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domingo, 24 de março de 2013

IV Bagatunaço e Tunas de Rio Maior


Decorreu em Rio Maior, nos passados dias 22 e 23 de Março o IV Bagatunaço (Festival de Tunas Masculinas da Cidade de Rio Maior), com organização da Bagatuna.
 
 
No dia 22, foi Noite de Serenatas, na Fonte dos Estudantes (Praça do Comércio).
No dia 23 foi o Festival, no Cineteatro de Rio Maior.
A concurso estavam as Tunas: TUALLE (Tuna Universitária Afonsina de Loulé), Estudantina de Braga, RTUB (Real Tuna Universitária de Bragança) e a Versus Tuna (Tuna Académica da Universidade do Algarve).
Extra concurso estavam as Tunas: Sal & Tuna (Tuna Feminina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior), TUFES (Tuna Feminina Scalabitana) e a Tunassa (Tuna Feminina do Instituto Superior de Argonomia de Lisboa.
A organização foi da Bagatuna (Tuna Masculina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior).
 
 
Uma tuna é um agrupamento musical, caracterizado por usar essencialmente instrumentos de corda. Pode ser de natureza popular ou estudantil e atualmente está em voga associar aos instrumentos o canto.
A origem destes agrupamentos encontra-se algures durante a segunda metade do século XIX, reproduzindo o ideário romântico dos antigos sopistas. Os sopistas que apareceram em Espanha com as primeiras universidades (século XIII), eram estudantes universitários sem recursos económicos e que rondavam os bares e as tabernas, trocando a sua música e simpatia, por um prato de sopa.
 
Atualmente, em Rio Maior temos duas tunas estudantis:
- Bagatuna – Tuna masculina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Fundada em Novembro de 2003.

 
- Sal & Tuna – Tuna feminina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior. Fundada em Outubro de 2006.

 
Em Rio Maior já existiu uma outra Tuna, embora de natureza popular.
Entre 1920 e 1935 existiu a Tuna Riomaiorense, dirigida por António da Conceição Duarte e posteriormente por Lucas Rosa.
A foto seguinte, retrata a época da fundação do agrupamento e pertence ao livro ‘História de Rio Maior’ de Fernando Duarte.


sábado, 16 de março de 2013

Açude em Boiças

 
Nas Boiças existe um açude no rio Maior, perto da Quinta da Barroca.
O açude ainda se encontra em razoável estado de conservação.
Esta estrutura também serve de ponte pedonal entre as duas margens do rio Maior, embora neste momento parte do tabuleiro da margem esquerda tenha sido retirado, pois encontra-se em terreno privado.
O açude é formado por 3 comportas metálicas que permitem regularizar o caudal da água.
Curiosa é a existência junto a este troço do rio de vários troncos de pinheiro enterrados nas margens para estabilizar as terras e evitar derrocadas.




A represa encontra-se nas coordenadas 39º17’59.44”N 8º52’50.55”O.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Mural a Ruy Belo no Jardim Municipal

 
Pela comemoração do aniversário de nascimento de Ruy Belo (27 de Fevereiro de 1933), foi inaugurado mais um mural alusivo ao poeta riomaiorense.
Ruy Belo é atualmente reconhecido como um dos maiores poetas portugueses da segunda metade do século XX.
 
Pode saber mais sobre Ruy Belo em:

Nesta inauguração, estiveram presentes entre outros, a Presidente da Câmara, Isaura Morais e a Vereadora da Cultura, Sara Fragoso.
O mural faz parte da parede de um dos edifícios de apoio ao Jardim Municipal de Rio Maior e é de autoria do artista riomaiorense Artur Ribeiro (Bué).
 
No painel consta a imagem de Ruy Belo e um dos seus poemas, “A Missão das Folhas”:
“Naquela tarde quebrada
Contra o meu ouvido atento
Eu soube que a missão das folhas
É definir o vento”.

sábado, 9 de março de 2013

Alcaide-mor de Rio Maior


Rio Maior já teve alcaide.
No tempo da reconquista cristã, alcaide designava em Portugal o magistrado de origem nobre, nomeado pelo rei. Desempenhava funções militares na cidade ou vila, residindo normalmente no castelo local. Com o fim da guerra com os muçulmanos, o alcaide tornou-se um mero magistrado judicial e com o passar dos séculos a magistratura tornou-se num título honorífico.
Este castelo em Rio Maior, a existir conforme alguns relatos, deveria de ter uma dimensão semelhante ao castelo de Alcanede e possivelmente recuperado de uma antiga edificação árabe.
Certo é a existência do Paço Senhorial Medieval que estaria integrado ou junto à fortificação. As fundações do Paço já estiveram a descoberto e constatou-se que a estrutura sofreu várias obras de ampliação e reparação, sendo que no século XVII o que restava foi demolido para criar o adro da igreja de Nossa Senhora da Vitória.
Pode saber mais sobre a capela e o paço medieval em:
Vamos à história do Alcaide de Rio Maior.

Desde meados do século XIV que a Coroa Nacional, começou a doar os direitos e rendas das aldeias a vassalos régios.
Em Rio Maior, o cavaleiro Estevão Lobo foi o primeiro a usufruir destas doações, em 1362.
Seguiu-se o cavaleiro Afonso Novais que em 1367 cedeu a renda a sua mulher, D. Maria Afonso.
Em 1379 a doação passou a ser perpétua quando foi entregue a Gonçalo Vasques Coutinho que tinha como genro Gonçalo Vasques de Azevedo, alcaide-mor de Santarém.
Durante o reino de D. Fernando (1367-1383), as rendas e os direitos passaram para Gonçalo Gomes de Abreu e sua mulher, Violante Afonso.
Em 1385, já no reinado de D. João I, Rio Maior foi entregue a Vasco Martins de Melo.
Pouco depois, Rio Maior foi entregue a D. Nuno Álvares Pereira. 
D. Nuno Álvares Pereira foi um dos filhos de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior da Ordem do Hospital. Com a morte do Rei D. Fernando de Portugal em 1383, Portugal corria o risco de perder a independência para os castelhanos, pois a princesa D. Beatriz, única herdeira, era casada com o Rei João I de Castela. Nuno Álvares Pereira, foi dos primeiros a apoiar as pretensões de João, Mestre de Avis à coroa nacional e tornou-se um dos homens mais importantes de Portugal com a demonstração do seu génio militar ao vencer as difíceis batalhas dos Atoleiros, de Aljubarrota e de Valverde e do reconhecimento de D. João como Rei de Portugal. Foi largamente recompensado em doações de terras, privilégios e honrarias por D. João I.
A casa de Bragança foi fundada pelo rei D. João I e por Nuno Álvares Pereira com o casamento do príncipe bastardo D. Afonso com a filha de Nuno Álvares, D. Beatriz Pereira Alvim que foi realizado a 1 de Novembro de 1401. Os dotes feitos pelo Rei D. João I e por Nuno Álvares Pereira foram de tal ordem grandiosos que a Casa de Bragança se tornou a mais rica de Portugal. De entre as terras recebidas, deveria de estar incluída a região de Rio Maior.
No entanto, há registo de D. Nuno Álvares Pereira ter entregue ainda em vida os direitos e as rendas de Rio maior a um cavaleiro da terra, Pedro Afonso do Casal. A linhagem Casal permite recuar em Rio Maior a pelo menos a meados do século XIII.
O poder da Casa de Bragança foi suprimido por D. João II que não via com bons olhos o poder desta casa e mandou degolar D. Fernando II, terceiro Duque de Bragança, num processo de condenação de traição mal explicado. D. Jaime, herdeiro da Casa Ducal, de apenas 4 anos, foi desterrado em Castela. Assim, na década 90 do Século XV, Rio Maior é entregue a D. Fernando de Meneses, Conde de Alcoutim.
No entanto o Rei D. Manuel I, que era tio de D. Jaime de Bragança, em 1500, convida-o a regressar à corte e devolve-lhe os títulos e terras retirados. Rio Maior volta então a pertencer à Casa de Bragança. D. Jaime constrói o Palácio de Vila Viçosa e remodela várias residências ducais, como o castelo de Porto de Mós.
 
Em 1510, nasce D. Teodósio I, quinto Duque de Bragança. Em 1563, D. Teodósio faz um testamento em que aparece referências a Rio Maior.
Na página 242, do livro “Provas da Historia Genealógica da Casa Real Portugueza” de 1745, aparece: “Item: Hase de tirar tambem do monte maior o dinheiro, porque vendi Rio Maior a Martim Affonso de Sousa, e ...”.


Martim Afonso de Sousa, foi um nobre e militar português, descendente por linha bastarda do rei Afonso III de Portugal e nasceu na década de 1490, vindo a falecer em Julho de 1571.
Senhoriou, desde 1542, a vila de Alcoentre, ocupando-se desde esta data a engrandecer a sua casa senhorial. Em data incerta, assumiu a alcaidaria-mor de Rio Maior.
Do casamento de Martim Afonso de Sousa e de Ana Pimentel, nasceram numerosos filhos, entre os quais, Pedro Lopes de Sousa, senhor de Alcoentre e Alcaide-mor de Rio Maior.

No livro ‘Memorias Historicas, e Genealogicas dos Grandes de Portugal’ de 1740, pode-se seguir as referências de Alcaide-mor de Rio Maior, ligado ao conde de Vimeiro.

D. Francisco de Faro, terceiro neto de D. Fernando, duque de Bragança, foi o 1º conde de Vimeiro e faleceu em 1617. Casou com Dona Maria da Guerra, filha de Pedro Lopes de Sousa.
O titulo de Alcaide-mor de Rio Maior, volta a ser referido para D. Diogo de Faro e Sousa, nascido em 1620 e falecido a 25 de Setembro de 1698. Pertencente à ordem de Cristo e de Avis, foi 7º senhor de Vimeiro e das vilas de Alcoentre, Tagarro, Quebradas, ... Foi Alcaide-mor de Rio Maior e de Mora. Casou em 1658 com D. Francisca de Meneses.
O titulo segue pela descendencia: D. Sancho de Faro, 8º senhor de Vimeiro, casou com Dona Isabel de Luna e Carcomo; D. Diogo de Faro, 9º senhor de Vimeiro, casou com Dona Francisca de Noronha; D. Sancho de Faro, 2º conde de Vimeiro (renovado pelo Rei D. João V), casou com a Condessa Teresa de Mendonça; D. Diogo de Faro (1705-1741), 3º conde de Vimeiro, Casou com a Condessa Maria Jozefa de Menezes; D. Sancho de Faro (n 1735), 4º conde de Vimeiro.


Apesar da data não coincidir, existem noutros artigos referências ao Alcaide-mor de Rio Maior com D. Vicente Roque José de Sousa Coutinho Monteiro, nascido em 28 de Dezembro de 1726 em Lisboa e filho de Rodrigo de Coutinho Castelo Branco e Menezes e de D. Maria Antónia de Sousa Boaventura de Menezes Paim (Filha de Fernando de Sousa Coutinho, 12º Conde do Redondo).
D. Luís Roque de Sousa Coutinho Monteiro Paim (1783-1850), 3º Conde de Alva e 1º Marquês de Santa Iria, também era alcaide-mor de Rio Maior.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fonte em Anteporta, Rio Maior

 
Em Anteporta, Rio Maior, existe uma fonte antiga que se encontra ao abandono.
A única evidência de algum uso é a existência de tubagens para canalizar a água.
Esta fonte que se situa no lado oposto da estrada principal em relação ao Restaurante Chocolate em Flor já foi bastante importante, a julgar pela quantidade de água que por ela escorre e pela imponência da edificação.
O que mais surpreende no conjunto é o grande reservatório de água que fica na base da fonte.
Faz pena é este património não ser devidamente preservado.