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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Azambujeira em 1758

Este artigo é escrito com base no documento 'Memórias Paroquiais' de 1758 guardado no Arquivo Nacional Torre do Tombo.
O documento tem como código de referência PP/TT/MPRQ/5/67.
As páginas que referem Azambujeira são as 957, 958, 959 e 960 do nº67, volume 5 de 'Memórias Paroquiais'.

Este é um artigo que faz uma fotografia de Azambujeira no ano de 1758, três anos após o grande terramoto de Lisboa.

Em resumo:
O Conde de Soure era o donatário na altura da vila de Azambujeira.
É feita a localização geográfica de Azambujeira e é referido que possuía 97 famílias que dava cerca de 350 pessoas.
É feita uma descrição detalhada da Igreja Matriz com devoção a Nossa Senhora do Rosário e também surge a referência à Ermida de Santa Luzia que já na altura se encontrava em vias de ruína, mas que mesmo assim era muito frequentada pelos populares que a ela também se deslocavam para cumprir promessas.
Existe uma descrição muito detalhada dos rendimentos da paróquia (grande parte das medidas são em Moios e 1Moio=21,762hectolitros).
O poder politico na região também é descrito, com o Juiz Ordinário, Juiz de Órfãos, Alcaides, Vereadores, Procurador do Concelho, Oficial da Câmara e Almotacé.
São descritos também os dois rios que passam por Azambujeira: O Rio Maior e o Rio de Alcobertas.
Curiosa é a descrição pormenorizada do Rio Maior, começando pelo seu nome. O Rio Maior era conhecido na nascente como Rio do Jogadouro, depois em Rio Maior, chamava-se Rio Maior, em São João da Ribeira, era conhecido como Rio de São João e após Azambujeira passava a ser conhecido como Rio do Amial.
O Rio Maior é descrito como sendo navegável por bateis, como tendo um grande caudal desde a sua nascente e como tendo uma grande abundância de peixe (Enguias, barbos, fataças, Sarmoins, ruivacas e lampreia).
As margens do rio também não foram esquecidas e são descritas como muito produtivas para o trigo, milho, legumes, árvores de fruto e árvores silvestres. Na região também surge referências à cevada, às oliveiras, às videiras e ao feijão fradinho.
Por último, o terramoto de 1755 não fez muita destruição por Azambujeira, pois caíram somente algumas casas de sobrado.





Segue agora uma cópia que tentei fazer do manuscrito. No entanto como não sou entendido em português antigo, poderá ter alguns erros.

Emm. Sn’r
Que posso dizer a respeito desta minha freguezia da villa de Azambugeira hes seguinte
Pertençe ao Patriarcado de Lisboa, comarca da villa de Santarem, termo da villa de Azambugeira e Freguezia de Nossa Senhora do Rozario
Esta villa he donatario della o Excelentipsimo Conde de Soure e o he ao prezente.
Tem esta Freguezia noventa e sete moradores, tem trezentas e sincoenta pepsoas.
Está esta villa situada em hum monte e se descobre della a villa de Santarem donde dista duas Legoas para a parte do Nacente.
Tem esta villa seu termo e comprende dois Lugares hum delles se chama Louriçeira que he da Freguezia de Almoster tem doze moradores, o outro Lugar he desta Freguezia e se chama Alfouvés, e tem trinta e seis moradores.
A Paroquia esta dentro na villa, e fora da villa tem hum lugar que se chama Alfouvés; o Orago desta Freguezia he Nossa Senhora do Rozario; tem aí Igreja só huma nave; tem três Altares exceto o da capela mor; o da parte do Evangelho he de Santo Antonio; e o da Epistulla he do Senhor Jezus Crucificado; estes dois Altares ficáo na façia da Igreja tem outro Altar na parede da Igreja da parte da Epistulla e he de Nossa Senhora do Rozario; tem esta Freguezia duas comfrarias, huma do Santipsimo Sacramento e outra de Nopsa Senhora do Rozario, esta comfraria de Nossa Senhora do Rozario esta sobordinada ao Prior do convento de Sáo Domingos da villa de Santarem; O Parroco desta Freguezia he vigario he aprezentado pello Excelentipsimo Conde de Soure a renda serta que tem Sáo dois moýos, de trigo, e hum moýo, de Feijáo fradinho, quatro cantaros de azeite, e huma terra no Paul chamado emtre as vallas, que costuma dar de nouidade trigo e milho dois moýos o mais he, se de Altar que junto huma couza com outra, rendera húns annos pelos outros cento e vinte mil reis
Tem esta Freguezia huma Ermida da Evocaçáo de Santa Luzia a qual imagem se acha na igreja por estar a ruinada a Ermida
Esta Ermida pertence ao Povo, tem muntas pepsoas devoçao com a Santa, donde vem varias vezes agradecer á Santa algum milagre que rezas a respeito dos olhos
Os Frutos que os moradores desta Freguezia recolhem sáo trigo munto e bom sevada e bastante milho também recolhem munto vinho e azeite e legumes de todas as castas
He governada esta terra por hum Juis ordinário tem dois Veriadores e hum Procurador do conçelho e Almotaçe  e Oficial da camara e Alcaydes e o mesmo Juis ordinário he Juis dos orfos; Esta Justiça he feita de tres em tres anos por pelouro o qual se costuma a fazer justiça para tres anos e preside á Eleiçáo o corregedor da villa de Santarem pelo qual sáo confirmados quando se abre o pellouro; Sevinçe esta terra do correyo da villa de Santarem de onde dista duas Legoas
Fica esta terra distante da çidade de Lisboa quatroze Legoas.
A ruina que padeçeo no teremoto do anno de 1755 foráo só humas cazas de sobrado as quais cahiráo a inda se acháo cahidas
Está esta terra em hum monte a qual sercáo dois Rios hum da parte do poente o qual tem o seu nascimento na Freguezia de Rio Mayor junto a huma quinta chamada o jugadouro no qual sitio comteria o mesmo nome do sitio donde nasçe Logo mais abaixo se chama Rio Mayor tomando o nome da terra por onde papsa passando pella Freguezia de Sáo Joáo da Ribeira se chama o Rio de Sáo Joáo e chegando a esta Freguezia de Azambugeira se chama o Rio do Amial por passar por huma Ribeira chamada o Amial e dista desta Freguezia duas legoas ao seu nascimento
Este Rio nasçe logo caudallozo e corre todo o anno
Desta Freguezia para sima náo he navegável por cauza de huma ponte de cantaria que se acha no meyo das Fazendas da Freguezia ca tal ponte empede a navegação daqui para sima
O outro Rio da parte do Nacente naçe a onde se chama as Alcobertas  No chamado olho dagoa das Alcobertas e nesta Freguezia se chama o Rio de Calharis este Rio daqui para cima the o lugar do seu nascimento náo he navegável por respeito dos asudes Este Rio também naçe Logo caudaloso e corre todo o anno
Qualquer destes dois Rios desde o sitio donde moram the apon que esta nesta Freguezia são Navegaveis no tempo de Inverno por Bateis que costumáo carregar quinze dezasseis moyos de páo
Qualquer destes dois Rios em humas partes sáo de curso Arebatado em outras quieto;
Correm estes dois Rios do Norte para o Sul; Criáo estes Rio quantidade de Peixes de toda a casta estes sáo muntas emguia barbos Fataças Sarmoins Ruivacas e em  alguns mezes do anno como sáo Março Abril e Mayo se fazem huns carreiros donde se apanháo bastantes Lampreas e de toda a pescaria uzáo Livremente todas as pepsoas
As margens destes dois Rios se cultiváo donde se recolhe bastante trigo milho e Legumes em algumas partes tem seu Arvoredo tanto de Fruto como  Silvestre
Estes dois Rios se ajuntáo hum com outro nesta Freguezia donde chamáo o canto do pego juntos em hum váo morrer no Rio Tejo donde chamáo o Rio Novo
Os moradores desta villa uzam Livremente de suas agoas para a cultura das suas terras
O Rio da parte do Nascente desde o seu Nascimento ate donde morre dista sete Legoas e o da parte do Poente dista seis Legoas; he o que a Vossa Emm.ª poço dizer desta minha Freguezia de Azambugeira houje dois de Abril de 1758

O Vigario Francisco Baup.tas
Azambugeira

sábado, 19 de novembro de 2011

Casais Monizes

No alto da Serra dos Candeeiros existe o lugar de Casais Monizes que pertence a Alcobertas.

Este lugar árido está envolto em várias lendas, como se pode verificar no artigo:

Na terra as casas costumavam ser baixas e com portas pequenas como se pode observar na seguinte fotografia de 1943.
 
As casas eram baixas com portas pequenas, poucas janelas e muitas sem chaminé para protegerem os seus habitantes do frio e do muito vento que por aqui costuma fazer no inverno. A construção é em pedra pois esta matéria-prima abunda por toda a região.
Algumas destas casas ainda são possíveis de observar em Casais Monizes, embora a maior parte delas se encontrem ao abandono, preferindo agora os seus habitantes, como é óbvio, morar em casas novas e já com todos os confortos que a modernidade trouxe.

 
A água é um elemento que escasseia nesta terra, principalmente durante os meses de Verão. Por isso antigamente usavam-se as depressões nas rochas ou algares para servirem de cisterna, armazenando as águas da chuva. A abertura de poços é inútil por aqui devido à serra ser formada por rocha calcária.

 
Devido ao facto da terra ser árida, a agricultura sempre foi de subsistência, sendo que o gado constituía a verdadeira riqueza da região obrigando antigamente os habitantes a serem essencialmente pastores. Pelo gado os homens de Casais Monizes faziam todos os sacrifícios e criaram talhados na rocha os bebedouros para matar a sede aos animais.

 
Por estas terras o gado alimentava-se sobretudo de alecrim. Assim o alecrim sustentava os rebanhos, alimentava as abelhas que faziam o mel, desinfectava os quartos dos doentes, enfeitava os cabelos das noivas, servia de incenso na capela e dava um outro sabor às refeições. Havia assim uma dependência dos habitantes em relação a esta planta. E como refere Frederico Alves no artigo ‘Casais Monizes – A Serra dos Degredados’ que publicou em 1943 no ‘Multidão’, a planta do alecrim que em noutras terras é desprezada, aqui assume o estatuto de ‘planta sagrada’, cuidada como algo muito precioso por seus habitantes.

 
Para se poder usar o solo para a agricultura e pastorícia teve de se limpar este das pedras calcárias que o cobriam. As pedras foram usadas para construir muros, delimitando assim as propriedades, mas ao mesmo tempo protegendo as culturas dos ventos fortes.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ciclovia em Rio Maior

 
Em Rio Maior existem quase 7km de ciclovia. A ciclovia começou a ser construída em 2004/2005. Tudo teve início com a aprovação a 1 de Junho de 2004 por parte da Unidade de Gestão do Programa Operacional Regional de Lisboa e Vale do Tejo da candidatura apresentada pelo município de Rio Maior para a construção da Ciclovia da cidade até às Marinhas do Sal em conjunto com a requalificação da Avenida Dr. Mário Soares (Obra no valor de 2 milhões de Euros). Esta obra é de autoria do arquiteto Manuel Salgado.
A ciclovia vem permitir aos praticantes de desporto de lazer (pedonal ou em bicicleta) de disporem de um espaço apropriado e em segurança para efetuarem exercício físico.

 
A ciclovia em Rio Maior está dividida em 2 circuitos:
Circular Urbana - Com aproximadamente 5Km de extensão que passa nas artérias envolventes ao centro urbano de Rio Maior, como a Rua Poeta Ruy Belo, EN114, Avenida 13 de Julho, Avenida dos Combatentes e Avenida de Portugal. Este circuito passa pelo Complexo Desportivo, Zona Escolar, Ribeira de São Gregório e Villa Romana.
 Estrada das Marinhas – Com aproximadamente 1,7Km este circuito une a Zona Escolar às Salinas Naturais de Rio Maior.
 A ciclovia na Estrada das Marinhas (EN566) foi construída em terrenos de particulares que os cederam à Câmara Municipal com o acordo de a autarquia rever o Plano Diretor Municipal no intuito de libertar a restante área dos terrenos da Reserva Agrícola Nacional e da Reserva Ecológica Nacional.

Na sua forma final a ciclovia ficará com cerca de 9Km.

Por definição, uma ciclovia é um espaço destinado especificamente para a circulação de pessoas utilizando bicicletas. Em Rio Maior esta via é partilhada entre as pessoas que usam bicicleta e as pessoas que praticam atletismo.
Observando um pouco a história, verificamos que as primeiras ciclovias apareceram em Paris (França) no ano de 1862 quando a prefeitura decidiu criar espaços dedicados nos parques da cidade de modo aos velocípedes não se misturarem com as carroças e charretes.



sábado, 12 de novembro de 2011

Festival de Magia - Abracadabra

O II Festival de Magia ‘Abracadabra’ realiza-se em Rio Maior durante este fim-de-semana (11,12 e 13 de Novembro).
 
Este evento é uma parceria conjunta entre o Município de Rio Maior e a API (Associação Portuguesa de Ilusionismo).
Rio Maior volta-se a afirmar como a capital da magia em Portugal (pelo menos durante estes três dias), pois segundo a própria API este é o evento de magia mais categorizado do país.
Neste ano estão presentes artistas como o Brasileiro Andrély que foi finalista do programa ‘Portugal tem Talento’ e que realizou o espectáculo ‘Imagina’ na abertura do festival. Também podemos contar com as ilusões de alto nível dos premiados portugueses Tá Na Manga, com a manipulação de cartas do francês Florian Sainvet, com o mentalista premiado Fréderic da Silva ou ainda a magia do sueco Jahn Gallo, entre muitos outros ilusionistas de Portugal, França, Brasil, Espanha e Suécia.
O representante de Portugal no Congresso Mundial da FISM (Fédération Internationale des Sociétés Magiques) que no próximo ano terá lugar em Abril na cidade inglesa de Blackpool, será escolhido no ‘Abracadabra’ deste ano. Os três artistas que estão a concorrer são os Ta Na Manga, Mr. Covilhete e Frederic da Silva.

 
Na Gala de Magia ‘Imagina’ em que esteve em palco o artista Andrély a plateia estava cheia com populares, mas também com ilusionistas que vieram a Rio Maior para participar no festival. Foram uns momentos bem passados com bons números de ilusionismo e em que o artista conseguiu cativar a plateia fazendo-a participar nos seus números.
O Município de Rio Maior não pode este ano comparticipar financeiramente o festival, mas contribuiu com o espaço e apoio logístico.

 
A API aproveita este festival para realizar também a sua Convenção Anual.
A Associação Portuguesa de Ilusionismo foi fundada em 1976 e agrupa mágicos de todo o país, quer sejam profissionais, amadores ou simpatizantes do ilusionismo.

 
No ano passado, o primeiro ‘Abracadabra’ realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro, transformando Rio Maior na Capital Nacional da Magia, durante esse fim-de-semana. Vieram a Rio Maior mais de 80 ilusionistas oriundos de Portugal, Espanha, França e Argentina. O festival esteve centrado no Cineteatro de Rio Maior, mas também extravasou para o resto da cidade com várias animações e magias de rua. A terminar o festival, realizou-se a Cerimónia de Geminação entre a API (Associação Portuguesa de Ilusionismo) e a sua congénere Francesa FFAP (Federation Française des Artistes Prestidigitadeurs).

Já agora, Abracadabra é uma expressão antiga em aramaico que significa ‘Eu crio enquanto falo’. Antigamente acreditava-se no poder desta palavra para curar doenças como febres e inflamações, mas, hoje a palavra é normalmente usada pelos artistas de palco, como ilusionistas, como elemento de encantamento.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Fernando António Duarte - Cinéfilo

Fernando Duarte.
 
Fernando António Duarte nasceu em Rio Maior em 28 de Julho de 1928. Os pais foram António da Conceição Duarte (1897-1971) e Cacilda da Fonseca Esperança (1885-1958).
Frequentou o liceu em Santarém e seguiu a carreira de Solicitador Judicial
Destacou-se no cinema com artigos, críticas e filmografias. Fundou e dirigiu diversas revistas.



 
Fundou em 1952 o primeiro cineclube do país fora das grandes cidades (Lisboa, Porto e Coimbra), em Rio Maior.
Na imprensa, colaborou com inúmeras publicações regionais, dentro e fora do concelho de Rio Maior como o ‘Concelho de Rio Maior’, Gazeta do Sul’, ‘Comarca de Alcobaça, etc. Em 1948 foi um dos fundadores do jornal ‘O Riomaiorense’. Foi director também de jornais como ‘Jornal de Rio Maior’, ‘Jornal da Marinha Grande’, ‘Recorte’ e ‘Selecção’.
Em 1951, publicou um estudo sobre a história local, ‘Rio Maior – Estudo da Vila e seu concelho’. Nesse mesmo ano criou o primeiro programa semanal de cinema na Rádio Ribatejo.
Em 1953 fundou e dirigiu a revista ‘Visor’ e em 1957 fundou e também dirigiu a revista ‘Celulóide’
Em 1960 realizou o documentário ‘Sal sem Mar’ e posteriormente vários outros filmes experimentais.
Fundou em 1967 o ‘Ribatejo Ilustrado’ do qual foi director. Foi director do ‘Diário do Ribatejo’ desde o seu início em 28 de Novembro de 1967, chegando também a ser dirigente do ‘Diário Feminino’ em 1970.
Entre 1979 e 1982, Fernando Duarte publicou na revista ‘Ribatejo Ilustrado’ vários artigos sobre Rio Maior que depois os compilou num excelente livro o ‘História de Rio Maior’. Neste livro fala-se sobre quase tudo o que se relaciona com Rio Maior, fazendo-se uma síntese histórica das origens até 1900 e a evolução desde 1900 até 1979.
Participou em vários festivais do cinema e foi director do Festival Internacional do Cinema de Santarém desde a sua criação em 1971.
Colaborou na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, da Editorial Verbo.
Faleceu a 24 de Julho de 1985
Após o seu falecimento, na cessão da Câmara Municipal de Rio Maior de 06 de Agosto de 1985 foi aprovada por unanimidade a atribuição do seu nome a uma rua da cidade.

 
O busto de Fernando Duarte foi colocado no ‘foyer’ do Cineteatro de Rio Maior, como homenagem a quem tanto deu para o desenvolvimento do cinema em Rio Maior. A execução deste busto foi de autoria do escultor Armando Ferreira.

Vários exemplos de publicações de Fernando Duarte.






Fernando Duarte publicou vários livros e opúsculos:
1951 – ‘Rio Maior – Estudo da Vila e seu concelho’
1952 – ‘Bases Teóricas do cinema’
1954 – ‘Cinema proibido’
1956 – ‘História do cinema’
1960 – ‘ Primitivos do Cinema Português’
1961 – ‘Boria Pasternak’
1961 – ‘Jean-Paul Sartre’
1961 – ‘Eça de Queiroz’
1962 – ‘Françoise Sagan’
1962 – ‘Trindade Coelho’
1962 – ‘Ernest Hemingway’
1962 – ‘Adolfo Hitler’
1963 – ‘Leão Toistoi’
1963 – ‘Júlio Dinis’
1964 – ‘Aquilino Ribeiro’
1964 – ‘Pablo Picasso’
1964 – ‘Robert Brasillach’
1964 – ‘Almeida Garrett’
1965 – ‘Cinema e Erotismo’
1965 – ‘Greta Garbo’
1965 – ‘Máximo Gorki’
1965 – ‘Shakespeare’
1966 – ‘Paulo Rocha e o novo cinema português’
1967 – ‘Camilo Castelo Branco’
1972 – ‘Adolfo Coelho e o cinema Português Agrícola e de Ambiente Rural’
1973 – ‘O Cinema de Temática Rural e o Documentário Agrícola’
1974 – ‘Leitão de Barros’
1975 – ‘Manuel Guimarães’
1976 – ‘Elementos para a História do Cinema Português’
1977 – ‘Marinhas do Sal de Rio Maior – Oito Séculos de História: 1177-1977’
1977 – ‘Pequena História do Cine-Clube de Rio Maior’
1977 – ‘Cinema, Agricultura e Extensão Rural’
1977 – ‘Apontamentos para uma biografia de Arthur Duarte’
1977 – ‘Alexandre Herculano’
1978 – ‘Charles Chaplin’
1978 – ‘Apontamentos para uma história do Cinema Português que não se fez’
1979 – ‘Howard Winchester Hawks – A vida e os filmes de um realizador americano’
1979 – ‘Manuel Luis Vieira e Reinaldo Ferreira – Repórter X’

sábado, 5 de novembro de 2011

Arranha-céus em Rio Maior

 
Em 1979 inicia-se a construção do então chamado arranha-céus de Rio Maior na Praça da República.
Este edifício gerou logo na fase de projecto muita controvérsia com acesas discussões entre aqueles que o apoiavam e os outros que eram contra uma construção de elevada dimensão naquela localização. O arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Teles, figura notável nos assuntos relacionados com o ordenamento do território e fundador do partido PPM (Partido Popular Monárquico), era da opinião que tal torre constituía um atentado em termos urbanísticos e em termos ecológicos.
A verdade é que o prédio foi construído e duma forma muito rápida. No início da década de oitenta do século passado já se encontrava erigida e a fazer sombra ao ainda antigo edifício dos Paços do Concelho.
O Arranha-céus de Rio Maior, conhecido como a Torre, tem o rés-do-chão reservado para comércio, depois tem 12 andares para habitação e ainda existe a cobertura.
Pode-se pensar que chamar arranha-céus a este edifício é muito exagerado, mas por definição é perfeitamente normal. De recordar a definição de arranha-céus que aparece na Wikipédia: ‘Arranha-céu ou arranha-céus é a denominação popular de edifícios dotados de uma altura singular frente aos seus demais e de uma forma geral apresentando formatos de torre’. Também é bom lembrar que o primeiro edifício que mereceu chamar-se arranha-céus (O Equitable Life Building, construído em Nova Iorque no ano de 1973) tinha somente 8 pisos e 43 metros de altura. Já agora, o edifício mais alto na actualidade é o Burj Khalifa que foi construído no ano passado no Dubai, com 160 pisos e medindo 818 metros de altura.


 
Ficam de seguida algumas imagens do espaço que posteriormente foi ocupado pelo arranha-céus. Estas imagens foram retiradas do excelente livro de Fernando Duarte, ‘Histórias de Rio Maior’.
Nesta primeira imagem pode-se ver o edifício dos Paços de Concelho que usava o espaço de um antigo hospício do século XVII (embora a torre seja de 1947) e a casa que foi demolida encontra-se no lado direito da imagem.

 
Fotos da casa que seria da época do hospício a ser demolida em 1978.


 
Em 1994 foi construída uma segunda Torre na Avenida Dr. João Calado da Maia. Este edifício foi erigido pela empresa SOCORIL (Sociedade Construtora Riomaiorense – Socoril, Lda.).


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Inauguração do Parque de Negócios

 
Foi inaugurado na manhã de sexta-feira, dia 28 de Outubro, o Parque de Negócios de Rio Maior (Área de Localização Empresarial)
Estiveram presentes entre outros no acto de inauguração o Ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais e o Presidente da Associação Industrial Portuguesa, José Eduardo Carvalho.
Nesta primeira fase, o investimento foi de 11,5 milhões de euros, ocupando 19.76 hectares com 21 lotes. O projecto completo prevê 65 hectares e 76 lotes disponíveis
Apesar de só nesta data ter sido formalmente realizada a inauguração, a empresa Nobre já tem o seu Centro de Distribuição Alimentar a laborar, 40% da área disponível nesta primeira fase já se encontra vendida e estão em curso negociações de 16 propostas comerciais.
A DEPOMOR é a sociedade gestora da ALE (Área de Localização Empresarial) e é uma sociedade comercial de capitais privados, constituída por 14 accionistas entre os quais o Município de Rio Maior.

 
Neste momento é visível já o edifício de entrada do Parque de Negócios. Este edifício da portaria que vem conferir uma maior segurança a todo o espaço pelo controlo das entradas, pretende ser actual e arrojado, marcando com uma imagem forte que referência a origem do sector económico da região que são as salinas. O projecto é do Arquitecto Filipe Saraiva (Filipe Saraiva – Arquitectos, Lda.) que se inspirou nas salinas de Rio Maior com os seus talhos em cimento de tamanho irregular. Como curiosidade, os moldes da estrutura foram produzidos em Itália.

 
O tipo de estrutura da portaria, vai ser replicado para o edifício que vai acolher um restaurante e que vai ficar adjacente a este, conforme se pode verificar nos planos.


Pode saber mais sobre o parque de Negócios em: