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domingo, 31 de janeiro de 2010

Olho D'Água em Alcobertas


O Olho D’Água em Alcobertas é a nascente da Ribeira de Alcobertas. Esta ribeira percorre 25,6km até se juntar ao rio Maior na Vala da Asseca em Santarém, tornando-se afluente do rio Tejo na zona de Azambuja.

Alcobertas faz parte do Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros que constitui um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do nosso país. Nesta zona cársica formam-se muitas cavernas e fendas profundas devido à erosão do calcário pela acção das águas pluviais. Devido a esta abundância de água, esta surge à superfície em Alcobertas e mantém o seu caudal ao longo de todo o ano.

Devido à região ser aparentemente seca este foi um ponto de abastecimento de água (como que um oásis) para animais e pessoas que percorriam vários quilómetros para aqui chegarem. Ainda se pode observar a rampa de calçada, por onde os animais desciam para vir matar a sede principalmente durante os meses quentes de Verão.

Na zona do Olho D’Água existe um parque de merendas situado mesmo no meio de dois ramais da ribeira. Aqui se pode merendar nos dias quentes tendo água fresca por perto e protegidos do Sol pelas copas das altas árvores aí existentes.

Em 1995 o olho d’água sofreu obras de reconstrução.






 
Em épocas de grandes chuvas o caudal que surge das entranhas da terra é verdadeiramente impressionante.

Imagem antiga do olho d'água.


Para saber mais sobre um estudo para aproveitar esta nascente no abastecimento de Lisboa, em 1867:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2013/02/estudo-de-1867-para-abastecer-agua.html 

sábado, 30 de janeiro de 2010

Parque Eólico da Serra dos Candeeiros

O Parque Eólico da Serra dos Candeeiros possui 37 aerogeradores dispersos ao longo de um corredor que abrange as freguesias de Rio Maior e Alcobertas.Com os seus 487 metros de altitude e sendo uma das primeiras elevações junto à orla marítima, esta serra é um óptimo local para a produção de energia eólica.
Cada máquina geradora tem a capacidade de 3MW o que dá uma capacidade total de 111MW. O peso das máquinas foi tido em consideração devido a nos encontrar-mos sobre o maciço calcário da Serra dos Candeeiros.
Houveram cuidados ambientais porque estamos numa zona protegida e para proteger nomeadamente o habitat da gralha de bico vermelho e de uma colónia de morcegos.
Um parque eólico tem impactos positivos na natureza pois gera uma energia limpa, mas tem que se ter cuidado para minimizar os impactos negativos quer paisagísticos, quer nos ecossistemas existentes.




Fica aqui um vídeo retirado do Youtube sobre a montagem de um gerador eólico semelhante ao que nós temos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Arco-Íris em Arrouquelas

Um Arco-Íris em Arrouquelas.
Pode ser o prenúncio que estão para breve dias mais quentes e mais alegres.

Já agora, fica aqui a definição de Arco-Íris retirada do dicionário 'infopédia' da Porto Editora:
'Fenómeno atmosférico que consiste na formação de um grupo de arcos concêntricos onde se escalonam as cores do espectro solar, devido a fenómenos de refracção e reflexão dos raios solares nas gotas de água da atmosfera'

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Largo Dr. Calado da Maia em Assentiz



Se estiver em Assentiz e pretender passar uns momentos calmos a ler um livro (por exemplo), passe pelo Largo Dr. Calado da Maia.
Este largo com a fonte central foi inaugurado em 9 de Dezembro de 1962 e teve obras de requalificação a 5 de Julho de 2009.
O Dr. João Afonso Calado da Maia é filho de João Ferreira da Maia. Foi presidente da Câmara de Rio Maior e esteve cerca de cinquenta anos como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior (terminou o mandato em Dezembro de 2009).


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Areeiros em Rio Maior

Em 1946 iniciou-se a exploração de areeiros em Rio Maior.
A actividade de extracção de areia é de grande importância para o desenvolvimento da sociedade, mas é igualmente responsável por impactos ambientais negativos ou mesmo irreversíveis. Os impactos negativos tornam-se mais visíveis com a industrialização e o crescimento das cidades o que acelera o conflito entre a necessidade de busca de matérias-primas e a conservação do meio ambiente.
Em Rio Maior temos exemplos de actividades extractivas de areia na área junto às piscinas, no caminho para as salinas (Nesta zona grande parte da exploração encontra-se desactivada) e também na Azinheira.
Urge minimizar os impactos ambientais e a melhor forma de o fazer é havendo um plano de minimização de impacto ambiental logo desde o início da exploração e por meio da revegetação da área em torno das cavas de areia com o objectivo de proteger o solo dos danos causados pela exposição ao sol e às chuvas. Por vezes uma recomposição da paisagem também é interessante para oferecer uma nova alternativa de uso ao local.
Em Rio Maior a zona desactivada dos areeiros tem sido usada para provas de ‘Cross Country’ e de ‘Enduro’ organizadas pelo moto clube local. Embora em termos ambientais o uso destes espaços para provas de motociclos não seja a mais indicada, penso que com inteligência e um bom projecto se pode conciliar as actividade lúdicas que se queiram realizar com a protecção da zona em termos ambientais.




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Retiro do Peregrino em Fráguas

Em Fráguas existe um espaço junto à estrada nacional 361 com o objectivo de ser um retiro de peregrinos.
Sendo esta uma via de passagem para Fátima é bom se ter criado um espaço para os peregrinos poderem descansar e repousar na longa caminhada.
O espaço pertença da junta de freguesia foi cedido por Maria Beatriz Duarte Batista e seu marido José Manuel Agostinho dos Santos.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Barreira em Ribeira de São João.

A Nossa Senhora da Barreira é a padroeira da Igreja Paroquial da Ribeira de São João.

A Igreja foi construída tendo por base a antiga ermida de Nossa Senhora da Barreira que surge no século XII (2 de Junho de 1218) ligada aos frades Dominicanos da Serra de Montejunto e foi elevada à categoria de Igreja Paroquial quando se constituiu a freguesia canónica em 1985. Esta pequena igreja sofreu várias modificações desde a sua construção. As datas das modificações ou restauros mais recentes estão gravadas em pedras existentes nas paredes do edifício e remontam aos anos de 1971, 1983 e 1984.
Como curiosidades
- esta capela era denominada originalmente de Nossa Senhora Rainha Sam Joam Evangelista.
- No exterior, o sino está datado de 1961 que foi o ano em que foi substituído o velho sino. Em 1983 a capela foi totalmente restaurada e nessa altura o telhado e o campanário foram levantados e o alpendre da frontaria foi reconfigurado surgindo assim o existentes com um muro de um metro de altura no qual assentam seis colunas de apoio à cobertura de estilo toscano.
- O interior do templo é formado por uma nave que se separa da cabeceira por um arco. O altar actual data de 1967 que é a data em que o antigo altar foi removido e colocado no seu lugar o existente em mármore. Junto ao altar também existiam algumas pedras sepulcrais que foram tapadas pela tijoleira existente colocada em 1997.
- As peças interessantes que a igreja possui, são a imagem muito bonita e antiga da padroeira datada do século XII e a Pia de Água-benta igualmente antiga.




Existe uma história muito curiosa sobre a igreja que é seguinte:
Segundo uma lenda antiga, andava um homem a lavrar a terra nas fazendas de Barreiras quando o arado bateu em algo que se veio a verificar ser uma imagem de Nossa Senhora. O homem pegou na imagem e entregou-a às autoridades que a levaram para a igreja de São João da Ribeira. A imagem desapareceu passados uns dias e foi novamente encontrada nas fazendas de Barreira sendo novamente levada para a igreja. A história repetiu-se várias vezes até ser construída a capela que actualmente é a igreja paroquial e aí guardada a imagem de Nossa Senhora.


Existe uma festa em honra da padroeira que se realiza todos os anos no domingo do Espírito Santo. A procissão começou a ser realizada em 1972, mas três anos depois gerou-se controvérsia no seio da Diocese de Santarém resultando na proibição da procissão se realizar ao Domingo. Só uns anos mais tarde é que se começou novamente a realizar a procissão, mas ao Sábado. Actualmente realiza-se no Domingo do Espírito Santo.
No exterior da igreja existe uma zona para festas, uma bonita pérgula e uma bica de água para refrescar nos dias quentes.



Imagem antiga da capela.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Mercado diário de Malaqueijo.

Na zona central de Malaqueijo fica o seu Mercado Diário que foi inaugurado em 06 de Novembro de 1999.
No largo que lhe dá acesso existe um monumento de homenagem a António Luis Coelho.


sábado, 23 de janeiro de 2010

Igreja Paroquial de São Gregório em Arruda de Pisões


A Igreja Paroquial de São Gregório em Arruda de Pisões é constituída por uma nave única com dois altares laterais e cujo tecto é em madeira. No seu interior é de realçar a imagem esculpida em pedra da padroeira que mede cerca de 70cm, policremada e datada do século XVI.
No exterior e no adro que foi reconstruído em 1981, destaca-se o cruzeiro datado de 1734.

O que chama a atenção no exterior da igreja e sobre a porta lateral é a tiara papal aí esculpida.
Sobre essa tiara está gravada a data de 1562 que deve ter sido a data de construção da igreja.

Falando um pouco sobre a tiara papal, que também é conhecida como Tiara Tripla ou Triregnum, é uma coroa tríplice que os papas usavam para mostrar a unidade da igreja e a soberania do papa sobre toda a cristandade. As três coroas simbolizam então a universalidade do poder pontifício (soberano da igreja una, soberano dos estados pontifícios e bispo de Roma).
Apenas no início do século XVI com o Papa Júlio II foram acrescentadas a cruz e o globo sobre as três coroas.
O último papa a usar a tiara foi o Paulo VI que imediatamente após a coroação depôs a tiara e nunca mais a usou (Em 1963)
Como curiosidade foi autorizado durante o reinado de D. João V que o Patriarca de Lisboa passa-se a poder usar no seu brasão a tiara papal como reconhecimento pelo papel que Portugal teve na evangelização do Novo Mundo (este é um privilégio único em todo o Mundo).




quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Casa Senhorial do Morgado de Assentiz



A Casa Senhorial do Morgado de Assentiz tem interesse principalmente do ponto de vista histórico pois foi a partir desta casa que a povoação se desenvolveu.

A quinta de Assentiz foi em tempos um morgadio instituído por António Nunes de Gaula no século XVII. Mais tarde a quinta pertenceu a Francisco de Paula Cardoso Almeida Vasconcelos do Amaral e Gaula que viveu entre 1769 e 1847. Francisco de Paula Cardoso era conhecido como o Morgado de Assentiz e foi autor de muitas peças de teatro, sendo um grande amigo do poeta Bocage. A quinta no início do século XIX foi vendida a Guerra Quaresma, Ministro Real para a oferecer à sua filha D. Leocádia da Guerra Quaresma. D. Leocádia no seu segundo casamento casa-se com André José Ferreira Borges de Proença Vieira (N1861-F1927 e considerado na altura como o primeiro engenheiro) que recebe em 23 de Maio de 1908 o título de Visconde de Assentiz, dado por decreto do Rei de Portugal D. Manuel II. Até ser de novo vendida, a quinta pertenceu a Carlos Maria João da Guerra Quaresma Marin (N1884-F1971 e conhecido como grande equitador), segundo Visconde de Assentiz.
A quinta passou assim a dispor de dois brasões. O brasão da quinta e o brasão da família (Brasão de armas dos Viscondes de assentiz).
O título de Visconde de Assentiz durou apenas dois anos, pois em 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República em Portugal.

Durante as invasões francesas (em 1807 com o general Junot e em 1810 com o general Massena) a quinta funcionou como local de abrigo aos habitantes da povoação.
A região teve um crescimento mais evidente a partir das invasões francesas de 1810. Foi mesmo devido à quinta que a região teve a primeira debulhadora (ainda a vapor), o primeiro tractor e o primeiro automóvel.

Na quinta haviam terras de pasto, vinhas, olivais e searas de trigo, cevada e milho.

A fotografia seguinte é de André de Proença Vieira, Primeiro Visconde de Assentiz.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Quinta do Seabra em São João da Ribeira

Em São João da Ribeira existe uma casa que embora actualmente esteja em ruínas, pertenceu há chamada Quinta do Seabra.
A Quinta tem este nome pois pertenceu a José de Seabra da Silva que foi um estadista e secretário de estado adjunto do Marquês de Pombal entre 06-06-1771 e 06-05-1774 durante o reinado de D. José I.
José de Seabra nasceu em Vilela a 31-08-1732 e faleceu a 13-03-1813. Como curiosidade entrou para a universidade com 12 anos na faculdade de Leis e doutorou-se com 19 anos em 1751. Desde que fez o seu exame de ‘jure aperto’ logo em 1752 na presença do Marquês que a sua progressão na carreira foi excepcional aliada também à cada vez maior importância que o Marquês de Pombal tinha no reino.
José de Seabra esteve no poder durante três anos, merecendo sempre a confiança total do Marquês de Pombal. Então cai sobre José de Seabra uma grande desgraça pois sem saber o motivo pelo qual o acusavam e por ordem directa do Rei D.José I, é desterrado de Lisboa para Besteiros, depois para o Porto, Brasil e por último para África. O motivo do desterro nunca foi conhecido embora houvesse o boato que o Cardeal da Cunha criara uma intriga envolvendo o nome de Seabra da Silva numa conspiração para afastar do trono a princesa D. Maria.
Em 1778 pela morte do rei D. José I, foi autorizado a voltar a Portugal e já pela mão da rainha D. Maria I obteve a declaração que proclamava a sua inocência e teve direito a uma indemnização. Em 1788 foi nomeado ministro e secretário de estado dos negócios do reino. Não foi feliz pois rebentou a revolução francesa e houve algumas medidas pouco acertadas que foram realizadas, no entanto tomou várias medidas de relevo com respeito às artes e ciências.
O príncipe João VI assumiu a regência do reino em 1792 por a rainha D. Maria I se encontrar incapaz de governar devido ao seu estado de loucura. Em 1799 José de Seabra opôs-se a que o príncipe João VI fosse coroado rei por sua mãe ainda se encontrar viva e isso custou-lhe um novo desterro, desta vez para a sua quinta na Figueira da Foz. A pedido da mulher de José Seabra, D. Ana, o príncipe autorizou que ele fosse murar para a sua quinta em S. João da Ribeira por ser mais sossegada.
Devido aos seus conselhos continuarem a ser muito requeridos, foi autorizado a voltar para Lisboa em 1804.





De referir como curiosidade que as paredes da casa eram tão grossas que no início da sua construção rodaram carros de bois por cima delas. A casa começou a ser construída no tempo do reinado de D.José I e acabada já ao gosto de José Seabra. A quinta possuía também uma capela que um antigo rendeiro mandou demolir. Consta também que existia nesta quinta um grande subterrâneo no qual se refugiaram alguns políticos que eram perseguidos pelas suas ideologias.