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sábado, 17 de setembro de 2011

Formas de sal nas Salinas de Rio Maior

O sal é essencial à vida, embora em excesso possa ser um perigo.
O sal é importante para o bom funcionamento do organismo, melhorando a contracção muscular, a transmissão de impulsos nervosos e contribuí para um bom ritmo cardíaco. No entanto em excesso pode ser o responsável por várias doenças graves como a hipertensão.

No entanto o sal não é todo igual .
Vários factores contribuem para esta diversificação, começando pelo método de produção.
O sal tradicional, produzido nos talhos ao ar livre tem uma natureza complexa, enquanto o sal processado industrialmente vê quase todos os seus compostos serem removidos, com excepção do cloreto de sódio. O sal tradicional tem um sabor forte e ao contrário do industrial, não é áspero.
O sal produzido nas salinas de Rio Maior é produzido segundo o método tradicional.

Pode saber mais sobre as salinas de Rio Maior em:
Cooperativa Agrícola dos Produtores de Sal de Rio Maior
Salinas de Rio Maior
Recriação Etnográfica e Histórica

Sal normal recolhido nos talhos segundo processo tradicional
Flor de Sal


A Flor de Sal (ou coalho de sal) é o sal que se forma à superfície dos talhos, flutuando sem se depositar no fundo. Este sal é recolhido diariamente, sendo depositado em ‘caixas’ com fundo de rede fina para escorrer e secar. A flor de Sal é branca, húmida e cristalina, formando delgadíssimas palhetas que se desagregam com muita facilidade por pressão entre os dedos.
A Flor do Sal é um ingrediente comum na alta gastronomia, utilizada pelos chefes de cozinha, devido ao seu sabor especial e à sua maior riqueza em oligoelementos e micronutrientes.
O uso deste sal muito fino na fase final da confecção de uma refeição, realça o sabor e cheiro natural dos alimentos, permitindo ainda utilizar menos sal.

Sal Grosso
 
O Sal em cristais grossos é ideal para usar no banho de água quente. Não se deve dissolver logo o sal no banho, devendo-se deixar o sal ainda por dissolver no fundo da banheira.
Um banho de imersão tomado com sal é um excelente meio para combater o stress e aliviar tensões, já que tem efeitos sobre os músculos e sistema nervoso.
O sódio ajuda na eliminação das toxinas do organismo e funciona como um relaxante muscular, logo benéfico para quem sofra de artrite. O sulfato de magnésio é absorvido pela pele, funcionando como um anti-inflamatório.

Sal em Flocos

Este tipo de sal também é recolhido nas salinas de Rio Maior, mas é raro, pois para se formar é necessário a água atingir temperaturas de 30ºC.
Este sal pode ainda vir a dar muito que falar, pois é o tipo de sal favorito dos chefes de alta cozinha. É considerado melhor do que a Flor de Sal.
Um sal famoso deste tipo é o Inglês ‘Maldon Sea Salt’.

sábado, 10 de setembro de 2011

19ª Volta a Portugal do Futuro

Está a decorrer a 19ª Volta a Portugal do Futuro.

A Volta a Portugal do Futuro é a segunda prova do ciclismo nacional e é considerada como rampa de lançamento de futuros atletas de topo.
Esta volta é exclusiva a corredores da categoria Sub23 e cada equipa só poderá ter no máximo 3 corredores estrangeiros. Neste ano a prova conta com 9 equipas e 64 corredores.

Ontem realizou-se a 3ª etapa desta prova que teve partida em Leiria e chegada em Rio Maior. Leonel Coutinho da Vitória/ASC venceu ao sprint a etapa, mas Joni Brandão da Liberty Seguros manteve a camisola amarela.
Hoje ás 11:50 realizou-se a partida para a 4ª etapa, considerada a etapa rainha por ser a mais dura. Esta etapa de 124Km tem chegada prevista na Serra de Montejunto às 15:15.

Ficam de seguida algumas fotos desta prova tiradas hoje na partida para a 4ª etapa.







Mapa da 3ª etapa.
Mapa da 4ª etapa.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Postal do vidente de Asseiceira, Carlos Delgado

A primeira aparição Mariana em Asseiceira aconteceu a 16 de Maio de 1954 ao vidente Carlos Alberto da Silva Delgado.
Pode saber mais sobre as aparições de Asseiceira em:
O que apresento neste artigo é um postal que me foi enviado por Rui Sobral. O meu muito obrigado ao Rui por me permitir publicar esta imagem.
Este postal manuscrito é do vidente Carlos, na altura ainda criança (11 anos), a informar Beatriz Fogaça do teor das suas visões.
O postal é de 07 de Julho de 1954.

‘Eu vi Nossa Senhora que me disse:
Eu sou a mãe do Redentor
que me mandou praticar boas acções e boas obras
Carlos Alberto da Silva Delgado’

Beatriz de Melo Fogaça era advogada em Caldas da Rainha e morava na Quinta de Porto Nogueira, em Alguber, Cadaval.
Como curiosidade, o irmão de Beatriz Fogaça era o conhecido Júlio de Melo Fogaça (1907-1980), político e militante do Partido Comunista Português (PCP). Nasceu na Quinta de Porto Nogueira, Alguber e integrou o secretariado do PCP em 1935. Durante o antigo regime, foi por diversas vezes preso. Doou todo o seu espólio à Academia das Ciências de Lisboa que instituiu um prémio de História com o seu nome.
A Quinta de Porto Nogueira, fica em Alguber, como já foi referido e é datada de meados do século XVII (anterior ao terramoto de 1755). Pertenceu à família Fogaça, embora atualmente pertença a Miguel Angelino.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Primitiva Central Eléctrica em Rio Maior.

A primitiva central eléctrica encontra-se agora em ruínas.

A central serviu de apoio à fase inicial de exploração da Mina do Espadanal.
Pode encontrar estas ruínas na estrada que liga a R361 (Rio Maior - Alcanede) à mina do Espadanal.

Ficam de seguida mais algumas imagens destes vestígios da história industrial do Concelho de Rio Maior.



quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Postal de Ruy Belo a Gastão Cruz

Sobre o poeta Ruy Belo pode saber mais em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.com/2010/06/o-poeta-ruy-belo.html

Deixo aqui um postal manuscrito pelo poeta Ruy Belo dirigido a Gastão Cruz.
O postal foi retirado de:

Gastão Cruz é um poeta, crítico literário e encenador português nascido em Faro a 20 de Julho de 1941.

A poesia de Ruy Belo nas palavras de Gastão Cruz:

«Enquanto «de novo a seara amadurece», lembremos a obra de Ruy Belo, um dos mais grandiosos e complexos monumentos da poesia portuguesa, um monumento barroco, em que alguns dos mais relevantes caminhos e experiências da poesia portuguesa moderna confluem numa síntese poderosa, que congrega características aparentemente tão demarcadas e raramente conciliadas, como um discurso torrencial, por vezes próximo da prosa, e uma imaginação verbal inesgotável, por um lado, e uma extrema atenção ao pormenor do verso, nomeadamente no nível fónico, por outro, como uma permanente dissecação da vida e da realidade quotidianas, em contraponto com uma antevisão, ora angustiada, ora irónica, da morte própria e uma inquietação perante a morte alheia não menos constantes.»

Gastão Cruz , A Poesia Portuguesa Hoje
2ª edição corrigida e aumentada
Lisboa, Relógio d’Água, 1999