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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Depósito de água em Malaqueijo

O depósito de água de Malaqueijo encontra-se mesmo ao lado do cemitério.
Altivo e imponente, domina a paisagem ao seu redor.
Por cima da porta de manutenção existe uma pequena placa de homenagem a Manuel Nobre que foi Presidente da Câmara entre os anos de 1980 e 1982. Deveria-se a ter cuidado na sua conservação, pois parte da armação metálica já se encontra à mostra e a enferrujar.



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Fontanário Asseiceira

Junto á estrada principal que atravessa Asseiceira e mesmo ao lado do recinto das aparições, existe um fontanário de duas bicas.
O painel de azulejos realizado no ano 2000 é alusivo a São Domingos que é o padroeiro da terra.



Assim, este fontanário para alem de permitir matar a sede é prova da grande religiosidade que se vive em Asseiceira e serve ao mesmo tempo de placa toponímica desejando aos viajantes um bom regresso com a certeza que a terra estará sempre pronta para os acolher de novo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Cruzeiro em Abuxanas - Rio Maior

Em Abuxanas pode-se encontrar este curioso cruzeiro no centro de um entroncamento com a estrada principal que atravessa o lugar.
Na pedra de base pode-se ler 'H.D.C. 1.8.52 +', referente à data da sua provável inauguração, 1852.

sábado, 18 de setembro de 2010

Capela de Nossa Senhora da Escusa em São João da Ribeira

Capela de Nossa Senhora da Escusa em Casais da Atágueda (São João da Ribeira).

O local em que se encontra a capela é de uma grande beleza devido à paisagem que daí se avista, mas a capela já nada tem da original, mandada construir por Nuno Álvares Pereia.
A última obra de reconstrução teve início em 22 de Agosto de 1987 e foi inaugurada a 8 de Setembro de 1989. Todos os anos realiza-se uma romaria em honra da Senhora da Escusa no dia 8 de Setembro.





Nuno Álvares Pereira nasceu a 24 de Junho de 1360 no Paço do Bonjardim (Sertã) ou na Flor da Rosa (Crato/Portalegre) e veio a falecer a 1 de Novembro de 1431 no Convento do Carmo em Lisboa. Nuno Álvares foi um nobre e guerreiro português que desempenhou um papel fundamental na crise da independência de Castela entre 1383 e 1385. Apesar de se ter casado aos 16 anos por imposição de seu pai, decidiu manter-se virgem, sendo profundamente religioso. As alturas mais conhecidas da sua vida são a da vitória na batalha dos Atoleiros (06-04-1384) , a vitória na batalha de Aljubarrota (14-08-1385) e a vitória na batalha de Valverde (15-10-1385).
Nuno Álvares Pereira recebeu também os títulos de Condestável, Mordomo-mor da Corte, 2º Conde de Arroiolos, 7º Conde de Barcelos e 3º Conde de Ourém.
A 26 de Abril de 2009 tornou-se São Nuno de Santa Maria ao ser canonizado pelo Papa Bento XVI.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Moinho de Água da Quinta do Capitão

Na Ribeira de São João existiram muitos moinhos de água e neste artigo vou mostrar o que já foi o moinho de água de rodízio da Quinta do Capitão.
Mesmo ao lado da casa principal da Quinta do Capitão existe o edifício do moinho que visto de frente parece uma garagem ou lagar, mas a mó que está encostada a uma das paredes e a passagem de água do rio maior por baixo, não deixam dúvidas que aqui já existiu um moinho de água.

Esta é uma boa oportunidade para observar a sala em que as pás do moinho eram obrigadas a girar sob a força da água, pois o rio maior encontra-se nesta altura do ano praticamente seco.
Nesta foto é bem visível a boca por onde a água do rio desce para fazer girar o moinho.
Em termos construtivos, o moinho era algo parecido com o que aparece no diagrama seguinte.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Açudes no Rio Maior dentro da Cidade.

O Rio Maior não pára de surpreender, mesmo que seja dentro da cidade à qual ele deu o nome e que lhe tem as costas voltadas.
Neste artigo vou mostrar dois açudes que existem neste rio, dentro da zona urbana.

A primeira imagem é referente ao açude com duas comportas que existe logo após o Largo ‘Adelino Amaro da Costa’. O sistema das comportas servia também para regular a percentagem de água que do leito principal derivava para um braço secundário deste rio. Esta foto só é possível pois recentemente esta zona do rio foi limpa, já que até há pouco tempo estava completamente invadida por canas e silvas.


A segunda imagem é referente a um açude que já possuiu três comportas e que fica localizado logo após a junção da Ribeira de São Gregório (que também atravessa a cidade) ao Rio Maior. Este local está com o acesso quase todo bloqueado pelas várias construções habitacionais que por aí foram aparecendo. Como referência, encontra-se nas traseiras do empreendimento ‘Varandas do Rio’ inaugurado em 11-07-2003, contando com a presença do presidente da câmara da altura.
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Como aconteceu com muito sucesso noutras cidades, aqui também em Rio Maior, deveria de haver um esforço de devolver o rio aos habitantes.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ruina de Mosteiro Beneditino em Freiria

Na Quinta do Jogadouro, a 2 km de Rio Maior, existem as ruínas de um antigo mosteiro beneditino.
Das ruínas da capela do mosteiro foi erigido o Centro Cultural Jogadouro. O espaço é propriedade de Maria da Conceição Burgete.

A Ordem de São Bento (beneditinos) chegou a Portugal no século X (com o conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques a ser o grande impulsionador desta ordem em Portugal no séc. XI) e ainda hoje possui alguns mosteiros em actividade (um dos mais conhecidos é o Mosteiro de Singeverga, Santo Tirso). Foram várias as razões pelas quais grande parte dos mosteiros em Portugal foram abandonados, mas a mais importante foi o decreto de 30 de Maio de 1834 que extinguia as Ordens Religiosas e confiscava todos os seus bens.
Bento de Núrsia (480-543) compôs no ano 529 a ‘Regula Benedicti’ para a abadia de Montecassino na qual descreve algumas normas que os mosteiros deveriam cumprir, como: A pobreza, a castidade, a obediência, a oração, o trabalho, hospedar peregrinos, dar assistência aos pobres e promover o ensino. Os mosteiros que passaram a seguir estas normas uniram-se e os monges passaram a ser conhecidos como beneditinos.

domingo, 12 de setembro de 2010

Recriação Etnográfica do Ciclo do Vinho em Arrouquelas

O Salpiquete (Associação de Solidariedade Arrouquelense) promoveu neste último Sábado a Recriação Etnográfica do Ciclo do Vinho em Arrouquelas. O nome da associação vem de ‘Salpiquete Agarrado’ que é um jogo tradicional de Arrouquelas (Uma espécie de jogo das escondidas).

Foi todo o ciclo do vinho que foi recriado acompanhado pelo saber fazer das gentes da terra. O vinho já foi um forte contributo para a economia local que obrigava a um trabalho continuado ao longo de todo o ano.
Cada passo do ciclo do vinho foi aqui exemplificado e ensinado. Desde a plantação do bacelo, a enxertia, a poda, a empa, a cava, o tratamento da videira, a vindima e a lagaragem. Nem a parte do comércio e transporte do vinho ficou esquecido.
Claro que no final teve de haver a tradicional adiafa em que não faltaram as cantigas ao desfio.







Toda a organização está de parabéns pela excelente iniciativa que realizaram.
Podem saber mais sobre a associação em:

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Memória de um Bétilo em Ribeira de São João

Em Ribeira de São João, mais precisamente no Casal da Corredoura existiu um Bétilo em Pedra a cerca de 100 metros do Rio Maior.
Era tradição as pessoas do lugar subirem esta pedra para observarem a lua tentando prever assim a melhor altura de fazerem as sementeiras.
Nos anos 70 o Bétilo foi derrubado por máquinas destruindo-se assim para sempre este património.

Bétilo é uma pedra sagrada, chegando mesmo no oriente a se considerar esta pedra como a morada de um Deus. No mundo árabe, antes do aparecimento de Maomé (ano 570 ou 571 da era cristã) as comunidades eram essencialmente politeístas e as principais divindades eram adoradas sob a forma de uma árvore ou de um bétilo (haviam mesmo alguns pequenos bétilos que eram transportáveis e acompanhavam os nómadas nas suas deslocações).
Não se deve é confundir este Bétilo com os Miliários (que se encontram ao longo das estradas romanas) que embora tenham um formato parecido, mas em vez de símbolos têm inscritos o número da milha relativo à estrada romana em questão e por vezes também outras informações como a distância até ao Fórum Romano ou o nome dos responsáveis pela estrada. Apesar deste lugar se encontrar perto da antiga via romana que ligava Lisboa a Braga, devido aos desenhos gravados na pedra, não me parece que seja este caso.
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A imagem deste artigo e parte da informação que está aqui contida, foi retirada do site:
Mais precisamente deste excelente artigo sobre a Ribeira de São João:

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

União Desportiva de Rio Maior




A União Desportiva de Rio Maior (UDRM) entregou hoje todo o seu espólio à Câmara Municipal, após decisão unânime dos seus sócios.
Esta decisão foi tomada em assembleia geral após não ter sido viabilizada nenhuma proposta que permitisse a inscrição na corrente época 2010/11 da equipa de futebol sénior.
O Clube conta já com uma longa história, tendo o seu nascimento ocorrido em 1 de Setembro de 1945 com o nome de Clube de Futebol “Os Mineiros”. A 25 de Agosto de 1976 a quando da presidência de Manuel Duarte Francisco passou a adoptar o nome actual de União Desportiva de Rio Maior. A equipa de futebol andou vários anos pelas divisões nacionais, sendo que na época de 19080 / 81 chegou pela 1ª vez à 2ª Divisão Nacional treinada por Jesualdo Ferreira, estando novamente neste escalão já na época de 2004/05 treinada por António Pereira. No seu curriculum conta com 4 presenças na 2ª Divisão Nacional e 11 presenças na 3ª Divisão Nacional.
A equipa de futebol realizava os seus jogos em casa, no Estádio Municipal de Rio Maior.
Os problemas financeiros foram-se agonizando no clube e em 22 de Maio de 2009 o plantel chegou mesmo a entrar em greve de fome para chamar à atenção para a situação de salários em atraso.
O clube acabou assim por fechar as portas e é estranho que na cidade que se quer como referência do desporto nacional os clubes desportivos estejam em situação tão difícil.

sábado, 4 de setembro de 2010

Estação Central de Camionagem de Rio Maior

Estação Central de Camionagem de Rio Maior.

A Central de Camionagem foi inaugurada no dia 08 de Setembro de 2008 após três anos de estar construída, contando com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Silvino Sequeira, o Vice-Presidente, Carlos Nazaré e o vereador Manuel Brites, juntamente com o Presidente da Rodoviária do Tejo, Martinho Santos Costa.
A Estação que apresenta arrojadas linhas arquitectónicas, fica situada na Avenida Mário Soares o que é bastante útil para todos os estudantes visto ficar mesmo perto das escolas da cidade.
Apesar da construção ser simples, é bastante agradável e leve, sendo que a mistura do betão com o vidro foi muito boa, parecendo todo o edifício um enorme livro. A arquitectura é da responsabilidade de Paulo Tormenta Pinto.








Contactos e horários:

Rodoviária do Tejo, S.A.
http://www.rodotejo.pt/horarios/gethorarios
Rede Expressos
http://www.rede-expressos.pt/default.aspx

Dados técnicos do projecto
Empresa de arquitectura: Domitianus Arquitectura
Arquitecto chefe: Paulo Tormenta Pinto
Equipa de projecto: Andreia Morais, Nuno Monteiro, Luis Miranda e Rodolfo Gomes
Consultores: Mário Leitão, Francisco Alvim, Rui Silva, Miguel Leitão e Isabel Martins
Ano de Projecto: 2005

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

FRIMOR - Feira Nacional da Cebola


Está a decorrer em Rio Maior (entre 1 e 5 de Setembro) a FRIMOR – Feira Nacional da Cebola.
Esta feira que se realiza todos os anos em Setembro teve o seu início em 1761 e em 1770 o rei D. José I institui-a como feira franca. Esta feira veio substituir a feira de Arrouquelas que se realizava a 15 de Setembro de cada ano e que foi a primeira feira do concelho criada por alvará concedido a 23 de Outubro de 1674.
Cronologia:
 - 1674, 23 de Outubro - Criação da Feira de Arrouquelas no reinado de D. Afonso VI
 - 1740 - A Feira de Arrouquelas passa a ser realizada em Rio Maior
 - 1761, 15 de Setembro - Criação da Feira de Rio Maior no reinado de D. José I
 - 1770 - A Feira de Rio Maior recebe o estatuto de Feira Franca
 - 1971 - A Feira de Rio Maior passa a chamar-se FRIMOR
 - 1971 - A FRIMOR passa a se realizar no antigo cais da mina do Espadanal
 - 2001 - A FRIMOR passa a se realizar no recentemente inaugurado Pavilhão Multiusos
 - 2010 - A FRIMOR adquire um caris mais popular e o espaço da feira alarga-se pela cidade.
A feira em Rio Maior, fixou-se inicialmente no sítio do Mal Cozinhado, atual rua 5 de Outubro, envolvendo a antiga capela de São Sebastião (junto ao cineteatro de Rio Maior). A capela de São Sebastião, como já foi referido num outro artigo, foi construída em 1569 e demolida em 1914 para aumentar o espaço útil para a feira e também por já se encontrar em ruína. Os feirantes instalavam-se à volta da capela e espraiavam-se pelas várias ruas, largos e campos de Rio Maior. Várias ruas devem o seu nome à feira, como a Rua da Feira dos Bois e a Rua Feira das Varas, já que a venda do gado e dos artigos agrícolas era realizada por secções.


O certame tem como elemento de atração a cebola contando este ano com dezenas de expositores e ceboleiros que ao longo destes 5 dias pretendem comercializar cerca de 200 toneladas deste produto agrícola. A maior parte dos ceboleiros vêm do concelho de caldas da Rainha.



Apesar da venda da cebola ser o ponto forte, a sua comercialização já não justifica, nos tempos que correm, a realização do certame. Devido à autarquia ter esta realidade bem presente, este ano foram criadas uma série de actividades complementares e o certame estende-se ao longo da cidade, recuperando assim uma antiga tradição do evento.
No passado o certame incluía também o ‘Circuito Ciclista de Rio Maior’ e o ‘Encontro Nacional de Coleccionadores’.

O programa do certame deste ano é o seguinte:



A seguinte antiga imagem da Feira de Rio Maior, foi retirada do site do jornal 'Região de Rio Maior', em: