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quarta-feira, 31 de março de 2010

Via Sacra em Rio Maior

Em Rio Maior existem três estações da Via Sacra. Nesta época da quaresma em que nos encontramos as capelas estão abertas.
Existe uma junto à capela de Nossa Senhora da Vitória que representa o encontro de Jesus com a sua mãe.


Outra na rua D. Afonso Henriques que representa o encontro de Jesus com Verônica que Lhe enxuga a face.


A terceira estação encontra-se no largo D. Maria II e representa a passagem em que Simão ajuda Jesus a transportar a cruz.



A Via Sacra é composta por 15 estações (A versão ‘oficial’ definida em 1742 pelo papa Bento XIV, contem 14 estações pois não inclui a Ressurreição).
1ª - Condenação de Jesus à morte
2ª - Jesus Carrega a cruz
3ª - Jesus cai pela primeira vez
4ª - Jesus encontra Maria, sua mãe.
5ª - Jesus recebe a ajuda de Simão Cirineu para carregar a cruz.
6ª - Verônica enxuga a face de Jesus.
7ª - Jesus cai pela segunda vez.
8ª - Jesus fala às mulheres de Jerusalém.
9ª - Jesus cai pela terceira vez.
10ª- Jesus é despojado de suas vestes.
11ª- Jesus é pregado na cruz.
12ª- Jesus morre na cruz.
13ª- Jesus é retirado da cruz.
14ª- Jesus é sepultado.
15ª- A Ressurreição.
A via Sacra (ou Via Crúcis) representa o trajecto feito por Jesus carregando a cruz desde o Pretório até ao Calvário. Este exercício de percorrer mentalmente os últimos paços de Jesus e meditando simultâneamente na ‘Paixão de Cristo’ é muito usual no tempo da quaresma entre os cristãos. Este exercício teve origem na época das cruzadas (do século XI ao século XIII) pois quiseram reproduzir no Ocidente a peregrinação que se fazia na Terra Santa (Jerusalém) pelos lugares sagrados da Paixão de Cristo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Fonte da Bica

O lugar Fonte da Bica está definitivamente ligado às salinas de Rio Maior. A água com um teor em sal sete vezes superior ao do mar é retirado de um poço situado no meio dos talhos nos quais a água evapora e se retira assim o precioso sal.
Poucas pessoas conhecem é a fonte que deu o nome ao lugar e é a essa fonte que este artigo se vai dedicar.

A Fonte da Bica no lugar de Fonte da Bica situa-se na orla do tecido urbano num largo com muitas potencialidades é ser ele também um pólo de atracão turística.
Desde logo quem vier do centro do lugar para a fonte, desce uma pequena escadaria muito bonita e com uma largura pouco comum por estas paragens.
O que encontra e sobressai é o telheiro com pilares em pedra que serve de protecção a um antigo lavadouro público. Por debaixo do telheiro os tanques de água formam como que um espelho de água. Este lavadouro tem de característico as pias em pedra para demolhar a roupa e as respectivas pedras individuais para a esfregar.
O espaço é muito bonito e está bem conservado.
A fonte propriamente dita tem uma pedra que marca uma intervenção de beneficiação realizada pela Câmara Municipal já em 1876.




sexta-feira, 26 de março de 2010

Fonte de 1936

Na rua do mercado (traseiras da Av. Paulo VI) encontra-se aí depositado um velho fontanário.
O fontanário tem formato quadrangular e em cada uma das faces tem inscrito:
CMRM – Câmara Municipal de Rio Maior
MCMXXXVI – 1936, altura em que se comemorou 100 anos da institucionalização do Concelho de Rio Maior
VI-XI - Dia 06 do 11 (Novembro) que é o dia de feriado Municipal
Ano X – Em 1936 comemorava-se os 10 anos da prestigiada gestão do concelho pelo Dr. Augusto César da Silva.
De notar que foi em 1936 que se realizou o abastecimento de água à Vila de Rio Maior, pelo que este fontanário deve ter servido para comemorar também esse feito.
Este fontanário tem um formato semelhante à fonte que desapareceu da Praça do Comércio, 5 anos antes, em 1931.
É pena ver este equipamento quase centenário em estado de grande degradação depositado num largo com o qual nada está relacionado. Espero que alguém com responsabilidade já tenha pensado em algum fim digno para este marco histórico de Rio Maior.



Em 2012, este fontanário sofreu obras de beneficiação e agora encontra-se em muito melhor estado.
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Casa da Cultura de Rio Maior - Cine-Teatro

Cine-Teatro de Rio Maior


A inauguração do Cine-Teatro de Rio Maior ocorreu no dia 6 de Novembro de 2006 (dia de Feriado Municipal em Rio Maior) e contou com a presença de entre outros de Silvino Sequeira (Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior) e de Rui Baleiras (Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional). Está localizado no largo Aires de Sá, da rua 5 de Outubro, junto ao edifício da Câmara Municipal e foi projectado em 1974 pelo arquitecto Jaime Dias de Azevedo, tendo a promoção privada do professor Fernando Casimiro.
O objectivo deste equipamento desenhado para revitalizar o plano cultural da cidade é o de oferecer um espaço para a projecção de cinema, realização de peças de teatro e concertos musicais, como também albergar congressos e encontros internacioais.
Para além da fachada principal permitir projecções, possui uma sala de espectáculos com mais de 240 lugares, bares, camarins e outros espaços técnicos.
O edifício apresenta uma arquitectura moderna, funcional e com elevados padrões de segurança.

No 2º andar, no foyer do Cineteatro, existe uma homenagem a dois ilustres riomaiorenses que se distinguiram na vida cultural da região, com bustos de autoria do escultor Armando Ferreira.

Ernesto Joaquim Alves
Nasceu em 1885 em Rio Maior e faleceu a 18 de Fevereiro de 1965 também em Rio Maior.
Começou no jornalismo, sendo secretário de redacção da 2ª série do jornal 'O Riomaiorense'. Mudou-se para Lisboa a onde foi oficial de justiça no Tribunal do Trabalho e chefe de secção do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência. Foi mais tarde redactor do diário 'O Século'.
Em Rio Maior está indiscutivelmente ligado à história do teatro. Participou em vários grupos de teatro amador, destancando-se na peça 'Luta Íntima' que foi levada à cena no Teatro Riomaiorense em 1916. Foi ensaiador do grupo cénico de grande nível 'Zé Pereira' que surgiu em Rio Maior na década de 40 do século passado.
Fernando António Duarte.
Nasceu a 28 de Julho de 1928 em Rio Maior e faleceu a 24 de Julho de 1985.
Distinguiu-se como dirigente precursor do movimento cine-clubista, fundando em 1952, em Rio Maior, o primeiro cine-clube do país fora das grandes cidades. Publicou mais de 30 opúsculos sobre temas cinematográficos, literários e artísticos. Foi director e fundador desde 1967 da revista 'Ribatejo Ilustrado'. Alguns dos artigos por si publicados na revista 'Ribatejo Ilustrado' serviram para fazer o excelente livro 'História de Rio Maior'. Colaborou na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura da Editorial Verbo.

Desde 1870, altura em que se construiu o antigo Teatro Riomaiorense que com regularidade se têm encenado várias peças de teatro em Rio Maior.
A cronologia histórica é:
1870 Construção do antigo Teatro Riomaiorense
1880 Inauguração do antigo Teatro Riomaiorense
1920 Fundação da Tuna Riomaiorense
1930 Fundação do Grupo Dramático Riomaiorense
Início anos 30 Fundação do Grupo Cénico Zé Pereira
Final anos 30 Aparece o Cinema Ambulante
1940 Fecho do antigo Teatro pela inspecção
1942 Reabertura do antigo Teatro após pequenas obras
1944 Fundação da sociedade Cinema Riomaiorense
1950 Desaparecimento dos grupos cénicos
1952 Formação do Cine-Clube na Casa do Povo
Década 80 Demolição do antigo Teatro
1984 Inauguração do Cinema-Estúdio Casimiros
2004 Criação da Oficina de Artistas ‘Quem não tem cão...’
2006 Inauguração do Cine-Teatro de Rio Maior

O antigo Teatro Riomaiorense tinha 15 camarotes, 16 frisas, 80 lugares na plateia e 50 lugares de geral.


O Cinema-estúdio Casimiros começou a ser construído a 17 de Janeiro de 1974 e foi inaugurado dez anos depois em 1984. O proprietário era Fernando Casimiro, o autor do projecto modernista foi o arquitecto Jaime Dias de Azevedo e a direcção da obra foi do engenheiro Martins Vasco.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Capela em Teira


Em Teira, junto à estrada nacional que liga Rio Maior a Alcobertas, encontra-se a capela em honra do Espírito Santo. O adro da capela dá para o Largo professora D. Maria Luísa Marcelino Varela que viveu entre 1934 e 1956 e esta homenagem ocorreu em 1 de Novembro de 1986.
A capela de aspecto sóbrio mas simultâneamente bonito tem no seu exterior uma grande cruz de pedra datada de 2001.
A característica mais curiosa desta capela é a imagem de São Martinho que como já foi comentado neste Blog veio do Castro de São Martinho e que segundo uma lenda terá fugido várias vezes desta capela para a sua antiga ermida no referido castro.
A festa do Divino Espírito Santo realiza-se em Teira no dia 15 de Junho.




sábado, 20 de março de 2010

Limpar Portugal

Projecto Limpar Portugal

Finalmente hoje foi o dia de ‘Limpar Portugal’.
O Projecto Limpar Portugal é um movimento cívico que pretende, através da participação voluntária de pessoas particulares e de entidades privadas e públicas, promover a educação ambiental e reflectir sobre a problemática do lixo, do desperdício, do ciclo dos materiais e do crescimento sustentável, por intermédio da iniciativa de limpar a floresta portuguesa no dia 20 de Março de 2010, removendo todo o lixo depositado indevidamente nos nossos espaços verdes.
O projecto começou à 8 meses atrás quando 3 amigos (Nuno Mendes, Paulo Torres e Rui Martinho) viram um vídeo que circulava no YouTube em que se mostrava na Estónia um grupo de 50 mil cidadãos que acabaram num só dia (em 3 de Maio de 2008) com 10 mil pequenas lixeiras (trabalho que duraria 3 anos e custaria ao estado 22 milhões de euros). Nenhum dos 3 amigos pertence a uma associação ambientalista.
Agora e focalizando mais em Rio Maior e mais concretamente em Arrouquelas, a Junta de Freguesia e a Associação de Jovens H2O começaram a mobilizar as pessoas da terra. As crianças da escola primária também decidiram contribuir, distribuindo cartazes pelas casas apelando à participação das pessoas


Apesar do tempo um pouco incerto e com alguns chuviscos, mais de 100 mil portugueses decidiram participar e destes mais de 60 começaram a se concentrar junto à igreja de Arrouquelas logo de manhã pelas 09:00. Além dos habitantes de Arrouquelas também houveram pessoas de outras freguesias que vieram ajudar.


Rapidamente, pois não havia tempo a perder as pessoas concentraram-se para ouvir o presidente da junta de freguesia Mário Anacleto a dar as últimas indicações sobre o processo de recolha de lixo.


As pessoas foram divididas em grupos e cada grupo tinha objectivos bem definidos.


E assim começaram os diversos grupos a partir nos vários veículos de carga que os populares colocaram à disposição. De salientar que hoje houve um acordo com as autoridades policiais para permitir o transporte de pessoas neste veículos e para não ser necessário o uso das guias de carga para transportar o lixo.


Assim se começou a retirar o lixo das bermas da estrada.


O lixo parecia ser pouco, mas mal se começou a remexer verificou-se que este estava tapado pela vegetação e que o aparente trabalho fácil afinal iria obrigar a uma grande intervenção.


O lixo parecia nunca mais acabar e agora era notório o pouco civismo de quem espalhou os seus detritos pelos campos sem se preocupar com o que lhes iria acontecer. Foi recolhido muito lixo de obras, mas também, muito lixo doméstico.


Os trabalhos prosseguiam com os diversos grupos em acção.


Algum desanimo com o gigantesco trabalho que se nos deparava, mas ninguém desistiu e a limpeza continuou.


Rapidamente um dos camiões usados para a recolha ficou cheio e agora era tempo da outra parte do trabalho árduo que foi o de fazer a separação dos lixos para a reciclagem.


O lixo recolhido por toda a freguesia não parava de chegar.


Os sacos usados para a separação do lixo acabaram e os locais de deposição também ficaram cheios. Teve que se começar a fazer a separação directamente nos eco-pontos.


Com a sensação de dever cumprido mas com a noção que ainda muito mais havia a ser feito teve de se parar pois a barriga já se começava a queixar.
Como é habito houve um almoço oferecido aos participantes que se realizou às portas da Associação de Jovens H2O, com a preciosa ajuda do seu presidente que também dinamizou todo o evento, Alexandre Jacinto.


A música não podia faltar ...


Só resta esperar que este verdadeiro movimento de cidadania não se fique por aqui, pois novas actividades semelhantes serão necessárias. Importante também é não sujar o que agora foi limpo e cabe a cada um de nós separar os lixos para reciclagem, não deitar lixo fora dos locais próprios e fazer com que os outros também cumpram estas regras básicas de convivência.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fonte de 1931 junto à Praça do Comércio

Fonte de 1931 junto à Praça do Comércio.

Esta fonte situada numa das extremidades da Praça do Comércio possui 5 bonitos painéis de azulejos representando actividades e lugares de Rio Maior. Estes paineis são da Fábrica Cerâmica Lusitânia, de Lisboa.

Os azulejos estão um pouco degradados, mas existe um plano da Câmara Municipal para a sua recuperação, inserido no plano de requalificação da área urbana da cidade.
Infelizmente esta fonte foi construída em 1931 com a demolição de um chafariz que tinha sido construído em 1864 e que estava situado a poucos metros de distância.
Fotografia de Fernando Duarte, História de Rio Maior, 1979


Paineis:
 - Lavadeiras do Moinho do Canto

 - Zona das Bocas

 - Marinhas de Sal


 - Zona do Gato Preto

 - Caminho da Senta


Imagem do painel central de 1979