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sábado, 28 de maio de 2011

Praça Francisco Sá Carneiro em Rio Maior

Praça Francisco Sá Carneiro.

Esta praça, encontra-se na junção da estrada das Marinhas, da Avenida Paulo VI, da Rua de Mariano Carvalho e da Avenida de Portugal.

Na Praça existe uma placa de homenagem a Sá Carneiro que foi inaugurada a 8 de Novembro de 1986.

Poucos meses antes da sua morte, o estadista, nas funções de Primeiro-Ministro, passou por Rio Maior a 30 de Agosto de 1980.
As imagens seguintes que mostram esse evento foram retiradas de
http://www.flickr.com/photos/institutosacarneiro/sets/72157626025344068/






Há cerca de 18 anos, a Câmara Municipal de Rio Maior, aprovou por unanimidade a colocação de um busto de Sá Carneiro nesta praça. Apesar do tempo que se passou, a Câmara vai tentar honrar este compromisso incluindo este acto nas obras do plano de requalificação da Avenida Portugal.

Mas quem foi Francisco Sá Carneiro?
Talvez seja bom relembrar este homem que foi advogado, fundador e líder do Partido PPD/PSD e Primeiro-Ministro de Portugal durante cerca de onze meses, no ano de 1980 até a sua morte num acidente de aviação a 4 de Dezembro em Camarate.
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro, nasceu no Porto, a 19 de Julho de 1934 no seio de uma família da alta burguesia.
Licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e passou a exercer advocacia.
Durante o Estado Novo, foi eleito pelas listas do partido único do regime salazarista, Acção Nacional Popular, para a Assembleia Nacional. Tornou-se líder da Ala Liberal, desenvolvendo diversas iniciativas para a gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental.
Após a Revolução dos Cravos, logo em Maio de 1974, Sá Carneiro fundou juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota o Partido Popular Democrático (PPD) que foi redesignado Partido Social Democratico (PSD).
Foi Ministro em diversos governos provisórios e deputado na Assembleia Constituinte (1975 e 1976) e mais tarde deputado na Assembleia da República.
Em finais de 1979, criou a Aliança Democrátrica (AD), uma coligação entre o PPD/PSD, o CDS e o PPM.
A 3 de Janeiro de 1980 é nomeado Primeiro-Ministro, sendo Ramalho Eanes o Presidente da República.
Na noite de 4 de Dezembro de 1980, Francisco Sá Carneiro faleceu quando o avião no qual seguia em direcção ao Porto se despenhou, pouco após a descolagem do aeroporto de Lisboa, em Camarate. No acidente faleceram também o piloto e co-piloto, o Ministro da defesa, Adelino Amaro da Costa, assessores e Snu Abecassis, companheira de Sá Carneiro.
Apesar de já se terem passado mais de 30 anos da sua morte, continua a haver duas teses sobre o acontecimento: acidente, motivado por negligência na manutenção do avião ou atentado, embora se desconheça quem o prepetara e contra quem seria dirigido.

O busto de Francisco Sá Carneiro, foi inaugurado nesta praça em 4 de Dezembro de 2012. Para saber mais, consulte:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2012/12/busto-de-francisco-sa-carneiro.html

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Nossa Senhora dos Caminhantes no Alto da Serra


No Alto da Serra existe uma imagem de Nossa Senhora dos Caminhantes.
Esta imagem de bronze já possui algumas dezenas de anos, embora seja bastante estilizada.
Este local de passagem entre o Norte e o Sul, servia para o descanso dos caminhantes. Local de descanso, essencial para os peregrinos de Fátima.

Local cuidado e bastante agradável para descansar nas tardes quentes de Verão.

domingo, 15 de maio de 2011

Talho em Rio Maior

Em Rio Maior, o talho que se encontra na rua David Manuel Fonseca, possui um bonito painel de azulejos na sua parede exterior.
Este talho encontra-se perto do fontanário de 1931 que também possui 5 belos painéis de azulejos.

sábado, 14 de maio de 2011

Asseiceira - Ponte sobre a ribeira


Na entrada de Asseiceira, para quem vem de Rio Maior, existe um estreitamento do caminho.
O caminho é estreito, pois esta-se a passar por cima de uma ponte antiga de um arco que serve para passar uma ribeira aí existente.
É uma ponte toda em pedra e bonita. Encontra-se é muito tapada.


Esta ponte entra no brasão da Freguesia, logo deveria de ser mais bem cuidada, pois é um símbolo da terra.


segunda-feira, 9 de maio de 2011

Marco em Vale de Óbidos

Em Vale de Óbidos, na sua praceta central, existe um marco de agradecimento pela construção da estrada principal.
Na placa, pode-se ler:
‘1937
Estrada Rio Maior Abuxanas
Ao Governo, Câmara Municipal
Representada por João F. Maia,
Justino Henriques de Carvalho
E Junta de Freguesia
Vale de Óbidos
Agradecido’

Esta era uma época em que ainda se dava valor às obras feitas.

sábado, 7 de maio de 2011

Posto da GNR em Rio Maior

Na Avenida General Humberto Delgado, encontramos o Posto Territorial da Guarda Nacional Republicana de Rio Maior.
É um imóvel de linhas direitas em que se destaca um enorme painel de azulejos do consagrado artista Leonel Moura. Neste painel pode-se ler, embora não muito facilmente pois as letras encontram-se sobrepostas, as palávras: Cidadania, Liberdade e Democracia.
O posto foi inaugurado em 18 de Julho de 2000.
Para contactar a Guarda, pode usar o telefone 243999500 ou o FAX 243999501.


A Guarda Nacional Republicana está em Rio maior desde o dia 2 de Setembro de 1912.
De recordar que a implantação da República Portuguesa ocorreu a 5 de Outubro de 1910, logo a chegada da guarda foi vista como um elemento valorizador da região e das vantagens do novo regime.
Mas nem tudo correu bem, pois o oficial da GNR, Sangreman Henriques, recusou a cocheira disponibilizada devido às suas reduzidas dimensões, ameaçando retirar imediatamente a força policial. A pedido da presidência da Câmara de Rio Maior, o Dr. Francisco Henriques de Carvalho Júnior cedeu temporariamente a sua cocheira. A situação ficou resolvida com a transformação de uma antiga adega, pertença do referido Dr. Francisco Júnior, em cavalaria e a estipulação de um contrato de arrendamento. A Comissão Administrativa da Câmara de Rio Maior para mostrar o seu agrado pela guarda se ter mantido na região, resolveu oferecer à sua conta, todo o petróleo necessário para iluminar o quartel e a cocheira.


A Guarda Nacional Republicana (GNR).

A Guarda Nacional Republicana (GNR) é uma força de segurança constituída por militares organizados num corpo especial de tropas, encarregado da segurança pública, da manutenção da ordem e da protecção da propriedade pública e privada em todo o território português, designadamente nas áreas mais rurais de Portugal Continental.

A GNR partilha as responsabilidades do policiamento de Portugal continental com a Polícia de Segurança Pública (PSP), cabendo a esta última a responsabilidade pelas grandes áreas urbanas e à Guarda, a responsabilidade das áreas rurais ou periurbanas.
Uma das responsabilidades mais visíveis da GNR é a guarda cerimonial de vários edifícios públicos, como o Palácio de Belém, o Palácio de São Bento e o Palácio das Necessidades.
Ultimamente é também visível o extraordinário desempenho que os militares da Guarda têm tido nas operações internacionais para as quais são destacados.
Breve História da GNR.

Em 1801 é a criada a Guarda Real da Polícia de Lisboa, pelo Príncipe Regente D. João, inspirando-se na Gendarmerie francesa.
Em 1802 a Guarda é vinculada ao Exército, como tropa de linha.
Posteriormente é criada a Guarda Real da Polícia do Porto e a Divisão Militar da Guarda Real da Polícia do Rio de Janeiro.
Na sequência da Guerra Civil, D. Pedro assume a regência e em Maio de 1834 dissolve as Guardas Reais da Polícia, mas quase de imediato cria a Guarda Municipal de Lisboa e pouco tempo depois a Guarda Municipal do Porto, com características idênticas às iniciais.
Em 1868 ambas as Guardas são colocadas sob um comando único.
Com a chegada da República, as Guardas Municipais são extintas e são criadas as Guardas Republicanas com as mesmas responsabilidades das anteriores.
A 3 de Maio de 1911 é criada por decreto a Guarda Nacional Republicana.
Precisamente hoje, comemora-se o centenário desta instuitição.

Pode saber mais sobre a GNR em:

domingo, 1 de maio de 2011

Dia de Bom Verão

Dia de Bom Verão

O dia de Bom Verão realiza-se nas Bocas, no Domingo de Pascoela. Antigamente realizava-se na 2ªfeira de Pascoela, mas mudou para o Domingo para coincidir com o dia de descanso semanal.
Neste ano, o dia de Bom Verão coincidiu com o Dia da Mãe e também com o Dia Mundial do Trabalhador por se realizar no 1º de Maio.
Esta tradicional romaria costumava reunir centenas de famílias que se deslocavam às Bocas com os seus farnéis e merendas, havendo sempre muita animação, com música e jogos populares.
Esta tradição esteve em risco de se perder, mas a Junta de Freguesia de Rio Maior, conjuntamente com os Bombeiros Voluntários de Rio Maior e outras entidades, decidiram dar continuidade a este projecto e actualmente é já uma aposta ganha, pois têm aderido à iniciativa cada vez mais pessoas que nos últimos anos têm passado nas Bocas um dia muito agradável.
Faz parte da cultura cívica de um povo a adesão e participação em actividades conjuntas, para além de ser um bom motivo, ainda por cima gratuito, para se desligar a televisão e passar uns momentos em comunhão com a natureza.
Mas então, porque é que se realiza esta romaria nas Bocas e o que é o dia do Bom Verão?
O local Bocas é uma área muito aprazível e pitoresca por se encontrar numa garganta do maciço calcário e por estar a poucos metros das principais exsurgências do rio Maior. Em toda esta área encontraram-se inúmeros vestígios de ocupação humana que se podem datar desde a época do Paleolítico Inferior até ao Período Romano. Devido à importância dos vestígios aqui encontrados, como restos de porcelana, vaso cerimonial em bronze e a própria Ninfa Fontaneira descoberta na Villa Romana, é de crer que este local servisse de culto a divindades ligadas à água.
Assim, acredita-se que o dia do Bom Verão representa ainda os resquícios de um culto aquático de origem pagã, embora também possa estar relacionado com o Equinócio de Primavera, que resulta num período de renovação da natureza.
Pode saber mais sobre o dia de Bom Verão no artigo realizado pelo arqueólogo Carlos Pereira para o jornal ‘o Riomaiorense’ em 07 de Abril de 1994.



Este ano havia a previsão de muita chuva e isso deve ter afastado a comparência de algumas pessoas, mas as que lá estiveram, puderam apreciar o sol que chegou a aquecer a tarde e a permitir muitas diversões. Só ao final do dia é que a chuva apareceu e com muita intensidade.
O dia começou com um percurso pedestre com partida na Junta de Freguesia de Rio Maior, numa extensão de cerca de 7 km. Esta caminhada foi organizada pela Junta de Freguesia e pelo Clube do Mato. Pode saber mais sobre o Clube do Mato em:
Já nas Bocas, a animação esteve sempre presente, com muita música, insufláveis, actividades radicais e jogos tradicionais. Nem o bacalhau no cimo do poste ensebado faltou. A represa que fizeram também permitiu um melhor uso das águas do rio.
À tarde houve uma aula prática de Yôga dada pelo mestre António Fróis Rafael, acompanhado por um empenhado grupo de alunos e curiosos. Pode saber mais sobre o Yôga em Rio Maior em:
O grupo musical ‘Paulo Holandês’ fez a animação musical e o evento estava previsto ser encerrado pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior. Pode saber mais sobre os Bombeiros Voluntários de Rio Maior em:
Ficam de seguida várias fotos tiradas hoje.
Para o ano, apareça, pois vale a pena.