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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Natal Nocturno em Rio Maior

Ficam algumas fotografias nocturnas de Rio Maior sob as luzes Natalícias.

Fica também a nota da excelente iniciativa realizada pela Câmara Municipal de Rio Maior à qual aderiram alguns particulares que emprestaram 22 lojas a mais de 60 munícipes para promoverem e venderem os seus artigos artesanais.
Com os espaços iluminados e enfeitados existe um motivo extra para usufruir do comércio local durante todo este mês de Dezembro. 















domingo, 8 de novembro de 2015

Monumento com Semi-reboque em Rio Maior


No dia 5 de Novembro de 2015, pelas 15:30, foi inaugurado um monumento na rotunda da Zona Industrial em memória de José Luis Soveral e Sérgio Soveral (Industriais).

O monumento consiste numa réplica de um semi-reboque dentro de uma esfera armilar. A esfera contem uma faixa com as palavras Humildade, Seriedade e Vontade.
Os trabalhadores do Grupo JOLUSO-INVEPE, propuseram e executaram este monumento de forma a homenagear os antigos patrões (pai e filho) que faleceram de forma trágica.

Foi debaixo de chuva intensa que a inauguração se realizou integrada nas comemorações do feriado municipal de Rio Maior. A cerimónia contou com a presença dos funcionários do grupo JOLUSO-INVEPE,  da administração do grupo, Paula Soveral e Eduardo de Oliveira Duarte, da Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, do Presidente da Assembleia Municipal, António Arribança, do Presidente da AIP, José Eduardo Carvalhos e de muitos outros que se associaram.

domingo, 1 de novembro de 2015

Casa Assombrada em Rio Maior

Nestas últimas duas noites, a Casa Senhorial D'el Rei D. Miguel virou uma verdadeira casa assombrada.

Esta 2ªedição estava muito bem preparada e todos deram o seu melhor para provocar gritos e arrepios nos visitantes. Ninguém ficou indiferente.
O grande sucesso do evento causou grandes filas à entrada, chegando mesmo a espera a ultrapassar as duas horas. Devido ao grande interesse da população nesta actividade sugere-se que o controlo da sequência de entrada seja melhorado na já aguardada próxima edição.
Parabéns a todos os intervenientes nesta noite de assombração.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Inquisição em Rio Maior


A Inquisição em Rio Maior

História da Inquisição em Portugal 
A Inquisição nasce dentro do sistema jurídico da Igreja Católica Romana durante o século XII, em França, para combater a heresia.
Houve três factos históricos que precipitaram a entrada da Inquisição em Portugal:
- Em 1492 Espanha expulsou os Judeus e muitos deles vieram para Portugal.
- Em 1506 após um incidente na Igreja de são Domingos em Lisboa resultou em três dias de distúrbios e a morte de aproximadamente 2.000 pessoas.
- Em 1531 em que houve uma série de tremores de terra na zona da Estremadura. Os frades aproveitaram para espalhar o pânico entre as populações camponesas acusando os judeus (cristãos-novos) como objecto da ira divina.
Em 1531 o rei português D. Manuel I, para cumprir o acordo de casamento com Maria de Aragão pediu para ser instituída a Inquisição em Portugal. Em 1533 D. João III, filho da rainha D. Maria renovou o pedido ao Papa Paulo II que o consentiu. Em 23 de Maio de 1536 foi instituída a Inquisição em Portugal e a sua sede foi em Évora que era onde se encontrava a corte. Em 1534 a corte voltou para Lisboa e com ela o novo Tribunal. A partir de 1541 foram criados os tribunais de Coimbra, Porto, Lamego, Tomar e Évora.
Em 1544 o Papa mandou suspender a execução de sentenças da Inquisição portuguesa, interrompendo-se os autos-de-fé. As primeiras instruções para o funcionamento da Inquisição em Portugal são assinadas pelo cardeal D. Henrique e o primeiro regimento surge em 1552.
A Inquisição portuguesa foi-se extinguindo ao longo do século XVIII e em 1821 numa sessão das Cortes Gerais foi extinta oficialmente.
No século XIX todos os estados europeus extinguiram os tribunais da Inquisição, embora tenham sido mantidos pelo Estado Pontifício. Em 1908 o Papa Pio X renomeou a instituição como “Sacra Congregação do Santo Ofício” e em 1965 no pontificado de Paulo VI assumiu a designação de “Congregação para a Doutrina da Fé”.

Mas qual seria o objectivo real da Inquisição em Portugal? Segundo alguns autores e com os quais eu concordo, o objectivo seria simplesmente o de subsistir, criando uma estância de poder para os inquisidores e seus familiares. A Inquisição não teve a ver com religião mas com o facto de querer durar no tempo e para isso criar uma tarefa que agradava à sociedade no seu tempo que era a de perseguir e humilhar os cristãos novos. O móbil da Inquisição não poderia ser o confisco dos bens dos réus, pois muitos dos réus poucos bens possuíam e os bens confiscados não seriam suficientes para pagar as despesas.

É costume dizer-se que a Inquisição em Portugal não foi muito cruel. Na realidade os mortos à mão da Inquisição não devem ultrapassar as 3.000 pessoas. Mas se este número só por si já é elevado, temos ainda de adicionar as várias dezenas de milhar de pessoas que sofreram e foram humilhados, sendo obrigados a dizerem que pertenciam a uma religião que não era a sua, a verem-se espoliados de todos os seus bens e/ou a serem votados ao degredo.

Processos em Rio Maior: 

Pedro Rodrigues
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/01153
- De 28/08/1563 a30/12/1574 
- Estatuto social: cristão-velho
- Idade: 40 anos
- Crime/Acusação: blasfémia
- Cargos: moleiro
- Naturalidade: Rio Maior
- Morada: Rio Maior
- Estado civil: casado
- Cônjuge: Maria Álvares
- Data da prisão: 28/08/1563
- Sentença: auto-da-fé privado de 07/01/1574. Abjuração de leve, penitências espirituais, pagamento de custas. 

Maria Freire
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/04875
- De 14/06/1640 a 12/10/1646 
- Estatuto social: parte de cristã-nova
- Idade: 60 anos
- Crime/Acusação: judaísmo
- Naturalidade: Torres Novas
- Morada: Rio Maior
- Pai: Rodrigo Barroso, cristão-velho, vivia de sua fazenda
- Mãe: Guiomar Gomes
- Estado civil: casada
- Cônjuge: Bernardo Toscano, cristão-velho, vivia de sua fazenda
- Data da prisão: 14/06/1640
- Sentença: auto-da-fé de 06/04/1642. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, instrução na fé católica, penitências espirituais.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 4875 

Catarina Coelho
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/02077
- De 12/08/1662 a19/05/1665
- Crime/Acusação: curandeira, bruxaria, superstição
- Cargo: moleira
- Naturalidade: Rio Maior
- Morada: Rio Maior
- Estado civil: casada
- O processo não tem sentença.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 2077 

Rodrigo Henriques
- Referência: PT/TT/TSO-IE/021/7811
- De 05/06/1671 a 11/04/1672 
- Estatuto Social: Trabalhador
- Crime/Acusação: Judaísmo,heresia e apostasia
- Naturalidade: Alvito
- Morada: Rio Maior, Termo de Santarém
- Pai: António Lopes Henriques
- Mãe: Clara Dias
- Estado Civil: Casado
- Nome do Cônjuge: Isabel Nunes
- Data da Sentença: 03/04/1672
- Data do Auto de Fé: 03/04/1672
- Outros Dados: Apresentado em 05/05/1671. Ouvido no dia 12 do mesmo mês. Contra ele foram extraídas culpas dos processos de seus irmãos, de seus tios, de seus primos, etc. Em 11/04/1672-04-11,foi mandado em paz. M.M.C.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Évora, proc. 7811

-Joaquim Velho de Araújo
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/04873
- De 18/02/1743 a 09/07/1744
- Idade: 15 anos
- Crime/Acusação: judaísmo
- Cargo: moço de servir
- Naturalidade: vila de Avis
- Morada: Rio Maior, comarca de Santarém
- Pai: António Velho de Araújo, cristão-novo
- Mãe: Francisca das Neves, cristã-nova
- Estado civil: solteiro
- Data da prisão: 08/03/1743
- Sentença: auto-da-fé de 21/06/1744. Confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo, instrução na fé católica, penitências espirituais.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 4873

Denúncia de Luísa Micaela contra frei Miguel dos Reis
- Referência: PT/TT/TSO-IL/028/CX1577/13654
- De 25/06/1786 a01/02/1804 
- Correspondência recebida do notário Luís Henriques de Carvalho, de Rio Maior, com denúncia apresentada por Luísa Micaela contra frei Miguel dos Reis, acusado de solicitação, é religioso Mariano e assistente no Convento do Carmo de Santarém.
- Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 13654

Existem muitos outros relatos da atividade da Inquisição em Rio Maior. Como o da passagem do visitador do arcediagrado de Santarém, Simão da Costa de Amaral, que em Maio de 1620, se encontrou em Torres Novas com uma comissão dos inquisidores e remeteu ao santo ofício as culpas por si levantadas de um caso ocorrido em Rio Maior e outro em Torres Novas. As denúncias eram relativas ao comportamento de sacerdotes.

Pode saber mais sobre os cristãos-novos em Rio Maior, em: 

sábado, 10 de outubro de 2015

Centro Geográfico de Rio Maior (Cidade)



Num dos degraus de acesso aos Paços do Concelho de Rio Maior, existe um marco metálico com as seguintes inscrições:
“ I.G.C.; NP 373; Serviços Geodésicos”

Este marco não faz parte dos Marcos Geodésicos Portugueses, como se pode ver pelo mapa seguinte em que esses marcos estão marcados.

Se quiser consultar o mapa de Portugal Continental com os marcos geodésicos, pode aceder a: 

Este marco assinala o Centro Geográfico da Cidade de Rio Maior.
Após a construção do edifício actual dos Paços do Concelho de Rio Maior a placa que já existia, foi incluída no degrau.


Breve resumo histórico do IGC (Instituto geográfico e Cadastral)

1926
É criado o Instituto Geográfico e Cadastral (IGC), como Direção-Geral autónoma do Ministério do Comércio e Indústria, dividido em quatro Direções de Serviços (Geodésicos, Cartográficos, Geométricos do Cadastro, Técnicos e Toponímicos) e uma Divisão Técnica de Avaliação. Em 1940, o IGC passa para o Ministério da Economia e em 1949 é integrado no Ministério das Finanças.
1980
É publicada uma nova Lei Orgânica do IGC. na qual se destaca a criação das Delegações Regionais e de uma Escola de Formação e Aperfeiçoamento, com Cursos Técnicos Profissionais reconhecidos pelo Ministério da Educação.
1987
O IGC é integrado no Ministério do Planeamento e da Administração do Território.

A história completa pode ser lida em: 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Monumento aos Combatentes em Rio Maior


No passado Domingo, 27 de Setembro de 2015, comemorou-se o 91º aniversário do Núcleo de Rio Maior da Liga dos Combatentes e após a inauguração da nova sede, foi também inaugurado o muito aguardado monumento aos combatentes riomaiorenses.

Quase tudo o que há a dizer sobre este monumento está descrito na placa metálica que lá se encontra e onde se pode ler:
“Este monumento pretende-se simples como simples são os Homens que honraram e lutaram pela Pátria. Esta peça escultórica evoca sentimentos fortes e recordações daqueles que combateram na Primeira Grande Guerra e Ultramar.
Traduz-se em três elementos, sendo que o primeiro representa um sentimento de perda, um vazio que vai ser preenchido pelo elemento posterior que simboliza as lembranças, a saudade e o amor à Pátria. Ambos os elementos têm uma espessura de treze centímetros, número que simboliza os treze anos da Guerra Colonial.
O cubo caído desta peça, pretende representar todos aqueles que pela Pátria deram o seu bem mais valioso, a própria vida. A face polida que suporta o brasão da liga dos combatentes pretende representar a suavização que esta entidade proporciona a todos aqueles que ainda atualmente sofrem com as consequências da guerra. A vida emergente no espaço resultante da queda deste cubo pretende representar o renascer de uma sociedade, proporcionado por todos aqueles que por ela se sacrificaram.
Autor a título pró bono
Paulo Evaristo dos Santos”
Um pouco mais a baixo, pode-se ler:
“Inaugurado em 27/9/2015 por:
Liga dos Combatentes, sendo seu presidente Exmo. Sr General Joaquim Chito Rodrigues
Junta de Freguesia de Rio Maior, sendo seu presidente Eng. Luís Filipe Santana Dias

Monumento construído e oferecido pela junta de Freguesia de Rio Maior à Liga dos Combatentes – Núcleo de Rio Maior”

Na inauguração, discursou o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior (que ofereceu a obra), o projetista riomaiorense do monumento (que o concebeu a título gratuito) e ainda o Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes de Rio Maior, José Carlos Abadesso Santos, o vogal da direção da Liga Central dos Combatentes, José Eduardo Varandas, a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, e o pároco de Rio Maior, Rev. Padre Diogo (que abençoou o monumento).
Com esta escultura, o espaço verde mais nobre da cidade, o Jardim Municipal 25 de Abril, fica ainda mais enobrecido.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Petróleo em Rio Maior?


Que há petróleo em Rio Maior, não existem dúvidas. Sobre se é rentável extrair esse petróleo, é que existem dúvidas. Pelo menos ao preço atual do crude não é rentável perder tempo sequer para o encontrar.

Os resultados das sondagens são encorajadores e existe a presença de outros fatores necessários para potenciar a comercialização, como haver rochas estáveis e haver a presença de reservatórios naturais subterrâneos.

Em 1996, como tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências da universidade do Porto, a Dra. Deolinda Maria dos Santos Flores Marcelo da Fonseca, apresenta o “Estudo Petrológico e Geoquímico dos Carvões da Bacia de Rio Maior”. No entanto o estudo petrográfico dos carvões na Bacia de Lignites e Diatomitos de Rio Maior foi iniciado por Flores em 1987. Uma das conclusões do trabalho é que “Os carvões de Rio Maior apresentam-se como potenciais produtores de hidrocarbonetos gasosos e líquidos”.

Apesar de muito falada, a corrida ao petróleo que teve o seu auge no início da década de 2010, esfriou e agora deixou-se sequer de falar nas prospeções.


História da pesquisa de petróleo em Portugal:

As primeiras sondagens foram efetuadas no início do século XX e junto a ocorrências impregnadas de petróleo que apareceram à superfície.
Em 1938 foi emitido um alvará de concessão para a pesquisa de petróleo nas bacias Lusitânica e do Algarve. Desde 1938 até 1968 realizaram-se 78 sondagens e cerca de 3.264km de reflexão sísmica.
Algumas das sondagens apresentaram indícios para produção sub-comercial.
Entre 1973 e 1979 foram abertos concursos de pesquisa internacionais e já sob a nova legislação do petróleo que dividia as zonas de pesquiza, onshore (em terra) e offshore (no mar), em blocos. Foram realizadas 22 sondagens e 21.237km de reflexão sísmica. Todas as sondagens foram abandonadas, apesar de apresentarem em algumas bons indícios de petróleo. Em duas das sondagens, Moreia-1 e 14 A1, chegaram-se mesmo a produzir pequenas extrações de petróleo em “drillstemtest”.
Em 1978 volta a haver o interesse pela pesquisa onshore e entre 1978 a 2004 foram atribuídas 23 concessões no onshore, 15 concessões no offshore e 1 licença de avaliação prévia para o deep-offshore da bacia do Algarve. Foram efetuadas 28 sondagens e 36.000km de reflexão sísmica.
Em 2005 foram adjudicadas à Repsol-YPF (Espanha) e RWE-Dea (Alemanha) os blocos 13 e 14.
Em 2006 a MohaveOil&GasCorporation era a única companhia a operar em Portugal e descobriu na região de Alcobaça gás e na região de Torres Vedras recuperou óleo, iniciando-se testes de produção.
Em 2007 foram assinados 12 novos contratos de concessão. A 1 de Fevereiro de 2007 criaram-se mais 3 contratos de concessão para o consórcio Hardman/Galp/Partex que a 25 de Março de 2010 passaram para o consórcio Petrobas/Galp. A 18 de Maio de 2007 foram criadas 4 concessões para o consórcio Petrobas/Galp/Partex. A 3 de Agosto de 2007 foram criadas 5 concessões para a empresa MohaveOil&Gas.
Em 2011 a companhia MohaveOil&Gas anuncia um investimento de 49 milhões de euros para encontrar petróleo nas suas concessões (Aljubarrota, Rio Maior, Torres Vedras, Offshore São Pedro de Moel e Offshore Cabo Mondego).
Em Maio de 2014 a MohaveOil&Gas que fazia prospeção de petróleo na Região Oeste de Portugal anunciou o abandono das operações por falta de financiamento.
Em 2014, com a saída da Petrobras dos consórcios, o Governo Nacional decidiu dar mais tempo à Galp para pesquisar petróleo no Alentejo.
Em 2015 a empresa britânica IONIQ Resources afirma ter localizado 6 jazidas de petróleo em Portugal continental, via uma tecnologia que deteta recursos naturais por satélite e que valeriam mais de 43 mil milhões de euros brutos. Esta empresa tentou vender o estudo ao Governo Nacional por 8,2 milhões de euros no qual aparece o petróleo a uma profundidade entre os dois e os três mil metros.
Atualmente a Galp e a Eni continuam a fazer prospeção petrolífera no mar, ao largo do Alentejo.
Para além da procura do Petróleo e do Gás Natural, começa em Portugal a procura pelo combustível ShaleGas. O Shale Gás encontra-se a profundidades entre os 600 e os 3.000 e existem evidências da sua existência no Bombarral, Cadaval e Alenquer.




A Origem do Petróleo:
Existem duas explicações para a formação do petróleo:
  - Biológica, resultado da degradação de matéria orgânica em ambientes redutores a pressão e temperatura elevada.
  - Abiótica, resultado da reação química no interior da terra entre o carbono e metais. A libertação de metano nas zonas de atividade sísmica suporta esta teoria.

História:
O nome Petróleo tem origem nas palavras gregas petra (pedra) e elaion (óleo).
Existem registos do século V D.C. em que na China o petróleo era usado para a produção de sal (para ajudar a evaporar a água), na Pérsia o petróleo era usado para a medicina e para a iluminação e no século VIII D.C. era usado em Bagdad para pavimentar estradas.
A produção de petróleo como é atualmente conhecida começou em 1846 com Abraham Gesner a refinar querosene a partir do carvão, o que levou IgnacyLukasiewicz a fazer o mesmo mas a partir do óleo mineral. A primeira refinaria foi construída em Baku, Azerbaijão, no ano de 1861.

sábado, 19 de setembro de 2015

Monumento Vivo em S. J. da Ribeira


Em Rio Maior também temos monumentos vivos como este imponente exemplar de pinheiro-manso (Pinus pinea L.), que se encontra em São João da Ribeira.

Apesar do pinheiro centenário que possui um perímetro na base de aproximadamente 3,30 metros ainda não ter sido classificado como Árvore de Interesse Público - Monumento vivo, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (www.icnf.pt/portal/florestas/aip/mon-viv) tem tudo para o ser.
Este exemplar está num terreno particular situado na Rua dos Combatentes - Casais de Cabeça Gorda, Freguesia de São João da Ribeira, Concelho de Rio Maior e debaixo da sua copa já existiu uma eira à qual a árvore oferecia sombra e abrigo para as muitas desfolhadas e namoriscos que aí aconteceram.

Mas o pinheiro esteve para ser abatido na década de 50 do século passado, quando no projecto de electrificação da freguesia (a inauguração da chegada da electricidade a São João da Ribeira foi a 15 de Agosto de 1958) estava contemplado um poste de suporte da linha eléctrica no preciso lugar em que se encontra o pinheiro. Só devido à coragem e determinação do seu proprietário, Manuel Bibiu (que já faleceu), que se opôs ao projecto e numa altura em que se vivia em ditadura conseguiu que a árvore fosse poupada.

Estas árvores centenárias devem de ser cuidadas e preservadas, pois para além do ser vivo que são e da beleza que oferecem, são testemunhas da passagem de várias gerações com histórias que não podem ser apagadas.

A história deste pinheiro está descrita na página do Movimento Cívico Ar Puro, em:
http://movimentoarpuro.blogspot.pt/2015/03/pinheiro-manso-centenario-em-ribeira-de.html?spref=fb

domingo, 6 de setembro de 2015

Busto de Marcolino Sequeira Nobre


Marcolino Nobre foi homenageado pela cidade de Rio Maior. 


No dia em que Rio Maior comemorou os 30 anos de elevação a cidade (14 de Agosto de 1985) foi também homenageado Marcolino Nobre com um busto erigido junto à rua com o nome de sua mãe, Fausta Sequeira Nobre (no jardim da Biblioteca Municipal). 
A cerimónia do dia 21 de Agosto de 2015, contou com a presença dos responsáveis autárquicos e da família mais próxima deste ilustre riomaiorense que teve funções relevantes com contributos à sociedade, à política, à solidariedade social e à imprensa. 




O busto é de autoria do escultor alpiarcense Armando Ferreira e a decisão de implementar o busto neste jardim foi aprovada na reunião ordinária da Câmara Municipal de Rio Maior, de 24 de Julho de 2015. 


Marcolino Sequeira Nobre foi um dos fundadores das Indústrias de Carnes Nobre, hoje Nobre Alimentação. Será também lembrado por ter sido presidente da assembleia municipal, impulsionador do centro pastoral, director do jornal Riomaiorense e fundador do jornal Região de Rio Maior. O livro “Rio Maior - retratos do passado” foi a sua última dádiva à comunidade.
O industrial nasceu a 03 de Abril de 1926 e faleceu a 05 de Março de 2012 com 85 anos. Ficou sepultado no cemitério de Ribeira de São João, na mesma freguesia em que residia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Rio Maior tem a Caixa Multibanco que movimenta mais dinheiro

Na altura em que se está a realizar a FRIMOR, a SIBS anuncia que é numa caixa ATM de Rio Maior que se levanta mais dinheiro em Portugal.

Ontem, 2 de Setembro de 2015, às 19:52 passou uma reportagem no canal de televisão TVI sobre o sistema Multibanco.

Foi em 1985 que começou a rede Multibanco em Portugal. Esta rede começou com 9 terminais (7 em Lisboa, 1 no Estoril e 1 no Porto), mas hoje existem quase 13 mil caixas ATM.
A caixa ATM que têm mais movimento encontra-se no Centro Comercial Dolce Vita Tejo logo seguida por outra na Estação do Cais do Sodré em Lisboa.
Mas a Caixa Multibanco onde se levanta mais dinheiro fica em Rio Maior e é a caixa do Pavilhão Multiusos, logo seguida pela da FIL, no Parque das Nações.

Reportagem TVI: 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Serra dos Candeeiros - Nome


Por que é que a Serra dos Candeeiros se chama Serra dos Candeeiros? 


No tempo do Afonso Henriques a serra dos Candeeiros era conhecida por monte Taixa (do árabe tauaja que significa “a coroada”), por se parecer com uma coroa para quem a vê do seu lado ocidental.
Desde então, já se chamou de várias maneiras, como Arius dos montes Arvios (de acordo com a ode marítima) e mais recente como: Serra de Albardos, Serra de Sancta Marta, Serra de Patelo, Serra Alcobertas, Serra dos Candieiros ou Serra dos Molianos. 

Mas como aparece o nome Serra dos Candeeiros?
Para responder a esta questão, houve um apelo ao debate na excelente página do Facebook “ZAMIAIS , Retalhos do meu povo”. 

E começaram a sugerir hipóteses:
- Serra dos Candeeiros por os seus cumes parecerem castiçais. A serra tem 7 cumes como o castiçal judeu. 
- Candeeiros vem de Canda que significa caruma ou rama seca de pinheiro.
- Segundo a memória dos “antigos” o nome vem do facto de terem existido na serra muitos pastores que durante os meses de Verão ateavam fogos para permitirem a renovação dos matos. Os fogos faziam a serra parecer um candeeiro e daí viria o seu nome. 
- Serra dos Candeeiros por causa das candeias (oliveiras).
- Serra dos Candeeiros por aqui se terem fabricadas candeias a azeite ou velas e o povo ter dado nome à serra dos que fabricavam estes “candeeiros”. 
- O Topónimo Candeeiros deriva de Candoso ou Candosa que tem por base o nome de um vegetal referenciado no séc. X/XI e que teria a forma de cándano ou cándana.
- Serra dos Candeeiros, pois no tempo de D. Afonso Henriques havia num local elevado desta serra um ponto de vigia que comunicava com o castelo de Alcanede por sinais luminosos. Daí Serra dos Candeeiros. 
- Serra dos Candeeiros porque na época em que não havia luz e com medo dos ladrões, as mulheres arranjavam candeias para iluminar os homens na passagem do “casal vale de ventos” para o “covão do milho”. Daí serra dos candeeiros.
- Os topónimos Candeeiros, Canda, Candais, Candeo, Candoso, … significarão lugar onde predominantemente se cria ou criava gado. A palavra derivará de “Cando”, ou seja gado. No dicionário galego aparece a palavra “gando” significando um conjunto de animais domésticos e “gandeiro” a pessoa que cria gado. Assim sendo, a Serra dos Candeeiros é a serra dos criadores de gado. 


Mas a explicação para o actual nome Serra dos Candeeiros é o seguinte:
Candeeiro aparece no dicionário como um termo usado no Minho de Portugal e no Brasil como a pessoa que vai à frente de um carro de bois, conduzindo os bois guia, imprimindo o ritmo e o rumo do carro. 
Na Serra dos Candeeiros existe ainda a Aldeia dos Candieiros e a Lagoa dos Candeeiros, o que evidencia haver nesta região pessoas dedicadas a serem guias para as juntas que transportavam carga entre o Norte e o Centro/Sul de Portugal e que nesta zona com a esqueces de água e o terreno difícil bem precisariam deles.
O termo Serra dos Candeeiros foi posto pelos viajantes que tinham de fazer uma paragem obrigatória na Lagoa dos Candeeiros e assim a serra perdeu a antiga designação de Serra dos Albardos. A paragem nesta Lagoa dos Candeeiros é muito mais antiga que a antiga casa da Malaposta do Alto da Serra.

Se hoje quisessem dar um nome à serra era provável que esta se chamasse Serra dos Geradores ou Serra das Pedreiras.

Pode saber mais sobre a Malaposta em Rio Maior, em: