte já um Destacamento. Por aqui nada de novo. Évora foi atacada pelo Barão de Estremoz com 450 infantes e 210 cavalos que foram repelidos. Estava a chegar ali o General Celestino com a força do Algarve. De Santarém saiu infantaria nº1 sem mochilas a reforçar o Barão de Estremoz. José Estevão marcha com as forças populares sobre Rio Maior.
Em 26 do corrente, José Ferreira Coelho, Alferes comandante da 2ª Divisão Telegráfica.”
29 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Acho-me junto a Rio Maior, 4 pequenas léguas de Santarém, a onde tenciono entrar em dois dias. O Galamba tomou a Artilharia ao Salazer e o Celestino vem sobre Évora. Deus os guarde a V. Exa junto a Rio Maior 29 de Outubro de 1915, Illmo e Exmo Snr. José da Silva Passos, Vice-Presidente da Junta Provisória do Governo Supremo do reino, O delegado da Junta, José Estevão Coelho de Magalhães.”
30 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Gozo o favor de assegurar a V. Exa que pela uma hora da tarde do dia de hoje, entrei no Distrito confiado à minha administração, na Vila de Rio Maior, 4 pequenas léguas distante de Santarém e assumi interinamente o Governo Civil e amanhã conto entrar na Sede de Distrito. As forças rebeldes que estão em Santarém são apenas 250 baionetas e 25 cavalos e se acham com bagagens carregadas sendo constante que evacuarão aquela Vila à porção que forem chegando as forças populares que convergem sobre aquele ponto de diferentes partes. O entusiasmo do povo é imenso, nesta Vila fui recebido a repique de sinos e fogo do ar e fica organizando-se uma força nesta Vila anseia a glória que cabe aos seus companheiros de armas pelo triunfo de uma causa tão santa como aquela em que nos achamos empenhados. Agora mesmo entrou nesta Vila a força de cavalaria nacional de lanceiros comandada pelo valente patriota Illmo Snr Adolfo Manoel Nunes e vem entrando a brigada do valente e intrépido o Illmo e Exmo Snr. José Estevão Coelho de Magalhães.
Deus Guarde a V. Exa Rio Maior 29 de Outubro de 1846. Illmo e Exmo Snr José da Silva Passos, Vice Presidente da Junta Provisória do Supremo Governo do reino, O Governador Civil Interino, Tristão de Abreu e Alburquerque.”
31 Outubro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Dei ontem conta a V. Exa que havia entrado no Conceilho de Rio Maior, distrito de Santarém e assumido o Governo Civil do mesmo. Expedi a seguinte circular a todos os Administradores dos Concelhos do meu Distrito para que não prestem obediência ao governo intruso, aos rebeldes ou autoridades suas, sendo eu o Magistrado superior administrativo legal até que a Exma Junta Provisória do Governo Supremo do reino determine o contrário. Fiz ativar a cobrança dos rendimentos públicos e tenho a satisfação de assegurar a V. Exa que neste concelho em oito horas realizei a receção de dinheiros públicos que fornecerão por alguns dias a brigada do comando do Exmo José Estevão de Magalhães, que ontem à uma hora deu entrada nesta Vila sendo recebido a repiques de sino e foguetes. Está-se organizando aqui uma força popular de valentes patriotas, que hoje por noite conto ficará armada e pronta para marchar para onde convenha. …”
Deus Guarde a V. Exa Rio Maior 31 de Outubro de 1846. Illmo e Exmo Snr José da Silva Passos, Vice Presidente da Junta Provisória do Supremo Governo do reino, O Governador Civil Interino, Tristão de Abreu e Alburquerque. Confere António Bernardino de Carvalho diretor da Repartição dos Negócios do Reino.”
3 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Vou avançar à manhã sobre Rio Maior. Peço a V. Exa que comunique à Junta Provisória do Governo Supremo do reino o meu movimento, o que não faço por não ter tempo.
Deus os Guarde a V. Exa Quartel General em Leiria 3 de Novembro de 1846, às 8 horas da noite. Illmo e Exmo Snr Marques de Loulé, Conde das Antas.”
6 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Pelo ofício que acabo de receber e que remeto a V. Exa verá que Santarém foi ontem mesmo ocupada pela coluna do conde da Taipa, Deus Guarde a V. exa Quartel General em rio Maior 6 de Novembro de 1846. Conde das Antas.
7 de Novembro de 1846
“Vimos uma carta datada de 7 do corrente em Rio Maior escrita por pessoa fidedigna que faz parte do nobre fiel e valente Exército Nacional que além de conter várias notícias de interesse por nós já publicadas diz o seguinte: Continuam a apresentar-se oficiais  e soldados fugidos da capital”
9 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Vou marchar com todas as minhas forças para Santarém, não só para ocupar tão interessante ponto, como para dar a mão às tropas fieis do Alentejo e Algarve, que hoje devem estar reunidas em Évora. Deus Guarde a V. Exa Quartel General de Rio Maior 9 de Novembro de 1846. Conde das Antas. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila.”
10 de Novembro de 1846
“Illmo e Exmo Snr. Ontem entrei nesta Vila (Santarém), com toda a força do meu comando e já se principiou o restabelecimento das linhas, estando seguro que não há força que de aqui possa expulsar-me. Em Rio Maior deixei José Estevão, comandando os Batalhões de Alcobaça, Caldas e Rio Maior, bem organizados e que sobem a 1.000 homens, e hoje mando o Conde da Taipa para Almeirim com uma bela força de 600 homens. Aqui estão 2.500 populares debaixo das ordens do Cézar de Vasconcelos.
Deus Guarde a V. Exa Quartel General em Santarém, 10 de Novembro de 1846. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila.”
17 de Novembro de 1846
“Quartel General de Santarém, 17 de Novembro de 1846.
Batalhão Nacional Móvel de Rio Maior.
Comandante, Joaquim Machado Franco.
Major, José da Costa Soares.
Ajudante, o Tenente graduado do Batalhão de caçadores nº1 servindo no nº2 da mesma Arma, José Cyrillo Machado.
Quartel Mestre, António Gil Alves.
Porta Bandeira, José Machado Feliciano.
Capitães: António Correa Mendes, Joaquim da Motta Ferreira e José Correa d’Almeida.
Tenentes: Henrique de Carvalho, João Machado Feliciano, José Henriques de Carvalho e Manoel Bernardino.
Alferes: Joaquim Machado Feliciano, António de Sá, Joaquim Ramos Franco e José Carvalho.
….”
10 de Dezembro de 1846
“Correu aqui ontem quase geral que no quartel geral do Exmo Conde das Antas houvera um movimento de suma transcendente, tendo sido destacadas de Santarém todas, ou a maior parte das forças sobre Rio Maior e retirando sobre Lisboa, acrescentavam alguns, as forças rebeldes de Saldanha.
Nem damos inteiro crédito ao boato, nem completamente o rejeitamos, com quanto ignoramos absolutamente o seu fundamento. Os últimos movimentos de tropas ao Sul podiam efectivamente ter influído para movimentos transcendentes nos dois quarteis generais. As vantagens que ultimamente temos obtido na esquerda do Tejo estando quase às portas da capital pelo lado de Almada e além disso a retirada de Leiria da coluna Lapa, perseguida pela denotada do exmo conde de Bonfim, que segundo as últimas participações devia no domingo ficar em Alcobaça.
De mais a mais o estado vulcânico em que se acha a capital, segundo todas as informações e por fim também o descrédito em que vai caindo o general das cem caras que prometendo subjugar todo o país apenas se tem podido estender até ao Cartaxo, podem efetivamente ter causado sérios e talvez decisivos acontecimentos. Anciosamente esperamos notícias que oxalá sejam conformes aos desejos dos verdadeiros patriotas.”
18 de Dezembro de 1846
“Corre como certo que o Tenente General Conde de Bonfim, se acha ocupando o ponto de Torres Vedras, sete léguas desviado de Lisboa e o valente General Conde das Antas em Rio Maior. Em breve anunciaremos a entrada destas forças na Capital.”
20 de Dezembro de 1846
“Illmo Exmo Snr. Ontem saí de Santarém depois das 10 horas por me constar a marcha das forças de Saldanha, umas na direção da Azambuja e outras na de Alcoentre e às 5 horas da tarde entrava em rio maior. Eu sabia que o Conde de Bonfim devia pernoitar em Torres Vedras e por isso esperava com razão que o inimigo marchasse na manhã de hoje na direção de Cadaval ou de Alenquer, mas vi com a maior surpresa que o não fez e só agora que são 8 horas da noite sou informado de ter empreendido a marcha às 3 horas da tarde. Acredito que o Conde de Bonfim, adiantando uma marcha do Saldanha, estará amanhã às portas da Capital. Eu vou seguir as tropas inimigas quase na mesma direção que levam, contando com uma vitória decisiva no caso de se chocarem as tropas, o que no estado atual das coisas me parece impossível evitar. Julgo pois que em poucos dias acabará esta luta fratricida, unicamente ocasionada por meia dúzia de degenerados portugueses.
Deus Guarde a V. exa Quartel General em Rio Maior 20 de Dezembro de 1848. Illmo e Exmo Snr. Francisco de Paula Lobo d’Avila, Conde das Antas.”
16 de Maio de 1847
“Pois que ontem entrou em Tomar uma guerrilha forte, segundo se afirma de mais de 200 homens! No Fundão há dias reapareceu a dispersada pelo capitão Liz de cavalaria 8, cometendo ali os maiores excessos. Em Penamacor houve movimento anárquico; em Peniche igualmente em 12 deste mês; e há dias nas Caldas, donde fugiram os principais agitadores, que de certeza se sabe, acharem-se nas serras de Rio Maior. Eu havia combinado uma batida aquela serra no dia 15, com a pouca força que está nas Caldas, e com o comandante do batalhão de Torres Novas; porem frustrou-se a combinação pela sedição em Peniche, e entrada dos guerrilhas ontem em Tomar, eu não obstante fiz marchar o major Fialho com 80 baionetas para Alcaneda, ignorando ainda a entrada dos guerrilheiros em Tomar, mas logo que esta me constou mandei ordem ao dito major para marchar logo para Torres Novas, e ali de combinação com o Lapa perseguir aqueles bandidos. O presente estado das cousas tem posto em grande desanimação os cartistas, e pelo contrário tem dado muita energia aos agitadores.
15 de Maio de 1847
“Cabe-me por esta ocasião a honra de participar a V. Exa que faltarão os correios ordinário e extraordinário que dessa capital deviam ontem chegar a esta cidade (Coimbra), constando que foram roubados nas proximidades de Rio Maior.
Deus guarde a V. Exmo  Coimbra 15 de Maio de 1847. Illmo e Exmo Sr. Ministro e secretario de estado dos negócios do reino. O governador civil interino barão de Almofallo.”
16 de Maio de 1847
“Consta que no dia 14 foram roubados quatro correios entre Alcobaça e Rio Maior.
Deus guarde a V. Snr  Quartel em Santarém 16 de Maio de I847. — Illmo Snr. J. de Pina Freire. C. C. Pedroso, coronel governador militar.”

domingo, 5 de novembro de 2017

Novos campos de Tenis e Padel em Rio Maior


Rio Maior tem dois novos campos de Ténis e um de Padel. 

No espaço envolvente às Piscinas Municipais de Rio Maior nascem assim estes novos campos com gestão da Desmor que é empresa pública municipal que gere o complexo desportivo da cidade. Se a procura por este novo espaço for grande, existe a possibilidade de mais campos serem criados nesta mesma zona. 
Estes três campos de piso sintético que vão ser inaugurados esta tarde às 15:30 representam um investimento que ronda os 70.000€. A inauguração está incluída no programa de comemorações do Dia do Concelho de Rio Maior de 6 de Novembro.


Para reservar um campo pode contactar: 
   - Secretaria do Complexo de Piscinas 
   - Tlm: 962 899 758 
   - Tlf: 243 048 652 

 
Características do Ténis: 
   - O ténis é jogado com raquetes e uma bola numa superfície retangular, geralmente de relva, terra ou piso duro.
   - A quadra tem 23,77m (78 pés) de comprimento, 8,23m (27 pés) de largura para singulares ou 10, 97m (36 pés) para pares. 
   - A rede tem 1,06m (3 pés e 6 polegadas) de altura nas extremidades e 914mm (3 pés) de altura no centro. 
   - O jogo é dividido em ‘games’ (conjunto de pontos 15,30,40 e game) e ‘sets’ (conjunto de games 1, 2, 3, 4, 5, set). A bola vai sendo colocada alternadamente por cada jogador sempre que um novo ‘game’ é iniciado. 

 
Características do Padel:  
   - O Padel é jogado com raquetes e uma bola própria numa superfície retangular, geralmente de relva sintética ou piso duro. O campo é totalmente fechado e nos topos e parte das laterais tem superfície em vidro ou alvenaria. 
   - O campo tem 20m de comprimento e 10m de largura. 
   - A rede tem 0,92m de altura nas extremidades e 0,88m de altura no centro. 
   - O serviço é feito por baixo e não pode ser feito acima da cintura; No serviço a bola deve bater primeiro no chão atrás da linha de fundo e deve ser cruzado; A pontuação é igual à do ténis, ou seja, para ganhar um jogo (‘game’) é preciso ganhar quatro pontos seguidos (i.e 15, 30, 40 e jogo)