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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Coreto em Fráguas

O coreto encontra-se mesmo por trás da Igreja Matriz de Fráguas.
Embora se encontre um pouco no meio da rua, quando há festas o que importa é festejar e ouvir um pouco de música.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lenda de Casais Monizes

Lendas de Casais Monizes.
Casais Monizes é uma pequena localidade situada na Serra dos Candeeiros e que pertence a Alcobertas.
Terra ventosa em que as principais fontes de rendimento são a agricultura, a criação de animais e a extracção de pedra.
Casais Monizes é uma terra pequena, mas de habitantes orgulhosos do espaço em que nasceram e viveram.
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1- Lenda dos Casais Monizes
No tempo dos reis, há muitos anos atrás, um homem chamado Moniz foi castigado pelo rei a viver no Alto da Serra dos Candeeiros por desobediência.
Desolado pelo castigo recebido, Moniz viu-se sozinho e sem nada num local em que o terreno era pobre e muito pedregoso.
Sua sorte começou a mudar quando se apaixonou e mais tarde veio a casar com uma bela rapariga que por ali passava. Os filhos foram nascendo e para manter a família Moniz teve de cultivar os terrenos à volta de sua casa e para a sua rega teve de construir uma cisterna em pedra de modo a guardar a água da época das chuvas (Primeira cisterna de Casais Monizes).
Com os filhos já crescido e tendo ido pedir o perdão ao rei, o monarca não só lhe perdoou a desobediência, como o recompensou, dando-lhe as terras de Casais Monizes.
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2- Lenda do Degredo
Como manter as pessoas nas prisões acarretava despesas elevadas à administração real, surgiu a ideia de usar os criminosos como agentes de colonização e povoamento das terras. Assim sendo, o degredo era uma das punições que existiam para crimes cometidos, desde o início da época colonial portuguesa. O degredo no Brasil era uma punição usada para os crimes mais graves, seguida do degredo para África e para os crimes menos graves a punição seria para as regiões despovoadas de Portugal.
Assim surge a lenda do povoamento de Casais Monizes, conforme reportagem de Frederico Alves na publicação periódica ‘Multidão’ de 20 de Abril de 1943 (nº1, ano I).
Em resumo, os guardas levaram uma leva de condenados com suas mulheres e filhos para o Alto da Serra dos Candeeiros e aí os abandonaram às suas sortes com recomendações para não fugirem pois os habitantes das terras vizinhas teriam ordens de os matar caso os avistassem.
Naquele local desolado e tomados pela fúria, os degredados fizeram casas, muros e moinhos, tendo uma vida difícil mas conseguindo viver.
Com o passar dos anos a população foi aumentando e por todo o lado do monte foram surgindo novas vidas, até que os vizinhos se esqueceram que ali só viviam condenados.
Podendo então ir para onde quisessem, as pessoas continuaram a não sair de Casais Monizes, nem sequer para descerem o monte e virem para lugares mais férteis junto ás nascentes.
É esta então a lenda dos habitantes de Casais Monizes que sendo Homens pacíficos são muito zelosos e defensores do que é seu por direito.


Mais informação sobre Casais Monizes em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2011/11/casais-monizes.html

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Cruzeiro em Alto da Serra

Em Alto da Serra, no seu ponto mais alto, existe um cruzeiro em pedra.
Deste ponto pode-se apreciar a bonita e vasta vista que se nos depara, principalmente sobre a zona das salinas.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Parque de Convívio Leovegildo Pestana

Junto à estrada Nacional que liga Santarém a Rio Maior, em São João da Ribeira, encontra-se este Parque de Convívio, ao estilo dos parques de merendas.
O Parque foi inaugurado a 25 de Agosto de 2005 e foi-lhe atribuído o nome do então presidente da junta de freguesia, Leovegildo Pestana.
O equipamento é simples, mas após as árvores que aí foram plantadas crescerem, pode-se tornar num local apelativo.



terça-feira, 13 de julho de 2010

Igreja de São João Baptista em Vale de Óbidos

A Igreja em Vale de Óbidos é dedicada a São João Baptista.
Esta igreja foi inaugurada a 29 de Junho de 1987 com a presença do bispo António Francisco Marques.
A torre sineira encontra-se ao centro da fachada principal da igreja o que não é muito comum, mas permite ter as duas alas do telhado desniveladas.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fontes na Rua 25 de Abril em São João da Ribeira

Para quem vem de Santarém pela estrada principal em direcção a Rio Maior, à entrada de São João da Ribeira, passa por 3 fontes.

A 1ª em frente à antiga casa da Quinta do Seabra tem a saída de água numa posição central a deitar água para uma pia de pedra, ladeada por um muro com formato circular e com um banco baixo a todo o seu comprimento.
Esta fonte surpreende pela forma curvilínea simples, mas ao mesmo tempo bonita que possuí.
A 2ª fonte que se encontra uns quantos metros mais à frente, é de origem mais recente e pretende ser uma homenagem ao antigo dono da quinta que lhe está em frente, o Dr. José Seabra da Silva que foi um ministro adjunto do Marquez de Pombal. É conhecida como 'Fonte da Água Férreas'.
Pode saber mais sobre ele no seguinte artigo:


A 3ª fonte encontra-se já na entrada urbana de São João da Ribeira e é uma réplica da primeira, mas com uma pérgula suportada por 6 pilares a cobrir a zona de descanso da fonte. Esta fonte também é conhecida como 'Fonte da Espanhola'.

domingo, 11 de julho de 2010

Viaduto na A15

A estrada que liga Arruda dos Pisões a Malaqueijo passa sob a Auto-Estrada A15.
Parece a passagem entre dois mundos, num qualquer filme de suspense.

sábado, 10 de julho de 2010

Lavadouro público em Fráguas

O Lavadouro Público de Fráguas encontra-se no largo do Rossio.
Neste lavadouro simples, fica em evidência o poço de água que o serve.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Largo Luis Calado Vicente, Centro Cívico e Junta de Freguesia de Ribeira de S. João

O Largo Luís Calado Maia fica mesmo juntinho à Igreja Matriz de Ribeira de São João.
O largo que foi remodelado e inaugurado no dia 16 de Maio de 2004, sendo que neste dia se celebrava o vigésimo aniversário da Freguesia.
No centro do largo existe uma fonte encimada por um arado, símbolo do trabalho árduo na terra e por uma azenha, símbolo dos vários moinhos de água que existiram e ainda existem nesta freguesia.
Do lado Nascente do largo Luís Calado Vicente encontra-se o Centro Cívico de Ribeira de São João.
Este Centro, também conhecido como Centro Cívico Marcolino S. Nobre foi inaugurado a 17 de Maio de 1997.


No lado Poente do largo encontra-se a Junta de Freguesia de Ribeira de São João.
O bonito edifício da Junta de Freguesia foi inaugurado também a 17 de Maio de 1997 na presença do Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.



A freguesia de Ribeira de São João foi criada a 16 de Maio de 1984 com a sua desanexação da freguesia de São João da Ribeira.
No século XVI as terras que agora constituem a freguesia pertenceram a Pedro Álvares Cabral e após a sua morte em 1520, pertenceram à viúva D. Isabel de Castro que faleceu a 1538.
No século XVIII o lugar Ribeira de São João chegou a pertencer a Rio Maior.
A Freguesia ocupa 7,76km2 e no último censo de 2001 possuía 582 habitantes.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Parque de Merendas em Arrouquelas

Este Parque de Merendas encontra-se mesmo na entrada de Arrouquelas para quem vem dos lados de Manique do Intendente.
As árvores que aí se encontram dão alguma frescura aos dias quentes de Verão.

domingo, 4 de julho de 2010

Bica de água de Nossa Senhora das Angústias

Em Azambujeira, mais concretamente em Calharis, existe uma bica de água datada de 2001 com um painel de azulejos alusivos a Nossa Senhora das Angústias.
Mais um local para refrescar nos dias quentes e que serve para mostrar as devoções de um povo.


A pouca distância desta fonte, no início da subida do caminho da Moucha (perto da autoestrada), existiu aí a Igreja das Angústias. Até data recente, ainda era possível ver as ruínas. Um seu antigo proprietário, destruiu-a e retirou-lhe os azulejos. Diz-se que esse proprietário era laico convicto.

Encontrei este poema na internet (http://padornelo.blogs.sapo.pt/23104.html) dedicado à Nossa Senhora das Angústias e por o achar muito bonito o publico aqui.
Estando a Virgem Maria
Na sua cela assentada,
Sobre as suas amarguras
A triste nova chegava,
De que era morto seu Filho,
Rico penhor da sua alma.
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Pelas ruas corre a Virgem,
E a quem via perguntava,
Se morto era seu filho,
Rico penhor da sua alma.
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Diziam uns, que amarrado
A uma coluna estava:
Outros, que, pela cidade,
Sob uma cruz caminhava.
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Indo a Virgem mais avante,
Uma mulher encontrava:
Vai-se logo a perguntar-lhe
Pelo que ela não achava.
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A mulher era judia,
E assim mesmo a consolava.
- Por aqui passou um homem
Com uma cruz, que arrastava;
A cada passo que dava,
Toda a terra se abalava:
O lenho como era verde,
Até o chão atormentava;
Como fosse grande peso,
Cada instante ajoelhava:
O baraço na garganta
Era o que mais o magoava.
Ele me pediu um lenço,
Para limpar suas chagas,
Eu lhe dei a minha touca
Com que a cabeça toucava.
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Tudo isto ouvia a Virgem
E cada vez mais chorava:
Indo a volver os seus olhos
No chão caiu desmaiada.
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São João, seu bom sobrinho,
Pela mão a levantava.
- Levante-se, minha tia,
Que o que ouviu não será nada. –
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Indo lá mais adiante
Com o Senhor se encontrava.
- Porque chora, minha Mãe,
Oh, minha Mãe da minha alma?!
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- Não choro as almas perdidas,
Que por ti serão ganhadas;
Choro por ver tuas carnes
Tão doridas e rasgadas:
Choro por ver do teu sangue
As ruas ensanguentadas. –
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- Ai! minha Mãe, minha Mãe,
Que esta gente vai ser salva!
Suba além, àquele outeiro,
Onde a cruz está cravada;
Quando o meu sangue correr,
Toda a culpa será pagada.
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Fez o Senhor, testamento,
Nele a todos se deixava.
Deixou a S. Pedro, a chave,
Para que o Céu governara;
A S. Miguel, a balança,
Para que as almas pesara;
A S. João, o deserto,
Para que logo o habitara;
O coração deixa à Virgem,
Coração que tanto amara.
De todos já despedido,
Subindo à cruz expirara.
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Vendo a Mãe, seu filho morto,
Com tamanha angústia de alma,
De Angústias lhe deu o nome,
Por ele fica adorado.

Fonte: LEAL, Augusto de Pinho – Portugal Antigo e Moderno: Dicionário, Lisboa, Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão, 1875, volume VI, pp. 166-167

Já em 2012, a fonte e zona adjacente, sofreu obras. A fonte foi coberta por um telheiro, foram instalados bancos e alguns divertimentos para os mais novos. A zona envolvente também foi arranjada.



O painel de azulejos foi substituído em Janeiro de 2013 por este outro:
Ver artigo em:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Poço em Asseiceira

Em Aceisseira, num cruzamento entre a Rua da Escola e a Travessa do Poço, existe este poço com uma antiga bomba manual de extracção de água.
Estas bombas que eram comuns num passado recente, agora merecem ser preservadas para memória futura.
Pena é que este poço, com o progresso, tenha ficado mal localizado. Fica em pleno cruzamento e na faixa de rodagem.
Seria bom alguém arranjar uma solução peregrina para salvar este equipamento.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Depósito de água em Assentiz

Depósito de Água em Assentiz.
Este depósito encontra-se na zona mais alta de Assentiz e fica mesmo ao lado de um antigo moinho de vento.
De referir que a rede de água canalizada chegou a Assentiz em 1976 após de em 1962 ter chegado a electricidade.