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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Expo Santarém de 1936

Em 1936 houve uma grande exposição em Santarém, na qual esteve presente o Presidente da República, Óscar Carmona e o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar.
Os vinte concelhos de Santarém, estiveram representados por pavilhões (autênticos monumentos) que cada região edificou no então Campo Sá da Bandeira (um vasto espaço onde actualmente se encontra a Av. Sá da Bandeira).
Existe um excelente documentário que pode ser consultado online no espaço da Cinemateca, em:
O pavilhão de Rio Maior tinha o rio como motivo central, estando em evidência no exterior o brasão do Concelho.
O dia consagrado ao Concelho de Rio Maior neste certame foi o 25 de Maio. Neste dia, a Banda dos Bombeiros Voluntários efectuou um concerto no recinto da feira.
Por coincidência, neste ano Rio Maior comemorou o primeiro centenário do Concelho (1836-1936) tendo como presidente da Câmara Municipal, João Ferreira da Maia.

Fica aqui também o folheto de Rio Maior a convidar todos a visitarem o Concelho.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

Bolsa do Porco

Quem passa pela Rua Armando Pulquério (a principal rua da cidade, com as suas palmeiras ao lado do Parque 25 de Abril), repara que no primeiro andar da torre (lote1), na janela da Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior (APARRM), se encontra o valor da Bolsa do Porco.
 
Esta maneira de informar os produtores de porcos do valor de mercado da carne pode parecer um pouco antiquada, mas ainda deve de ser importante devido ao elevado número de suiniculturas que o Concelho de Rio Maior possui e talvez também à dificuldade de alguns destes produtores acederem à informação disponibilizada informaticamente.
A APARRM foi uma das organizações fundadoras da Bolsa do Porco.

A Bolsa do Porco foi constituída legalmente em 26 de Julho de 1994, embora já em 1991 desenvolvesse algumas actividades e a primeira sessão oficial se tenha realizado em 31 de Janeiro de 1992.
Esta associação foi fundada pelas seguintes organizações:
• ALIS - Associação Livre de Suinicultores
• APS - Associação Portuguesa de Suinicultura
• ACS - Associação Nacional de Comerciantes de Suínos
• ANIC - Associação Nacional dos Industriais de Carnes (hoje, APIC - Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes)
• APARRM - Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior
Com a colaboração do Ministério da agricultura e da Câmara Municipal do Montijo, a Bolsa do Porco tem as suas instalações no Parque de Exposições da Cidade de Montijo.
Actualmente a Bolsa do Porco continua a divulgar semanalmente as variações do preço do porco (em Euros/kg - Carcaça, Porco, Classe E, com 57% de músculo), a divulgar dados relativos aos abates semanais e a servir de ligação com as bolsas congéneres na União Europeia.

A carne de porco faz parte da alimentação quase diária de milhões de pessoas e apesar de ter má fama devido aos hábitos dos animais e de ser portadora de vários parasitas, teve um aumento do consumo devido a ser uma opção mais económica. O consumo da carne de porco também foi impulsionado devido às suspeitas que a BSE, conhecida como doença da vaca louca, lançou sobre a carne bovina quando na década de 80 do século passado apareceu na Inglaterra. O consumo da carne de porco é proibido entre os muçulmanos, judeus e adventistas do sétimo dia.
 
A Europa é excedentária na produção de carne de porco, mas Portugal é deficitário. Este excedente global na Comunidade Europeia e o fim de alguns apoios levou em 2007 o sector a entrar numa das maiores crises de sempre.
 
O preço da carne de porco tem estado sob grande pressão, principalmente devido aos custos com a alimentação dos animais que é maioritariamente constituída por cereais. Mais recentemente foi o embargo russo que provocou uma queda do preço ao consumidor em cerca de 20%.
 
Com a necessidade de reduzir custos, o negócio da carne do porco está cada vez mais associado a grandes grupos económicos que gerem todo o processo que passa por produção das rações, criação e reprodução de porcos, transporte, abate e transformação da carne. Estes grupos chegam mesmo a ter agências imobiliárias. O lado problemático é que com esta necessidade de redução dos custos com a produção as questões ambientais sejam delegadas para segundo plano com o fechar de olhos das autoridades responsáveis.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Carnaval em Rio Maior de outros tempos

Estamos agora em plena época carnavalesca.
A tradição de se brincar ao carnaval já é antiga em Rio Maior.
A imagem seguinte é de 1940 e mostra o conjunto que conquistou o primeiro prémio com o tema ‘Batalha de Flores’. A foto foi tirada na rua Serpa Pinto e a alegoria é da Mocidade Portuguesa.
A imagem que se segue já tem várias décadas e mostra um grande carro alegórico mostrando a Torre de Belém. Interessante é o cartaz que o camião em primeiro plano traz e que tem escrito ‘O Concelho de Rio Maior é o melhor centro de avicultura do Mundo!’
A próxima imagem é de 1970 e o carro é da Cerâmica Ferreiras, Lda e tem um cartaz com a inscrição ‘Com destino à Lua’, pois tinha sido no ano anterior que o Homem pisou a lua pela primeira vez.
Mas Rio Maior também serviu de mote a outros carnavais, como mostra na foto seguinte em que no ano de 1973 em Alpiarça se brincava com o Leão de Rio Maior. O leão apareceu em 1972.


Pode saber mais sobre o Carnaval Noturno em Rio Maior, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2011/03/carnaval-nocturno-em-rio-maior.html
Pode saber mais sobre o Carnaval em Asseiceira, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2012/02/carnaval-em-asseiceira.html
Pode saber mais sobre o Carnaval Escolar em Rio Maior, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2010/02/carnaval-escolar-do-concelho-de-rio.html
Pode saber mais sobre o Carnaval em Arrouquelas, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2013/02/corso-carnavalesco-em-arrouquelas.html
Pode saber mais sobre tradições Carnavalescas no Concelho, em:
http://rio-maior-cidadania.blogspot.de/2011/03/tradicao-carnavalesca-em-arrouquelas.html

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Boga do rio Maior e Trancão


Em 2007 foi descoberta uma nova espécie de peixe em dois afluentes do rio Tejo.
Esta nova espécie, a ‘Chondrostoma olisiponensis’ só foi detetada em duas zonas, no rio Trancão e na bacia hidrográfica do rio Maior.


Este peixe é pequeno, tendo os espécimes capturados cerca de 10cm, é esverdeado, mas com reflexos dourados e prateados. Os machos distinguem-se por terem as barbatanas anais mais compridas.
As comparações morfológicas com outros peixes permitiram concluir que se trata de uma nova espécie. Esta rara espécie está ameaçada pois são poucos os indivíduos detetados e encontram-se numa área geográfica muito restrita e sob pressão agrícola e urbanística.

Se mais não houvesse, esta é mais uma razão para cuidarmos do rio Maior. Se o rio Maior não estivesse tão poluído provavelmente esta espécie poderia migrar da ribeira de Almoster para ocupar outros braços do rio. Devemos de acreditar que o rio Maior ainda é possível ser salvo e voltar a olhar para ele como fonte de vida e de riqueza.

Segundo o artigo científico que saiu para a comunicação social:
Chondrostoma olisiponensis (HUGO F. GANTE, et al., 2007) espécie nova é descrita apenas para a região do baixo Rio Tejo. A nova espécie é pequena (todos os espécimes examinados são menores do que 120 mm em comprimento padrão) e distingue-se das restantes espécies de Chondrostoma s.l. pela seguinte combinação de características: ausência de lâmina córnea no lábio inferior, boca muito arqueada e ausência de intensa coloração avermelhada na base das barbatanas. As barbatanas pélvicas são alongadas, chegam ao ânus e frequentemente passam a inserção da barbatana anal nos machos. Possui 36 a 43 escamas na linha lateral. Chondrostoma olisiponensis distingue-se ainda de C. lusitanicum, uma espécie filogeneticamente próxima que habita a mesma área geográfica, por ter o corpo mais alto, cabeça mais longa, olhos maiores, barbatanas peitoral e pélvica e último raio anal mais longos, etc. Contrariamente às outras espécies do género, C. olisiponensis apresenta dimorfismo sexual externo (diferenciação entre macho e fêmea) , em que os machos possuem barbatanas pélvicas mais longas que passam o ânus e frequentemente se sobrepõem com a barbatana anal."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Azenha em Anteporta, Rio Maior

Em Anteporta, Rio Maior, existe uma azenha ainda muito bem conservada.
 
Está localizada na rua de Santo António.
Esta azenha só é denunciada pela recente limpeza de canas e mato que a rodeavam e pelas entradas de água por baixo do edifício.
Como a roda da azenha é interior, encontra-se num notável bom estado de conservação.


 
Hoje o rio Maior passa quase despercebido pelo Concelho de Rio Maior, mas em tempos não muito distantes era fonte de vida, trabalho e riqueza.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Fonte do Mosteiro Beneditino

 
Esta antiga fonte, encontra-se junto às ruínas de um antigo Mosteiro Beneditino, na Quinta do Jogadouro.
A fonte actualmente encontra-se submersa, pois o rio Maior está com muito caudal de água.
Esta é mais uma nascente que contribui para engrossar o caudal do rio Maior.
 
Pode saber mais sobre o mosteiro em:

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Antigas instalações da Basmaior

As instalações da antiga unidade de fabrico de semi-reboques, Basmaior-Basculas de Rio Maior Lda, encontram-se ao abandono.
 
A Basmaior já foi a principal empresa nacional de semi-reboques, sendo fabricante em Portugal para marcas como a Meiller, Welgro ou Fruehauf.
Em 1982 a Basmaior candidatou-se a um acordo de assistência com a Secretaria de Estado do Emprego e Formação Profissional. Este acordo foi assinado em Junho de 1984, mas em Junho de 1985 após vários despachos, a empresa ainda não tinha beneficiado do acordo e apesar de na altura ter encomendas nacionais e internacionais num valor que rondava os 400.000 contos (2 milhões de euros), corria o risco de fechar.
O inevitável acabou por acontecer e uma empresa de renome nacional acabou por fechar enviando algumas centenas de trabalhadores para o desemprego.
Com o fecho da Basmaior, muitos dos seus antigos funcionários montaram oficinas ligadas às carroçarias e lojas de venda de peças.
A Basmaior foi dada como falida a 05 de Julho de 1995 por acórdão de tribunal.
 
Entretanto as instalações entraram em estado de degradação avançada, sendo neste momento uma mancha na paisagem citadina de Rio Maior. Começaram já a ser um perigo, pois para além da poluição visual, os edifícios ameaçam ruir, existem chapas que podem voar em dias ventosos e podem ser um antro para outro tipo de actividades não legais.
 
Tanto a Câmara Municipal, como os 2 actuais proprietário ponderam a demolição dos edifícios, mas, ainda nada aconteceu.