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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Coroação em Rio Maior da Imagem de N.S. de Fátima


A 20 de Março de 1949, o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cereja, veio a Rio Maior para coroar a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Esta fotografia tirada na Praça do Comércio, é da casa Benitez que existia na Av. 5 de Outubro.

A primeira imagem da N. S. de Fátima foi oferecida em 1920 (3 anos após as aparições) por Gilberto Fernandes dos Santos, um devoto de Torres Vedras e feita segundo indicações da Irmã Lúcia (uma das videntes de Fátima). A imagem que pesa 19 quilos, foi realizada por José Ferreira Thedim (escultor da Casa Fânzeres de Braga) em madeira, cedro do Brasil.
A 13 de Outubro de 1942, um grupo de mulheres portuguesas ofereceu a coroa de ouro (pesa 1200 gramas e contém 313 pérolas e 2679 pedras preciosas), em ação de graças por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial.
A 13 de Maio de 1946 a imagem foi coroada, numa cerimónia solene realizada pelo legado pontifício, Cardeal Bento Aloisi Masella. Neste ano celebrava-se o tricentenário da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal.
Atualmente existem 12 réplicas desta estátua para satisfazer os pedidos que chegam de todo o mundo para receberem a imagem.

domingo, 26 de outubro de 2014

Sinalética nas Salinas



Curiosa sinalética esta existente nas salinas de Rio Maior.

Para além do caricato sinal que nos proíbe urinar, também existe a proibição de despejar lixo e a proibição de fumar, mesmo estando ao ar livre.
Todos estes sinais fazem sentido pois pretendem proteger o sal que aí se produz e que depois todos nós vamos comer.
O placar que indica “Excepto Trânsito Pedestre” é que era desnecessário pois nenhum dos outros impede os peões de passarem.

Aproveito para lembrar que está um excelente tempo para dar um passeio até às Salinas de Rio Maior.

Se pretender saber mais sobre as Salinas de Rio Maior, pode consultar:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.pt/2010/06/salinas-de-rio-maior.html

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Carta de Aforamento de 1294 - Rio Maior


Fica neste artigo uma Carta de Aforamento datada de Abril de 1294.



Carta de aforamento feito pela Ordem do Templo a Domingos Durão e sua mulher Maria João de uns moinhos em Rio Maior, lugar de Freiria, no termo de Santarém.

Já em 1177, a Ordem do Templo tinha comprado a Pêro D’Aragão e a sua esposa Sancha Soares a parte que possuíam no poço e salina de Rio Maior.
Este evento pode ser consultado em:
e
 
Breve história sobre a Ordem do templo.
No final do século XI, os peregrinos cristãos que se dirigiam à Palestina, aos lugares santos, eram frequentemente roubados e até mortos, pois o caminho estava infestado de bandidos.
Assim o Papa Urbano II (1088-1099) convoca os cristãos para defender Jerusalém, iniciando as Cruzadas.
Em 1118 um grupo de 9 cavaleiros cruzados decide fundar a Ordem religiosa e militar designada por “Pobres Cavaleiros de Cristo”, apoiados pelo rei Balduíno II da Palestina. A sua sede foi no terraço do Templo de Salomão, em Jerusalém, o que levou a que os seus membros passassem a ser conhecidos como Cavaleiros do Templo de Salomão ou simplesmente Cavaleiros Templários.
Durante cerca de 200 anos a Ordem do Templo foi um movimento de cavalaria religiosa extremamente poderoso e influente, na dependência direta e exclusiva do Papa.
Com os templários, Jerusalém esteve sob o domínio dos cruzados, até que em 1291 os muçulmanos conquistam a cidade.
A perca de Jerusalém marcou o final trágico dos templários. Os templários foram perseguidos pelo rei Filipe IV de França, terminando com a morte na fogueira do último mestre templário, Jacques de Molay.
Em Portugal, D. Dinis não acata a ordem do Papa Clemente V que determinava a extinção da Ordem do Templo, criando a Ordem de Cristo para onde transitaram os cavaleiros e bens da extinta Ordem do Templo.

sábado, 18 de outubro de 2014

Janela Manuelina

Na rua Serpa Pinto, em Rio Maior, já existiu uma janela de estilo manuelino.
Mais um pedaço do património de Rio Maior que já só podemos ver em fotografia. 

Em Rio Maior existem outras evidências do Manuelino que podem ser consultadas em:
e

domingo, 12 de outubro de 2014

PNSAC - Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros


O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros foi criado em Maio de 1979. Esta área protegida de 38.400 hectares que marca a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste, tem por objetivo a proteção da natureza e a defesa do património arquitetónico existente nas serras de Aire e Candeeiros. O parque inclui ainda o Planalto de Santo António (a Sul e Centro) e o Planalto de São Mamede (a Norte).
A Serra de Aire abrange os concelhos de Ourém, Porto de Mós, Alcanena e Torres Novas, com uma elevação de 679 metros de altitude. Nesta serra nascem os rios Almonda e Lena.
A Serra dos Candeeiros abrange os concelhos de Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós com uma elevação de 610 metros de altitude. Nesta serra nascem os rios Alcoa, Rio Maior, Lena, Penegral e a ribeira das Alcobertas.

As principais datas de interesse para o enquadramento legal do parque são:
- 04-05-1979 - Criação do parque por Decreto-Lei nº118/79
- 12-01-1988 - Plano de Ordenamento e do Regulamento do PNSAC pela Portaria nº21/88
- 20-06-1990 - Regulamento de Construções
- 05-07-2000 – Criação do Sítio “Serra de Aire e Candeeiros” por resolução nº76/00


Centros de apoio 
A sede do PNSAC (Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros) fica em Rio Maior, na rua Dr. Augusto César Silva Ferreira. O edifício sede, resulta de uma remodelação e ampliação de uma antiga escola primária, cujo arquiteto foi Vítor Vicente para a empresa Secal, Lda. Esta obra ocorreu em 2003. Anteriormente a sede ficava também em Rio Maior, mas junto ao Jardim Municipal.

Existem ainda os seguintes centros:
- Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta do Almonda – Cabeço das Pias, Torres Novas
- Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena – Alcanede, Santarém
- Centro Ciência Viva do Alviela (Carsoscópio) – Louriceira, Alcanena
- Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros – Ourém, Torres Novas
- Ecoteca de Porto de Mós – Porto de Mós


Geografia 
O parque fica no Maciço Calcário Estremenho (ocupa mais de 2/3 do maiciço) abrangendo as serras de Aire e Candeeiros e ainda os planaltos de Santo António e de São Mamede. Encontra-se delimitado pelas depressões de Alvados e de Mendiga e ainda pela polje de Mira-Minde.


Clima 
O parque encontra-se na zona de transição entre influências mediterrâneas e atlânticas.
O valor mensal da insolação pode ser três vezes maior no s meses de Verão em relação aos meses de Inverno.
A precipitação anual varia entre os 900mm e os 1300mm.
Sendo a Serra dos Candeeiros uma das primeiras elevações junto à orla marítima, torna toda a zona normalmente muito ventosa.


Geologia 
Estando o parque situado no Maciço Calcário Estremenho, a rocha está sempre presente na paisagem. O maciço teve origem nos movimentos tectónicos da crosta terrestre que emergiu à superfície com a colisão das placas continentais e oceânicas.
Sendo a rocha predominante a calcária existem registadas no parque mais de 1.500 grutas.
À superfície surgiram os algares (cavidade natural de desenvolvimento vertical) as lapiás (formação típica de relevos cársicos que aparece pela dissolução superficial das rochas calcárias), as dolinas (depressão no solo com um formato circular provocada pelo abatimento do terreno), as uvalas (resulta da junção de várias dolinas)e os poljes (depressão no carso com dimensões consideráveis e vertentes com declive acentuado com o fundo geralmente plano).
Grande parte da geologia do parque teve origem no Jurássico Médio, mas existem materiais sedimentais mais recentes e ainda a presença de terra rossa (solo avermelhado muito fértil que resulta da decomposição de rochas basálticas).
A água não abunda à superfície pois a rocha calcária deixa a água da chuva infiltrar-se rapidamente formando ribeiras subterrâneas e um enorme reservatório de água.  Existe assim no parque o maior reservatório de água doce de Portugal com cerca de 65.000 hectares que abrange uma área entre Rio Maior e Porto de Mós.
Por incrível que possa parecer, existe também água salgada dando origem à unica salina de água não marinha ainda a funcionar em Portugal, localizada em Fonte da Bica, Rio Maior.


Fauna 
Devido à existência de grutas e outras cavidades rochosas, não se estranhe a existência de várias espécies de morcegos, como: Morcego-de-peluche; Morcego-lanudo e Morcego-de-ferradura-mediterrânico. As fezes e outros detritos dos morcegos criaram as condições para a existência de outros seres vivos cavernículos como: crustáceos, aracnídeos escaravelhos e vermes. A aranha cavernícola Nesticus-lusitanicus só existe mesmo neste parque.
Além dos morcegos, existem vários mamíferos no parque, como: geneta, raposa, javali, texugo, sacarrabos, gato bravo, coelho bravo e ainda o corço em algumas áreas.


Relativamente às aves, existem no parque: gralha-de-bico-vermelho (muito rara pois necessita de cavidades rochosas para nidificar e da pastorícia para se alimentar), bufo-real, águias, corvo, gavião, peneireiro, coruja do mato, mocho galego, ...
Nos répteis existem a cobra fura-mato, a víbora-cornuda e ainda as cobras-de-água.
O parque é rico quanto aos anfíbios existindo cerca de 13 espécies das que destaco: salamandra-de-fogo, dalamandra-de-costelas-salientes, tritão-marmoreado e o sapo-de-unhas-negras.


Flora 
O parque alberga mais de 600 espécies vegetais o que representa 1/5 do total de todas as espécies existentes em Portugal, havendo mesmo algumas endémicas.
A maior parte do parque está coberto por matagais, muitos deles considerados na Rede Natura 2000, mas pode-se encontrar: o carvalho, a azinheira, o alecrim, o narciso, a pimenteira e mais de 25 espécies de orquídeas.


Presença Humana 
A presença humana na zona do PNSAC está comprovada desde o paleolítico.
A estrada romana de Alqueidão da Serra é testemunho de antigos caminhos.
Atualmente as empresas de extração de pedra e argila, a indústria têxtil, a indústria de curtumes a criação de gado e a agricultura ainda mobilizam e fixam muita gente na zona do PNSAC.
Existem exemplos um pouco por todo o parque de como o Homem conseguiu se adaptar a esta terra por tantas vezes difícil. Casais Monizes e Chãos são exemplos aonde se consegue ainda hoje ver casas de pedra, os muros de pedra, as cisternas para aproveitar a escassa água durante o Verão, o aproveitamento das águas da chuva que escorriam pelos telhados, as eiras, as covas do bagaço, os moinhos de vento, as azenhas e tantas outras construções engenhosas.


Alguns Pontos de interesse

1 - Marinhas de Sal
2 - Lagoas do Arrimal
3 - Depressão de Alvados
4 - Polje de Mira-Minde
5 - Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros da Serra de Aire.
6 - Centro de Interpretação Subterrâneo da Gruta Algar do Pena (CISGAP)
7 - Olhos de Água do Alviela
8 - Centro de Ciência Viva – Carsoscópio
9 - Grutas de Santo António
10 - Gruta de Alvados
11 - Grutas do Almonda
12 - Gruta de Alcobertas


Passeios e desporto 
Sobre os percursos pedestres no PNSAC consultar: 
Existem 16 percursos pedestres devidamente identificados dentro do parque:
Concelho de Alcanena (ACN)
PR1 – Olhos de Água do Alviela
Concelho de Alcobaça (ACB)
PR1 – Vale de Ventos
Concelho de Ourém (VNO)
PR1 – Bairro/Casal Farto
Concelho de Porto de Mós (PMS)
PR1 – Serra da Lua
PR2 – Arco da Memória
PR3 – Lapa dos Pocigões
PR4 – S. Bento
PR5 – Castelejo
PR6 – Fórnea
PR7 – Corredoura
PR8 – Serra Galega
PR9 – Estrada Romana
Concelho de Rio Maior (RMR)
PR1 – Marinhas do Sal
PR2 – Chãos - Alcobertas
Concelho de Santarém (STR)
PR1 – Gruta - Algar do Pena
Concelho de Torres Novas (TNV)
PR1 – Gruta do Almonda



Sobre o desporto da natureza, consultar a carta: 
Escalada/Rapel em: Chãos, Penas da Andorinha, Poço da Chainça, Lapas de Alcaria, Poio, Cabeço de Santa Marta, Alviela, Pedrogão e Alvados.
Espeleísmo em: Gruta de Alcobertas, Algar do Pena, Algar da Bajanca e Gruta do Almonda
Parapente em: Marinhas de Sal, Arrimal, Portela de Vale de Espinho, Vale Grande, Alvados e Minde
Canoagem em: Alviela e Polje de Mira/Minde 



Onde Ficar 
Contacto Ecoteca de Porto de Mós (tel 244491904 / 244403555):
- Casa Abrigo - Alto da Serra: Casa Grande (8 camas) e Casa Pequena (4 camas)
- Casa Abrigo - Vale de Ventos: Casa Grande (8 camas) e Casa Pequena (6 camas)
- Centro Acolhimento – Valverde: Casa (14 camas)
- Parque Campismo – Parque de Campismo Rural do Arrimal (50 pessoas)
- Parque Campismo – Parque de Campismo de Pedreiras (12 caravanas e 30 tendas)
Contacto Centro de Chãos (tel 243405292):
- Alojamento – Centro de Tecelagem Artesanal



Desafios 
O PNSAC encontra-se sob pressão pois nem tudo corre bem.
As inúmeras pedreiras que existem nas serras fragmentaram a paisagem e habitats, a instalação de aerogeradores veio alterar a paisagem e provocar ruído constante, o atravessamento da autoestrada A1 separou o parque em dois, o abandono da pastorícia provoca o crescimento descontrolado de matos tornando a zona mais propicia a incêndios e a deterioração de alguns aquíferos devido à poluição.
A acrescentar a estas preocupações existe agora a proposta de extinção da ADSAICA (Associação para o Desenvolvimento das Serras de Aire e Candeeiros) que entre várias atividades, gere o Monumento Natural das Pegadas de Dinossauros.



Ligações 
Local aonde poderá saber mais sobre o PNSAC 
Livro comemorativo dos 25 anos do PNSAC 
Vídeo da Quercus “Pedra mole em água dura – PNSAC” 
Blog não Oficial