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sábado, 29 de dezembro de 2012

Fonte Casal Reinald, em Fráguas

Em Fráguas, existe a Fonte do Casal Reinald.
Esta fonte encontra-se ligeiramente desviada da estrada principal e por baixo de um grande sobreiro. Para quem não conheça o local e queira lá chegar, as suas coordenadas são 39º21’47”N, 8º51’13”W.
 
 
A água de nascente é bombeada por uma nora em ferro que se encontra danificada.
Apesar de todo o local ter sofrido recentes obras de beneficiação, encontra-se um pouco abandonado.
O poço inicial ruiu e foi construído um outro envolvendo o primeiro, conforme se pode constatar abrindo a porta que lhe dá acesso.


 
Antigamente este local servia de ponto de encontro para os habitantes da localidade.
Mais um bonito recanto da freguesia que poderia estar melhor identificado.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Arca de Noé em Asseiceira?

Em 1938, quando se procedia a obras na estrada que liga Rio Maior a Quebradas (Atualmente EN1 após o Plano Rodoviário Nacional de 1945), perto da ponte romana de Asseiceira que se encontrava em ruínas, foram descobertos os restos de uma embarcação muito antiga.
Esta descoberta ocorreu quando se procedia a um desaterro perto da aldeia.
A cerca de 12 metros de profundidade encontraram-se grossas pranchas de madeira, apodrecidas e grosseiramente talhadas. Limpando com cuidado o local do achado encontraram o esqueleto de uma enorme barca, de construção antiquíssima e de enorme solidez. Algumas das vigas pertencentes ao cavername, possuíam uma secção com cerca de um metro quadrado.
O encarregado da obra, o Sr. J. da Silva mandou retirar com cuidado as pranchas de madeira para serem analisadas e um dos engenheiros chegou mesmo a verbalizar a sua teoria de que a barca pertenceria à época do grande dilúvio, ou seja, estaríamos na presença da arca de Noé.
Infelizmente as pranchas de madeira não foram devidamente datadas, logo, não se pode avançar mais sobre o achado.
Este episódio foi relatado no jornal “Concelho de Rio Maior”.
 
Segundo a história:
 2948 a.C. - Nasce Noé, filho de Lameque (então com 182 anos de idade)
 30 de Novembro de 2349 a.C. - Deus manda Noé se preparar.
 07 de Dezembro de 2349 a.C. - Noé, seus filhos e todas as espécies entram na arca.
 Chove por 40 dias e 40 noites e as águas cobrem a Terra por mais 150 dias.
 06 de Maio de 2348 a.C. - A arca encalha no monte Ararate.
 19 de Julho de 2348 a.C. - Aparecem os topos das montanhas.
 18 de Dezembro de 2348 a.C. - Deus ordena a Noé que saia da arca (Noé tinha 601 anos).

domingo, 23 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Junta de Freguesia de Azambujeira e sua História


O lugar de Azambujeira, fica num planalto, na margem esquerda do rio Maior, na margem direita da ribeira de Alcobertas e a pouca distância da ribeira de Almoster. O rio Maior, a partir desta união com as ribeiras de Alcobertas e Almoster, passa a chamar-se Vala da Asseca.
Azambujeira fica a 16km de Rio maior e a 13km de Santarém.
 
A área da freguesia é de 9,02km2 e segundo os sensos de 2011 tem 458 habitantes.
Nos sensos de 1970, Azambujeira tinha 577 habitantes distribuidos pelos seguintes lugares: Alfouvés (191), Azambujeira (254), Calhariz (86), Carvalhal Velho (5), Casal da Boavista (8), Casal das Grilhandras (6), Casal Tagarrejo (8), Moinho de Vento (9), Quinta Freixial (4), Quinta Milhariças (8) e Vale do Carro (3).
Em 1945, para as eleições das juntas de freguesia, estavam 184 pessoas inscritas e votaram 42.
Em 1939, num senso para a criação de um Grémio, foram identificados em Azambujeira, 432 proprietários rústicos.
O nome de Azambujeira parece advir de aí terem existido muitas árvores de azambujos (árvore bravia parecida com a oliveira cujos frutos parecem pequenas azeitonas). Isto é o que está escrito no livro do século XVIII de António Carvalho da Costa, “Corografia Portuguesa e descrição topográfica do famoso reino de Portugal. Tomo III, Lisboa 1706-1712”.

 
O lugar de Azambuja já era habitado antes da fundação de Portugal em 1143.
No tempo de D. Sancho II (Reinou entre 1223 e 1248) era senhorio destas terras o fidalgo Bartolomeu Domingues de Carvalho. Bartolomeu Domingues de Carvalho é filho de Domingos Feirol de Carvalho (Morgado de Carvalho) e de Valida. Casou em 1150 e teve como filho Soeiro Gomes de Carvalho que o sucedeu no Morgado de Carvalho. A família Carvalho teve as suas origens em Payo Carvalho (fidalgo ilustre no tempo de D. Afonso Henriques), avô de Bartolomeu Domingues. O Morgado Carvalho é o mais antigo Morgado de Portugal.
Durante o reinado de D. Sancho III, por volta de 1279, foi construída a igreja de Santa Luzia. Entretanto esta igreja que se situava no espaço do atual cemitério, entrou em ruína e acabou por desaparecer.
Álvaro Gil de Carvalho (habitava em Azambujeira e era sobrinho de D. Nuno Álvares Pereira) ficou célebre na Batalha do Salado e por isso foi nomeado Mestre da Ordem de São Tiago pelo rei D. Afonso IV.
Gonçalo Pires de Carvalho foi capitão das naus portuguesas no oriente e foi decisivo nas batalhas de Diu e Malaca, Cochim.
A 27 de Maio de 1633, Azambujeira teve foral do rei D. Filipe III, sendo elevada à categoria de Vila e sede de concelho em 1654 por decreto de D. João IV. Este foral foi concedido quando a filha de Gonçalo Pires de Carvalho se casou na igreja da terra.
Azambujeira, durante o seu período áureo, andou ligada às casas de Sabugosa, Murça, Soure e ao Marquês de Borba.
- Conde de Soure foi um título criado por D. João IV de Portugal por carta de 15 de outubro de 1652 em favor de D. João da Costa. O 3° Conde de Soure, D. João José da Costa e Sousa serviu na Guerra da Sucessão de Espanha, foi provedor das Obras do Paço, comendador da Ordem de Cristo e, pelo casamento com D. Luísa Francisca de Távora, filha de Henrique de Carvalho e Sousa, morgado de Patalim, senhor de Azambujeira.
- Conde de Sabugosa foi um título criado por carta de 19 de Setembro de 1729, do rei D. João V, a favor de Vasco Fernandes César de Meneses.
- O título de Marquês de Borba foi criado em 15 de Dezembro de 1811 por D. Maria I, rainha de Portugal, a favor de D. Tomé Xavier de Sousa Coutinho de Castelo Branco e Meneses, 13.º conde de Redondo.
- Conde de Murça foi um título criado por D. João VI por decreto de 6 de Fevereiro de 1826 a favor de Miguel António de Melo.
A última descendente e senhoria do domínio directo do antigo foral, foi D. Maria Domingas de Sousa Coutinho.
Em 1834 o concelho de Azambujeira foi extinto por decreto de D. Maria II (nas reformas administrativas desencadeadas por Passos Manuel) e as suas freguesias foram integradas no concelho de Santarém. Esta despromoção de Azambujeira deve-se ao facto da vila ter vindo a perder influência em relação a povoações vizinhas, mas também devido a ter estado ao lado de D. Miguel nas lutas liberais (Também conhecida como Guerra Civil Portuguesa que acabou em 1834).
Em 1836, Azambujeira transitou para o concelho de Rio Maior com a criação deste concelho.

 
A Casa Senhorial de Azambujeira já foi um antigo Solar dos Marqueses de Borba, depois foi edifício da Câmara Municipal, no tempo em que Azambujeira era a sede do Município e agora alberga o Museu Regional Manuel Sequeira Nobre e a Biblioteca Pública.
Este edifício, em conjunto com o Pelourinho, a Igreja Matriz e a antiga Prisão, formam o Centro Medieval de Azambujeira.
A Igreja Matriz, datada do século XVII tem por orago Nossa Senhora do Rosário e foi mandada construir pelo Conde de Soure para substituir a igreja de Santa Luzia que entrou em ruina.
Chegou a existir um palácio, habitação do Conde de Soure que desapareceu por completo.
O Brasão de Armas inclui dentro do escudo de prata, o Pelourinho em vermelho, dois ramos de azambujo a verde com os frutos em negro e uma pequena asna em azul. O escudo é coroado pelas quatro torres em prata e possui um listel branco com a legenda em maiúsculas com o nome "AZAMBUJEIRA".

 
A sede da Junta de Freguesia encontra-se num edifício contíguo à Igreja Matriz que já foi uma antiga escola primária.
Neste edifício, encontram-se outros serviços de utilidade pública, como correios, cantina, espaço de acesso à internet e casas de banho.
No largo Alcino Torrodão (presidente da junta de freguesia entre 1977 e 1989), existe também um fontanário ladeado por dois bancos corridos.


domingo, 16 de dezembro de 2012

Fontanário em Santo André, Asseiceira


Em Santo André existe uma fonte com paredes arredondadas, mas de aspeto robusto.
A parede é revestida a azulejo de padrão.
A torneira encontra-se em posição central e é ladeada por dois bancos corridos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Fonte do Vale do Brejo, Fráguas

No Vale do Brejo, rodeada por grandes sobreiros, encontra-se uma fonte de água de nascente natural. A água é usada por todos os habitantes do lugar.
 
 
O acesso à fonte datada de 4 de Setembro de 1950 é por uns degraus e a água encontra-se disponível por uma torneira.
O reservatório da nascente está protegido por uma pequena ‘casa’ com telhado em laje de duas abas.
Nas tardes quentes de Verão deve de ser bom descansar junto à fonte por debaixo dos sobreiros.
Como a fonte não se encontra muito visível, ficam aqui as coordenadas: 39º21’11” N, 8º50’41” W.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Fonte dos Casais da Cheira, Fráguas


Esta fonte que fica em Casais da Cheira, Fráguas, possui água proveniente de uma nascente natural, na qual alguns habitantes se abastecem para consumo próprio (apesar da qualidade da água nesta fonte não ser controlada).
A parte frontal da fonte, possui um painel de azulejos alusivo ao S. Miguel Arcanjo.
Para quem não conheça a zona, a fonte encontra-se a meio da rua do Vale Grilo.
 
 
Sobre São Miguel Arcanjo, podemos dizer que:
Arcanjo pode significar o “Chefe dos Mensageiros” ou então, “Anjo Superior”.
O nome Miguel, significa em hebraico “aquele que é similar a Deus” (mi-“quem”; ke-“como”; El-“Deus”).
Na Bíblia Hebraica, Miguel é mencionado como o grande príncipe que defende as crianças do seu povo.
No Novo Testamento, Miguel, aparece a liderar os exércitos de Deus contra as forças de Satanás, no Apocalipse. O painel de azulejos da fonte faz referência a esta passagem.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Presépios de Sal e Aldeia Natal das Salinas


Neste ano, o Natal é diferente nas Salinas de Rio Maior.
 
A neve foi substituída por sal, nesta rústica localidade que recentemente recebeu o Prémio Geoconservação 2012, entregue pela ProGEO e que faz parte do projeto transnacional Ecosal-Atlantis.
Durante os próximos fins de semana até 6 de Janeiro de 2013, entre as 10:00 e as 18:00 estão todos convidados para esta experiência única do Natal com Sal na Aldeia Natal.

 
Toda a aldeia transpira do espírito natalício e a feliz iniciativa dos Presépios de Sal em que um dos mentores é Alcides Ribeiro, sócio da Fábrica da Alegria (empresa de insufláveis e animação turística) veio substituir a neve pelo sal e ligar a aldeia de uma forma inconfundível e quase natural ao Natal.

 
Percorrendo a aldeia com as suas características casas de madeira, pode-se viver o Natal e em cada casa conhecer o artesanato, a gastronomia, as antiguidades, os produtos regionais e obviamente o sal destas salinas sem mar que é muito apreciado um pouco por todo o mundo.


 
Nesta época e como é tradicional em Portugal, também aqui arde uma enorme fogueira.
Os passeios a cavalo, burro e de charrete, estão assegurados pela Quinta do Canhão.


 
Na aldeia existe uma tenda onde entre outras iniciativas se pode escutar e vivenciar música ao vivo. Neste último fim de semana encontrava-se a banda (Brass Band) Colectivo Morcego.

Claro que os insufláveis e uma série de outras animações não podiam faltar e estiveram a cargo da Fábrica da Alegria.

 
Mas a atração principal está reservada aos Presépios de Sal e são muitos os que podem ser admirados. Fica aqui uma amostra.

















Visite, vale a pena.
Encontra muita mais informação sobre a Aldeia Natal das Salinas Naturais de Rio Maior, em:

domingo, 9 de dezembro de 2012

Fonte e Lavadouro em Alfouvés


Fonte e Lavadouro de Alfouvés.
 
 
Esta fonte e respetivo lavadouro encontravam-se ao abandono ainda no início deste ano.
No Verão tudo foi arranjado e agora está mais bonito e funcional. Penso que seriam somente dispensáveis tantas placas de agradecimento na parede de acesso à fonte.
Durante muitos anos, antes de existir o lavadouro, as mulheres da terra vinham lavar as roupas da família diretamente na ribeira que passa junto à nascente, ou então no grande tanque comunitário que aqui havia.
Já a fonte, foi uma das riquezas da região, pois dizia-se que esta água curava vários tipos de doenças. Por este fato, deslocavam-se até aqui muita gente das aldeias vizinhas.
Infelizmente hoje em dia, as águas encontram-se impróprias para consumo devido à existência de uma pecuária bem perto da nascente.
 
Como referi, neste Verão de 2012 todo o espaço foi arranjado, criando-se inclusiva um churrasco e mesas para picnic.
O interior da fonte, datada de 1893, foi revestido a azulejo. O acesso faz-se por uma escadaria e na parede encontram-se agora três placas de agradecimento pelas obras realizadas:
- “A Junta de Freguesia e a população de Alfouvés agradece o trabalho e carinho colocados nesta obra a João Carlos C. Constantino.”
- “Há muitos anos que era desejado este melhoramento e a obra foi realizada com o esforço e boa vontade enaltecivel de Dr. Rui Carreira Madeira.”
- “A Junta de Freguesia da Azambujeira contribuiu para que esta obra fosse realizada, sendo: presidente, Mariana Rita Correia Neves Carvalho; Secretário, Manuel de Jesus Ferreira; Tesoureiro, Alcino Guedes Rodrigues. 2012.”
A zona de lazer que fica entre a fonte e o lavadouro, tem um cavalinho para diversão dos mais pequenos, 2 mesas e 4 bancos corridos, churrasqueira e uma fonte com tanque.
O lavadouro é coberto, possui 9 tanques de lavagem com pedra lisa e uma fonte com respetivo tanque.
Falta agora sinalizar melhor esta área para também poder ser usada por quem por aqui passa e queira descansar um pouco.




 
A foto seguinte, mostra a fonte no abandonada, no início deste ano, e foi retirada do Geocaching em:


sábado, 8 de dezembro de 2012

Fonte de Sant'Ana em Fráguas

 
A fonte de Snt’Ana, encontra-se na sede de freguesia e é conhecida por ter a melhor água da região (apesar de atualmente a qualidade da água não ser controlada).
Por se encontrar no meio do campo, sem nenhuma indicação e ser enterrada, é de difícil localização para quem não a conheça, por isso ficam aqui as coordenadas, 39º22’45” N, 8º51’20” W.
 
É uma fonte de duas bicas de água, revestida a azulejo branco e possui um painel alusivo a Sant’Ana. O acesso às bicas de água faz-se por uma escadaria e a nascente fica no nível superior.
A área da fonte sofreu obras de requalificação em 2001.
Neste momento a zona envolvente à fonte encontra-se num estado de quase abandono e ajudava a promover o local se houvesse uma sinalização a indicar a fonte na estrada principal que passa poucos metros mais acima.