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sábado, 27 de setembro de 2014

Antigo moinho em Figueiredos


Em Figueiredos, Rio Maior, existe um antigo moinho de água que em tempos idos, retirava a sua energia ao rio Maior.

Nos nossos dias este antigo moinho está reaproveitado para a restauração com o restaurante Recantão.
Este restaurante tem umas salas aprazíveis e um agradável jardim que convida a se saborear diversos pratos da cozinha regional com uma aposta nas carnes grelhadas.
Num edifício vizinho consegue-se ver um painel de azulejos no qual o moinho está em evidência.
É pena que este rio que já atraiu tantas pessoas e atividades, agora passe quase sem ser notado nem usado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Estudo DECO - Qualidade do Ar nas Escolas


A Deco (Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor), alerta hoje para a má qualidade do ar existente em algumas escolas nacionais.
Desta vez foram analisadas 23 escolas já com histórico de problemas e a escola Fernando Casimiro da Silva em Rio Maior foi uma das visadas e uma de entre 4 que foram apontadas com casos graves exigindo intervenções imediatas.

Neste estudo foram analisados os fatores que contribuem para uma má qualidade do ar e que são: Presença de amianto; existência de partículas finas; concentração elevada de dióxido de carbono; presença de compostos orgânicos voláteis; presença de bactérias e fungos; deficiente renovação do ar. A Escola Fernando Casimiro da Silva teve a avaliação final de REPROVADO com problemas na questão do amianto, COVs (Compostos orgânicos voláteis), bactérias e funcos. 

Presença de amianto:
     Foram detetadas placas com amianto deterioradas e com risco de libertarem fibras perigosas. No entanto o Ministério da Educação divulgou no ano passado uma lista de 52 escolas com presença de amianto e nenhuma escola de Rio Maior estava identificada.
O fibrocimento inclui amianto na sua composição, numa proporção que varia entre 10 a 20%. Como o amianto está fortemente aglutinado no cimento, só há libertação de fibras por o fibrocimento se encontrar degradado. O perigo do amianto consiste na inalação de fibras e normalmente as placas de fibrocimento (desde que não seja durante a sua manipulação) apresentam um risco reduzido pois o valor considerado de risco (conforme diretiva europeia de 27 de Março de 2003 – 2003/18/CE) é quando para uma presença diário de 8 horas se verifique um valor superior de 0,1 fibra/cm3.
A presença por longo período de tempo e com concentrações elevadas de amianto, pode provocar que as fibras se alojem nos pulmões e causem doenças cronicas pulmonares (asbestose), cancro do pulmão ou gastrointestinal e doenças pleurais, bem como algumas infeções cutâneas. 

Concentrações de COVs (Compostos orgânicos voláteis): 
     COVs são compostos orgânicos que vaporizam facilmente e são considerados poluentes perigosos. Considera-se como COVs uma grande variedade de moléculas de base carbono, tais como aldeídos, cetonas e outros hidrocarbonetos leves. Nas escolas, a principal fonte destes poluentes são de compostos libertados pelas tintas usadas nas paredes, vernizes das madeiras, solventes e também nos produtos usados para a limpeza dos espaços.
A inalação destes compostos por um período longo de tempo e em concentrações elevadas, pode produzir efeitos adversos na saúde, como: irritação nos olhos, nariz e garganta, náuseas e redução da força física. 

Presença de bactérias e fungos:
     Os fungos e bactérias são uteis na natureza pois permitem a reciclagem de nutrientes orgânicos sendo os principais decompositores. Mas nas escolas a sua presença já não é desejada pois nos seres humanos funcionam como parasitas degradando tecidos do nosso organismo e produzem toxinas que causam infeções.
A principal causa da presença de elevados índices de bactérias e fungos é a falta de higiene das instalações, presença de humidades, uso de materiais porosos, o não uso de tintas antibacterianas, má ventilação.
As infeções provocadas por fungos são as chamadas micoses que costumam ter uma evolução crónica. Os fungos podem colonizar a pele, genitais, trato gastrointestinal e o trato respiratório. A Candidíase é uma infeção causada pelo fungo Candida albicans.
As doenças mais graves causadas por bactérias são a Tuberculose provocada pelo Mycobacterium tuberculosis e a Gonorreia provocada pela Meisseria gonorrhoease


Penso que não devemos entrar em histerias ou em sobre reação face a estes problemas detetados, mas devemos trabalhar de forma assertiva para a resolução dos mesmos e verificar se nos restantes espaços públicos estes problemas também existem e como podem ser resolvidos ou minimizados os seus impactos.

25-09-2014
A direção da escola  Fernando Casimiro da Silva já esclareceu que o relatório da DECO resulta de uma visita ocorrida a 29 de Abril de 2013 e que as placas de fibrocimento contendo amianto já foram removidas no passado mês de Agosto. A escola afirma também tudo estar a fazer para ter as melhores condições de segurança, higiene e saúde.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tradicional Marco de Correio


O Marco de Correio que se encontra na Praça do Comércio foi beneficiado e continua a servir a população de Rio Maior.

Esta é uma excelente maneira de manter vivo este elemento histórico, principalmente tendo em conta que os Correios de Portugal (CTT) os estão a retirar de várias localidades com destino a fundição. No ano passado ainda sobreviviam no Distrito de Santarém 83 marcos de correio tradicionais.

Em 2011 o Marco estava assim:

Relembro a letra da canção de Alberto Ribeiro. “Marco do Correio/ De portinha ao centro/ Não sabes, eu creio/ O que tens lá dentro/Quantas raivas e desejos/ Mil respostas e perguntas/ Quantas saudades e beijos/ E quantas lágrimas juntas/ Marco do correio/ Deixa-me espreitar/ Deixa que eu não leio/ Nem vou divulgar/Vá lá, não fiques zangado/ Deixa-me ver por favor/ A carta que tens ao lado/ A carta do meu amor”.

domingo, 21 de setembro de 2014

Loja do Cidadão



A nova Loja do Cidadão de Rio Maior, funciona num edifício situado na Praça do Comércio, cedido pela Câmara Municipal. A gestão desta loja é assegurada pelo município em articulação com a AMA (Agência para a Modernização Administrativa).

A Loja do Cidadão encontra-se aberta ao público das 09:00 às 17:00, sem interrupção para almoço.
Os serviços estão divididos pelos 3 pisos da seguinte maneira:
  Piso 0 – Espaço do Cidadão e Instituto dos Registos e do Notariado;
  Piso 1 – Instituto da Segurança Social e Câmara Municipal de Rio Maior;
  Piso 3 – Casa da Música.



Esta é a primeira loja do país que é gerida pela própria autarquia e é também a primeira loja a incluir o Espaço de Cidadão.
Num único espaço temos assim serviços do Espaço do Cidadão, Instituto dos Registos e Notariado, de Finanças, Instituto da Segurança Social e da Câmara Municipal.
Foi criado ainda um espaço para acolher atividades culturais, denominado “Casa da Música”.
Este novo espaço na cidade teve um custo total de 429.000,00€ para a Câmara Municipal e teve o co-financiamento de 656.760,55€ pelo FEDER e 313.101,75 pelo programa COMPETE.

No Espaço do Cidadão é possível realizar os seguintes serviços:
  Prestação de serviços do Portal do Cidadão (navegação assistida)
  Prestação de serviços da ADSE
  Prestação de serviços da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT)
  Prestação de serviços da Caixa Geral de Aposentações (CGA)
  Prestação de serviços da Direção-Geral do Consumidor (DGC)
  Prestação de serviços da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC)
  Prestação de serviços do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT)
  Prestação de serviços da Segurança Social (ISS)
  Prestação de serviços do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

A Loja do Cidadão foi inaugurada a 30 de Junho de 2014, contando com a presença do Ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro e do Secretário de Estado para a Modernização Administrativa, Joaquim Pedro Cardoso da Costa. Na inauguração estiveram também presentes para além de outras individualidades, o Presidente do Conselho Diretivo da AMA, Paulo Neves e a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais.


Em 2009 a Câmara Municipal de Rio Maior, garantiu uma Loja do Cidadão na cidade.
Numa cerimónia muito concorrida, realizou-se a 15 de Janeiro de 2009 a cerimónia de assinatura do acordo de colaboração entre o Município de Rio Maior e a AMA para a instalação de uma Loja do Cidadão 2G. Estiveram presentes entre outros: o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita, a Secretária de Estado da Modernização Administrativa, Maria Manuel Marques, os responsáveis da Agência para a Modernização Administrativa e da Estrutura de Missão Lojas do Cidadão de Segunda Geração, Anabela Damásio e Eduardo Feio, o deputado à Assembleia da República, António Gameiro, em representação do Governador Civil do Distrito de Santarém, Paulo Fonseca, o Adjunto Luís Ferreira, o Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Silvino Sequeira e em representação da Assembleia Municipal, António Maia.

Inicialmente a Loja do Cidadão tinha sido planeada para ser instalada nas instalações do Grémio Riomaiorense, na Avenida Paulo VI. A mudança de planos foi com o intuito de revitalizar o núcleo urbano da cidade criando condições para recuperar outros edifícios históricos, para atrair pessoas evitando a desertificação da área e trazer clientes à zona comercial constituída por pequenas lojas de bairro.


Em 2011 o edifício surge em papel pelo gabinete de “Espada Cordeiro arquiteto”, para a AMA (Agência para a Modernização Administrativa) e com uma área de 920 M2.
Os edifícios foram adquiridos pela Câmara Municipal e encontravam-se com sinais evidentes de degradação.




E a obra iniciou-se em Junho de 2011 com a demolição completa dos edifícios.

Aqui os cidadãos constataram que a Casa Regallo, que era uma referência na construção do século XX da cidade tinha desaparecido para sempre, apesar de em algumas intervenções os responsáveis municipais terem afirmado que somente iriam haver algumas demolições pontuais e que a construção teria presente os valores da história e da imagem urbana, garantindo a intenção de preservar as fachadas existentes.


Muitos riomaiorenses estranharam a opção pela demolição das fachadas, porque a Praça do Comércio era o coração do núcleo urbano da cidade fazendo mesmo parte da ARU1 (Área de Reabilitação Urbana  de intervenção prioritária).



Com a construção do edifício, surgiu novo problema, pois verificou-se que o prédio é maior que todos os restantes, podendo constituir uma violação do próprio PDM de Rio Maior. Mas em 11 de Janeiro de 2013 a CCDR-LVT fez divulgar que no seu entender não haveria uma violação do PDM apesar deste edifício ter uma cota de beirado (112,36) mais alta que qualquer um dos 19 edifícios circundantes.
Em Março de 2013 surgiu novo contratempo na construção. A empresa Obraeuropa que tinha a adjudicação da construção desistiu de as efetuar por estar à beira da falência. A Câmara tratou de imediato de atribuir à empresa Secal (sediada em Alcanena) a continuação da empreitada. Nesta altura a construção estava com um atraso de dois meses.




Contactos:



MoradaPraça da República
2040-320 RIO MAIOR

Telefone243 99 93 00Fax243 99 22 36

Emailgeral@cm-riomaior.pt

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Marco Geodésico em Malaqueijo



Este Marco encontra-se na berma da Estrada das Encostas, junto ao cemitério de Malaqueijo.
O Marco identifica a coordenada 39º17’17”N 8º49’18”O.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Miradouro do Paço



No Largo dos Bombeiros, em Rio Maior, junto à sede dos escoteiros, existe o Miradouro do Paço.
Mais do que um miradouro sobre os telhados, este espaço tem o mérito de ter transformado uma zona degradada num local bastante agradável.
O miradouro foi inaugurado a 6 de Novembro de 2012 pela Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais.

O espaço inclui uma pedra com um poema gravado numa placa metálica que é um excerto duma publicação comemorativa do 1º Centenário do Concelho de Rio Maior, “A Aldeia foi crescendo... Outros ninhos.
Casas Brancas, na estrada, sempre a fio... Deixou a aldeia o seu berço – o Rio, E foi crescendo por novos caminhos!”.


O nome do Miradouro vem de um Paço Medieval que se julga ter existido ali perto, no local a onde actualmente existe a Capela de Nossa Senhora da Vitória. Ver: 
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/05/capela-de-nossa-senhora-da-vitoria-e.html

sábado, 6 de setembro de 2014

Prostituição em Rio Maior




Numa das entradas mais movimentadas de Rio Maior, a de Asseiceira, pode-se encontrar o desagradável e triste espetáculo da prostituição à beira da estrada.
Numa sociedade em que exigimos dignidade e direitos iguais para todos, estes locais são uma montra da degradação a que permitimos chegar os nossos valores morais.
Aqui vê-se um pouco de tudo: Os que passam com indiferença, os que tentam que os filhos não vejam o espetáculo, os que passam e buzinam numa tentativa de mostrarem alguma masculinidade mas com medo de concretizarem o serviço, os que pagam pelo serviço e os proxenetas que vão deixar e buscar as meninas.
Tudo isto se passa com a conivência das autoridades locais que nada fazem para acabar com os crimes aqui realizados (pelo menos o crime de lenocínio é diariamente realizado).

A prostituição, considerada a profissão mais antiga do mundo, está bem estudada e existem tantos argumentos para a sua legalização como argumentos para não ser legalizada.
A vida da prostituta à beira da estrada não é fácil, pois trabalha todos os dias sem poder se proteger das condições climatéricas existentes (quer seja calor, frio ou chuva), é frequentemente vítima da maus tratos, não tem direito ao sistema de Segurança Social, está sujeita a um grande estigma social, está praticamente privada de ter uma relação sólida e estável com um praceiro e por muito que se proteja existem muitas doenças sexualmente transmissíveis às quais está sujeita: Sida, Hepatite B, Herpes, Gonorreia e Sífilis (cada uma destas doenças mais assustadora que a outra).
Quem recorre ao serviço de prostitutas também está sujeito a apanhar uma doença sexualmente transmissível e a propagar esta à sua namorada ou mulher. Pode haver vários motivos para um homem pagar a prostitutas como a necessidade de ter várias parceiras, a necessidade de ter uma maior frequência de sexo e até a necessidade dos deficientes também terem acesso ao sexo.

Penso que urge fazer algo para dignificar as profissionais do sexo e ao mesmo tempo não sujeitar os transeuntes a este triste espetáculo.

Música do grupo "A NAIFA".