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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Capela de Santo André em Asseiceira

A Capela de Santo André fica no lugar de Ribeira de Santo André (Em Asseiceira)
Esta capela está situada num ambiente campestre, sem pavimento ao seu redor, o que não é muito comum nos nossos dias mas por isso mesmo confere à capela um ambiente especial.
Entre 2001 e 2006 a capela sofreu obras de recuperação com o apoio do APRODER.
A festa da Ribeira de Santo André realiza-se no princípio de Junho




O cruzeiro que se encontra junto á capela data de 02 de Agosto de 1943 e tem a inscrição ‘Viva Cristo Rei’.



Santo André é conhecido na tradição ortodoxa como ‘Protecletos’ (O primeiro a ser chamado). Santo André foi um apóstolo cristão, irmão de São Pedro e antes de ter sido chamado por Jesus para ser seu discípulo era pescador. Este apóstolo era um dos discípulo mais próximos de jesus e pregou na Ásia Menor e na Cítia tornando-se padroeiro da Roménia e da Rússia.
Santo André sofreu o martírio através da crucificação em Patras, numa ‘Crux decussata’ (Cruz em forma de ‘X’).

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Fonte de Chãos - Alcobertas

A Fonte de Chãos é um bom refugio para quem nos dias quentes se quer aventurar a um passeio pedestre pela Serra de Candeeiros.
Esta fonte está localizada na estrada que dá acesso a Chãos para quem vem do olho d'água em Alcobertas.
A fonte foi beneficiada em 2001 e como está escrito nos azulejos, 'Respire fundo ... e preserve este local'


domingo, 18 de abril de 2010

Arco da Memória

Arco da Memória
O Arco da Memória que actualmente existe (reconstrução do original) está situado em Casais da Memória que pertence à Freguesia de Vidais, Concelho de Caldas da Rainha.
Mas Rio Maior tem um lugar que se chama Arco da Memória e que faz fronteira com Casais da Memória. Ora segundo consta o Arco da Memória original estaria no local aonde actualmente existe um depósito de água, que fica somente a uma dúzia de metros mais acima do morro e que já pertence a Rio Maior. O depósito de água encimado por ameias, foi inaugurado a 1 de Novembro de 1980 pelo presidente da câmara de Rio Maior, com o auxílio da Comissão de Melhoramentos dos Casais da Memória.
Mas polémica à parte, pois as divisões administrativas não estragam a boa convivência das duas terras vizinhas e este artigo pretende contar a história que deu o nome a um lugar de Rio Maior.
Segundo se diz, em 27 de Setembro de 1147 vindo o rei D. Afonso Henriques de Coimbra em direcção a Santarém com o objectivo de conquistar o castelo da cidade aos mouros, prometeu doar aos Monges de Cister todas as terras que do local em que se encontrava se conseguia avistar até ao mar, caso fosse bem sucedido. Esta promessa terá sido feita ao Frei Bernardo que o acompanhava.
Estas doações eram necessárias pois o território português era muito despovoado e era importante proteger os territórios conquistados, repovoar estes e incentivar a agricultura.
Com o intuito de delimitar as suas terras e de homenagear o rei, os monges de Cister pertencentes ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça mandaram construir diversos monumentos dos quais este arco faz parte. Inicialmente só havia uma estátua mostrando D. Afonso Henriques empunhando a sua espada, mais tarde é que foi construído o arco para suportar a estátua. As dimensões do arco seriam de cinco metros de altura, seis de largura e um de espessura.
Este Arco da Memória é então um dos marcos limites do couto do Mosteiro de Alcobaça, alinhando a Norte com o Arco da Memória (semelhante a este) existente na Serra dos Candeeiros (Porto de Mós) e a Poente com a foz do rio Vau em Salir do Porto.
Há quem diga que estes monumentos foram uma forma de os frades aumentarem o limite das suas terras. O nome 'Memória' dado ao arco é devido de estes arcos servirem para preservar a memória do acontecimento que deu origem à doação das terras aos monges.
Na imagem seguinte, pode-se ver o arco já em situação de eminente colapso. Esta imagem foi retirada do livro 'História de Rio Maior' de Fernando Duarte.

Em 12 de Janeiro de 1911 Republicanos que não concordavam com o regime monárquico destruíram o monumento. Existe também a versão de que nesse dia ocorreu um tremor de terra que destruiu o monumento. Esta destruição coincidiu com a construção da estrada que liga Benedita a Caldas da Rainha e os cantoneiros utilizaram as pedras do monumento que ficaram espalhadas pela encosta para a pavimentação da estrada. A estátua de D. Afonso Henriques foi vandalizada e ficou ao abandono. Mais tarde, Joaquim Martins, um habitante local guardou a estátua e participou essa acção às autoridades que o mandaram levar esta para Caldas da Rainha. Ao chegar a Caldas da Rainha o homem foi multado pois ia na sua carroça sentado em cima da estátua o que foi considerado uma falta de respeito a um símbolo nacional. Posteriormente a estátua foi levada para Leiria pelo engenheiro Afonso Zúquete que dirigia na altura as obras de solidificação do Castelo.
Inicialmente a estátua esteve instalada no claustro do edifício dos antigos Paços Episcopais e actualmente encontra-se num pedestal colocado na margem da estrada de acesso ao Castelo de Leiria.





O Arco da Memória que actualmente pode ser admirado, foi inaugurado em 28 de Junho de 1981. Nele pode ser lida a inscrição ‘O Santo Rei D. Afonso Henriques Fundador de Alcobaça’ que se encontrava no arco original. O pároco de Vidais, Manuel Vitorino da Silva Moreira Fernandes, foi um dos dinamizadores da reconstrução. As famílias de Luis Ferreira e José Martins cederam os terrenos. O projecto é do arquitecto Joaquim Pereira da Silva. O Arco da Memória ficou pertença da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Piedade de Vidais.
De referir que tem havido movimentações para que a estátua do rei D. Afonso Henriques regresse ao seu local original.

As imagens seguintes da reconstrução do arco são do Sr. Filipe Vicente Martins e podem ser vistas em:


Na pedra que se encontra ao lado do arco, pode-se ler:
“Arco da Memória
Casais da memória; Freguesia de Vidais; Concelho de Caldas da Rainha.
Este Arco da Memória assinala a passagem de Rl-Rei D. Afonso Henriques por esta terra à conquista de Santarém e de Lisboa vindo de Coimbra tendo feito segundo se diz em 27-9.1147 um voto de doar ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça todas as terras que vão daqui até ao mar caso vencesse. Por isso este Arco da Memória é um dos marcos limites dos coutos do Mosteiro de Alcobaça alinhando a nascente com o outro marco limite o Arco da Serra dos Candeeiros e a poente com a foz do rio Vau em Salir do Porto. Este Arco da Memória era encimado pela estátua de D. Afonso Henriques que se encontra em Leiria próximo do Giverno Civil. Este Arco da Memória ruiu em 12 Janeiro de 1911 e foi reconstruido em 1981 pela Solancis com a preciosa colaboração financeira da população local de várias entidades públicas e privadas. Na presença duma multidão incontável no dia 28 de Junho de 1981 após um cortejo histórico e procissão o páraco de Vidais P.D. Manuel Vitorino da Silva Moreira Fernandes dinamizador desta reconstrução fez a benção solene do monumento e o presidente da Junta de Freguesia de Vidais, Fernando Caetano Colaço inaugurou-o. A Secla associou-se à festividade cunhando uma medalha comemorativa. As famílias de Luis Pereira e José Martins Permitiram a reconstrução cedendo o terreno. Joaquim Pereira da Silva é o arquitecto autor do projecto de reconstrução. Este Arco da Memória é património da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Piedade de Vidais.”


Algumas das pedras originais do arco, ainda se encontram junto ao depósito de água.
 










sexta-feira, 16 de abril de 2010

Antiga Prisão em Azambujeira

Edifício da antiga prisão de Azambujeira.

Azambujeira tem um grande património histórico ligado aos fidalgos e senhorios que desta terra eram donos. No seu tempo áureo Azambuja andava ligada ás casas de Sabugosa, Mursa, Soure e ao Marquês de Borba.
Nesses tempos havia uma prisão na terra que ficava localizada no largo 1º de maio junto á Igreja Matriz. Do edifício da antiga prisão, hoje só de destaca a porta de entrada que é a porta mais pequena do que agora é uma casa particular.
De notar que Azambuja sempre teve um estatuto importante na zona, sendo sede de concelho e só deixando de o ser em 1834 como retaliação por ter estado ao lado de D. Miguel nas lutas entre liberais e absolutistas.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Fonte do Poceirão em Malaqueijo

A Fonte do Poceirão encontra-se perto do Lavadouro Público em Malaqueijo.
Esta fonte é de 06 de Novembro de 1999 e é uma obra de José Maurício para a Junta de Freguesia.
Tem um formato simples mas ao mesmo tempo funcional e esteticamente bem integrada no local.

Nas traseiras da fonte o morro de pedra está como que suspenso, formando uma pequena gruta.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ponte de Calhariz

Ponte de Calhariz.
Esta ponte de estilo românico que liga os concelhos de Rio Maior e Santarém sobre a ribeira de Alcobertas foi mandada construir por D. Maria I no início do século XVIII. A ponte fazia parte da velha Estrada Real entre Lisboa e Coimbra, que era utilizada pelos serviços da primeira carreira regular da Malaposta (1798-1804).
A ponte é bonita e está bem conservada. Os oito arcos em pedra que constituem a ponte são difíceis de se ver em simultâneo devido à topologia das margens.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Capela de São Domingos em Asseiceira

Capela de S. Domingos

Junto da estrada nacional n.º 1 em Asseiceira, encontra-se uma pequena capela em honra de S. Domingos, santo padroeiro da terra. Esta capela foi construída em 1628 e teve obras de restauro em 1926.
No pequeno adro, existe uma homenagem ao alferes miliciano Manuel Soares Cartaxo que faleceu em Angola na ‘Guerra do Ultramar’ em 1965.





Apesar de ter um aspecto simples, a capela tem a sua beleza própria que já cativou o olhar de artistas, como José Estrela que realizou uma pintura a óleo que pode ser admirado em conjunto com mais obras do mesmo autor na Internet em ‘DaVinci Gallery’.


São Domingos nasceu a 24 de Junho de 1170 em Calereuga e acabou por falecer em 6 de Agosto de 1221 em Bolonha. Foi canonizado em 1234 pelo papa Gregório IX.
São Domingos de Gusmão foi o fundador da Ordem dos Pregadores, em que os seus membros são conhecidos por dominicanos.



No Verão de 2010 a capela foi arranjada e ficou com um muito melhor aspecto.

domingo, 11 de abril de 2010

Marco Geodésico na Serra de Candeeiros

O Marco na Serra de Candeeiros encontra-se a
N 39°26’10’’ W 08°54’06’’ Altura 487m.
O marco geodésico da Serra de Candeeiros pertence a uma rede nacional de pontos cujas coordenadas são conhecidas e a partir deles permitem fazer levantamentos topográficos. A triangulação geodésica consiste numa rede de triângulos cujos vértices são os marcos e a partir dos quais se pode determinar com precisão as coordenadas de outros pontos formando ‘triângulos’ em que um dos vértices é o ponto que se pretende saber a coordenada e os outros dois vértices são dois pontos em que as coordenadas já são conhecidas.


Em Portugal a rede geodésica é constituída por 8.000 marcos e o seu centro geodésico está situado na Serra da Melriça em Vila do Rei (Aqui se pode encontrar o Marco Geodésico padrão construído em 1802).
Os marcos geodésicos são sempre colocados em locais elevados e isolados de modo a terem linha de visão com outros vértices e dividem-se em 3 ordens de grandeza:
1ª ordem Pirâmide quandrangular distanciando entre 30 a 60km
2ª ordem Cilindro mais cone com listas distanciando entre 20 a 30km
3ª ordem Cilindro mais cone pequeno com listas distanciando entre 5 a 10km.


A história da cartografia moderna em Portugal iniciou-se no século XVIII, quando D. Maria I encarregou a Academia Real da Marinha de iniciar os trabalhos de triangulação do território.
Mais recentemente, no início da década de 60 foi introduzido o sistema MED (Medição Electrónica de Distâncias).
Desde então tem-se recorrido aos satélites, começando com os Echo I e II, passando a partir de 1965 ao uso dos satélites Geos A e B e mais tarde com o sistema Transit. Desde a década de 90 que o sistema de navegação GPS (Global Positioning System) se tem imposto como o principal sistema de posicionamento, estando no entanto para breve a entrada em funcionamento do sistema de satélites europeu, Galileu.

sábado, 10 de abril de 2010

Lagoa na Serra de Candeeiros

Na Serra de Candeeiros existe uma pequena lagoa encaixada num vale.
Esta lagoa serve como reservatório de água das chuvas no meio da aridez da serra de Candeeiros. Este ponto de água é procurado pelo gado que por aqui pasta e pela fauna selvagem. Constitui também um importante reservatório de água usado pelos helicópteros no combate aos incêndios.
Pode-se tomar um banho nesta lagoa, mas tem que se ter atenção pois no centro a água atinge uma profundidade considerável e aqui infelizmente já se registaram mortes por afogamento, como a que o cruzeiro serve de memorial (Pedro Décimo faleceu aqui no dia 05 de Abril de 2003 com 29 anos).

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Paul da Marmeleira

Paul da Marmeleira
Existe um percurso pedestre (PR3 “Paul da Marmeleira”) que passa junto ao Paul e que é muito agradável de se fazer e do qual se avista toda a superfície alagada e as encostas rurais até à Vila da Marmeleira. Ao final da tarde é reconfortante ouvir o coaxar das rãs à sombra de uma das muitas árvores que ladeiam este caminho.
O Paul é o habitat natural para uma fauna muito diversa, com destaque para algumas aves migratórias e de uma flora típica de ambientes lacustres..
Neste Paul já foram realizados projectos de investigação da fauna, como o estudo realizado pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto sobre a Rhagonycha fulve e ibérica (tipo de insecto).

De uma forma geral, Paul é uma zona húmida, inundada de água de forma permanente ou temporária. A área de água livre é normalmente reduzida e pouco profunda, predominando a vegetação aquática. O Paul é um habitat que acolhe uma elevada diversidade biológica, servindo de zona de abrigo e alimento para um elevado número de espécies animais. O Paul actua também como regulador natural de caudais de cheia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Gruta de Alcobertas

Gruta de Alcobertas

A gruta de Alcobertas toma o nome da freguesia a onde se encontra e os primeiros registos conhecidos desta gruta datam de 1872 a quando da publicação do livro ‘Diário Ilustrado nº127’ escrito por Bernardino Soveral e no qual descreve as formações cristalinas da gruta já em pormenor. Posteriormente em 1878 no livro ‘Portugal Antigo e Moderno’, Pinho Leal dedica 3 páginas com descrições detalhadas e no qual esta gruta é já descrita como uma das mais bonitas da Europa. Em Abril de 1880 foram realizadas escavações com objectivos arqueológicos por António Mendes (pertencente à antiga Comissão Geológica) e sob a orientação de Carlos Ribeiro e Nery Delgado. Foram encontrados restos osteológicos e um crânio incompleto.
A gruta tem formações que se distinguem pelas suas transparências e pelas diferentes côres que possuem.
Estando localizada numa das encostas da Serra dos Candeeiros a gruta tem uma extensão de 210 metros com uma altura que em alguns locais atinge os 9 metros e é constituída por quatro galerias principais que tomam os nomes de ‘Sala dos órgãos’, ‘Sala das estátuas’, ‘Sala da catedral’ e ‘Grande salão’. Uma representação destas galerias e da disposição da gruta pode ser observada no terraço da área de apoio à gruta.
Em termos arqueológicos a gruta também surpreende pois aqui foram encontradas ossadas de um homem do Paleolítico Superior (Homo Sapiens Sapiens) e diversos objectos desta mesma época (com cerca de 15.000 anos). Também foram encontradas ossadas do Neolítico (por volta de 3.000 a.C.). Todos os achados encontram-se em Lisboa no Museu dos Serviços Geológicos de Portugal devidamente catalogados.
Em termos de fauna a surpresa continua pois existe na gruta um verdadeiro troglobiont (nome dado a animais que só conseguem viver em grutas) que é o crustáceo Proasellus spinipes. A matéria orgânica necessária para estes crustáceos viverem é transportada pelos morcegos que também aqui habitam.
A Gruta é Monumento Nacional.

Foi nos anos setenta que se pensou em abrir ao público a gruta. O que seria uma boa ideia revelou-se quase fatal, pois as obras danificaram muitos afloramentos calcários e os gazes produzidos foram nocivos à conservação dos mesmos. A publicidade que a gruta teve, levou a que muitos curiosos fossem á gruta e partissem estalagmites e estalactites para levarem como recordação (o que é uma pura ilusão pois estes afloramentos calcários só têm valor e interesse inseridos no seu meio que é a gruta).
Finalmente a gruta foi fechada em 1986 e a Federação Portuguesa de Espeologia com a colaboração de jovens do Rancho Folclórico de Chãos realizaram trabalhos de limpeza de todo o espaço.
Actualmente só é possível visitar a gruta com uma marcação prévia e acompanhado de técnicos da Cooperativa Terra Chã. Este projecto é uma iniciativa do PNSAC (Parque Nacional das Serras de Aires e Candeeiros), Junta de Freguesia de Alcobertas, Câmara Municipal de Rio Maior e Associação Rancho Folclórico de Chãos.

A aparente desvalorização desta gruta está muito relacionada com algum vandalismo que aqui houve no passado, mas também não nos podemos esquecer que só mais recentemente é que outras grutas na região foram descobertas como: Grutas de Mira De Aire em 1947; Grutas de Santo António em 1955; Grutas de Alvados em 1964 e Grutas da Moeda em 1971.
Agora temos é que preservar a gruta e arranjar um modo que todos quanto a queiram visitar o possam fazer em segurança e sem danificar o que resta.























Entrada alternativa na gruta
Exemplos de vandalismo:
Estalactites partidas
Inscritos nas formações calcárias


Ficam agora algumas noções básicas sobre a formação de grutas.
As Galerias e Salas de uma gruta formam-se quando a água carregada de gás carbónico dissolve o calcário e alarga a conduta inicial do ‘rio’ subterrâneo.
As deposições minerais em cavernas que se formam principalmente por processos químicos de dissolução e precipitação tomam por nome espeleotemas e são classificados em:
Estalactites – Quando a água vinda por uma fenda chega ao tecto de uma galeria perde o dióxido de carbono e solta carbonato de cálcio ao redor da gota. Vai-se assim formando um elemento tubular por cujo interior a água flui. O crescimento da estalactite depende de muitos factores mas é da ordem de 0,3mm por ano.
Estalagmites – Quando a água chega ao solo começa a ser formada a estalagmite que normalmente é mais larga que a estalactite, mas que tem uma ordem de crescimento semelhante.
Coluna – Quando a estalactite se junta á estalagmite subjacente.
Cortina – Quando a gota de água surge na galeria numa parede ou tecto inclinado e escorre pela superfície deixando um rasto de calcite. Com o passar de tempo forma-se uma ‘lâmina’ ondulada que pode possuir várias côres conforme a água infiltrada transporta mais ou menos argila ou materiais orgânicos.
Couve-flor – Quando a gota de água cai dos tectos pode provocar salpicos o que origina um crescimento irregular da calcite sobre outros espeleotemas vizinhos formando superfícies rugosas e porosas.