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terça-feira, 31 de março de 2015

Fonte do Lugar da Serra em Teira

Em Teira, Alcobertas, na Rua do Lugar da Serra, encontra-se esta fonte.
 
A fonte tem a particularidade de possuir um poço com uma bomba manual para extrair a água.
Na parede de fundo, revestida a pedra, encontra-se um painel de azulejos com motivo campestre. Como curiosidade um dos azulejos caiu e foi colado ao contrário.

 
Este é mais um local interessante e que já deve de ter sido muito útil para obter água nesta zona agreste da Serra dos Candeeiros.

sábado, 28 de março de 2015

Poema de 1964 à Vila da Marmeleira


Poema de Lino Ribeiro, escrito em Agosto de 1964.
 
“Marmeleira. Um nome a murmurar
Tradições, serenatas, madrigais...
Um redondel vibrando. A recordar
Ao Ribatejo as pugnas ancestrais.
 
Nas ruas passam ranchos a cantar
Hossanas aos seus vinhos divinais.
Seus filhos são reflexo luminar
Dos sonhos renovados, fraternais...
 
Aqui viveu um homem impoluto,
Espírito de Bem, que em seu reduto
Incendiou a todos de Ideal.
 
Exemplo tão fecundos, são padrões,
Instituindo em nossos corações
Acrisolado amor a Portugal.
 
                                 LINO RIBEIRO”

sexta-feira, 27 de março de 2015

Covão de Sapo na Serra dos Candeeiros

Em Casais Monizes, em plena zona agreste da Serra dos Candeeiros, encontra-se o Covão de Sapo.


 
Aproveitando um recanto natural do terreno, a zona foi trabalhada para formar uma pequena lagoa que serve para dar de beber a gado mas também para a rega. Manter esta água aqui não é fácil devido à porosidade do terreno.
Mas este covão não serve só como reserva de água, pois também serve de abrigo. No lado mais elevado da lagoa foi escavado um abrigo que pode parecer muito rudimentar mas que é ideal para se proteger do clima agreste que esta parte da serra oferece.
O nome Covão de Sapo advém da elevada quantidade de sapos que a lagoa possui.
O terreno é pacientemente trabalhado pelo Sr. Manuel que após ter retornado das ex-colónias em 1975 aqui se radicou aproveitando os terrenos da família.

terça-feira, 24 de março de 2015

Moinho da Carapua

Na zona do Moinho do Nogueira, Rio Maior, existe o Moinho da Carapua.

 
Apesar de ter sofrido uma tentativa de recuperação, encontra-se em ruína.
É uma pena que este moinho que retirava a sua energia do rio Maior, ainda com as mós e grande parte do equipamento no seu interior esteja agora abandonado.

 
Mesmo à saída da cidade de Rio Maior, encontra-se este moinho que em tempos tinha mais outros três moinhos como vizinhos. Nessa altura o rio Maior, que agora mal se vê, era verdadeiramente uma fonte de riqueza e de desenvolvimento.
 

sexta-feira, 20 de março de 2015

VI Bagatunaço


Bagatunaço é o Festival de Tunas Masculinas da Cidade de Rio Maior.
Este festival é organizado pela Bagatuna, Tuna Masculina da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, com os apoios da Câmara Municipal e da Escola Superior de Desporto de Rio Maior.

 
Hoje, dia 20 de Março, acabou de decorrer a Serenata dedicada à Cidade e que se realizou na Praça do Comércio na Fonte dos Estudantes. Esta serenata contou com a presença de Isaura Morais, Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.
Amanhã, dia 21 de Março pelas 21:00, decorre o espectáculo principal e a não perder no Cineteatro de Rio Maior, o Festival de Tunas em que existem quatro tunas a concurso. Para além dos estudantes, este evento conta com uma ampla aderência da população.
 
A Bagatuna nasce da vontade de se formar uma Tuna Masculina em Rio Maior. Durante uns tempos a Bagatuna viveu na ‘clandestinidade’ pois grande parte dos seus membros fazia parte da tuna mista da ESDRM. Durante este tempo, surge o Hino da Bagatuna, o “Bagatunaço” (Bagatunaço, uma mistura de Bagaço e Tuna) que agora empresta o nome ao festival e do qual saiu o nome da própria tuna.
A Bagatuna é fundada em Novembro de 2003, mas surge oficialmente com a sua primeira actuação em 12 de Outubro de 2004 em que é amadrinhada pela TUFES.
Um facto curioso nesta Tuna é que na primeira actuação de cada elemento da Bagatuna este tem de usar fraldas.











 
Pode saber mais sobre as tunas em Rio Maior, em:

terça-feira, 17 de março de 2015

Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior

A Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior está desde 1759 ao serviço da população, em particular dos mais desfavorecidos.
Actualmente a Santa Casa está mais vocacionada para a acção social no apoio às crianças e a pessoas de grande dependência, não esquecendo no entanto o sector da saúde.
Na acção social tem as valências de creche, jardim de infância, pré-escola, ATL e lar para grandes dependentes.
Na saúde tem um Centro Médico, onde se realizam consultas e exames de diagnóstico e ainda um Centro de Fisioterapia.
Fica agora um pequeno resumo histórico desta instituição, começando pela fundação da Santa Casa em Portugal.
A fundação da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa remonta a 1498 por Frei Miguel Contreiras com o apoio da rainha D. Leonor, de quem era confessor.
A instituição surgiu a partir da remodelação da Confraria de Caridade Nossa Senhora da Piedade e passou a atender a população mais necessitada, com funções como a de alimentação dos famintos, assistir os enfermos, educar os enjeitados e mais tarde a prestar assistência aos recém-nascidos abandonados.
A Confraria da Misericórdia de Santarém remonta pelo menos ao ano de 1500 em que o rei D. Manuel I concedeu a 20 de Março de 1500 à Confraria vários alvarás. De notar que o Frei Miguel Contreiras era religioso da ordem ‘Trinos’ cujo primeiro convento em Santarém desta ordem foi fundado entre os anos 1499 e 1500.
Em Janeiro de 1759 os moradores de Rio Maior pediram ao rei D. José I a criação de uma Irmandade da Misericórdia para tomar conta do Hospício que havia na localidade.
A Misericórdia de Rio Maior foi assim criada no reinado de D. José I, por alvará de 18 de Abril de 1759. A Misericórdia de Rio Maior ficou obrigada a prestar contas ao Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Santarém. Na data da sua criação possuía a Igreja da Misericórdia, como capela privativa e que foi Igreja Matriz entre 1810 e 1968.
Em 1870 foi reconstruído o Hospital da Misericórdia, junto à Igreja da Misericórdia (no lado oposto à Casa Senhorial de D. Miguel). Este hospital foi fundado em 1619 e era administrado pela Misericórdia de Santarém para dar apoio aos enfermos a caminho das Caldas da Rainha. O Hospital era importante para Rio Maior principalmente desde a fundação do concelho (1836) pois a Câmara ocupou o antigo Hospício como edifício dos Paços do Concelho. Com as obras o hospital passou a poder acomodar até 30 enfermos.
A 11 de Junho de 1893 elaborou-se o Compromisso da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior. Este compromisso foi aprovado em 13 de Julho de 1894 e editado nesse mesmo ano.
Em 1926 foi iniciada a construção do Hospital da Misericórdia de Rio Maior, projecto do engenheiro Mendonça. Esta obra ficou pronta em 1933 e foi inaugurada a 24 de Fevereiro de 1935. Para o hospital, o estado contribuiu em 1933 com 6.000$00 sendo no entanto este valor quase insignificante perante o esforço que toda a população efectuou.
A Câmara Municipal de Rio Maior sempre apoiou a Santa Casa da Misericórdia e sabe-se que pelo menos entre 1939 e 1944 que o apoio era no valor de 17.500$00 (cerca de 87,28€). Para além do apoio camarário, havia em 1944 cerca de 6.000$00 de rendimentos próprios e 3.500$00 da Direcção Geral de Assistência. Esses valores sabem-se porque o Hospital da Misericórdia atravessava em 1944 uma grande crise de angariação de fundos, correndo o risco de fechar portas.
Nos finais do ano de 1944, foi aplicada pela primeira vez a penicilina no Hospital da Misericórdia de Rio Maior.
Em Maio de 1945 o movimento do hospital era o seguinte:
                - Doentes que transitaram de Abril            15
                - Novos doentes                                             31
                - Doentes saídos com alta                            27
                - Falecimentos                                                2
                - Doentes que transitaram para Junho      17
                - Grandes cirurgias                                        11
                - Pequenas cirurgias                                      4
                - Tratamentos no banco                               347
                - Sessões de raios ultra-violetas                  45
                - Gelo para os doentes                                 62
                - Sopa dos pobres                                          992
A 29 de Julho de 1945 o Governador Civil de Santarém, Major Valente de Carvalho, presidiu ao lançamento da primeira pedra do pavilhão de isolamento para doenças infecto-contagiosas do hospital.
Em 1950 foi construída a capela anexa ao hospital que teve capelão durante o tempo em que o serviço de enfermagem era prestado pelas freiras. Nesta época foram também realizados outros anexos e aumentos como a cozinha e a sala de jantar.
Em 1980 é criado o lar de acamados da Santa Casa por João Afonso Calado da Maia.
Em 1991 iniciou actividade como Lar de Grandes Dependentes. Passa-se a chamar Lar Dr. Calado da Maia.
A 26 de Janeiro de 2002 é inaugurado o Centro Médico na Rua António Barata Bloco A, 1º. Este Centro Médico permite consultas de várias especialidades, como: Cardiologia, Cirurgia geral, Cirurgia Pediátrica, Dermatologia, Endocrinologia/Diabetes, Fisiatria, Gastrenterologia, Ginecologia, Obstetrícia, Medicina dentária, Clínica Geral, Neurologia, Nutricionismo Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Pneumologia/Alergologia, Podologia, Psicologia, Psiquiatria, Doenças Nervosas, Reumatologia e Urologia.
Em 29 de Setembro de 2012 é inaugurado o novo Edifício de Fisioterapia. Este edifício foi apoiado com um subsídio de 300.000,00€ do Município de Rio Maior num total de 1.225.000,00€. Este novo edifício tem uma área de 740m2, desenho do arquitecto Acácio Jorge Simões e para além de albergar os serviços de fisioterapia, passou também a albergar os serviços administrativos da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior. Na inauguração esteve presente entre outros o Bispo da Diocese de Santarém, D. Manuel Pelino Domingues e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior, João Castro.
Em 29 de Setembro de 2012 também o edifício do antigo Hospital da Misericórdia passa-se a chamar Lar Dr. Calado Maia.
Esta é uma muito importante instituição que presta um serviço importante a toda a população com especial atenção aos mais desfavorecidos.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Fonte dos Carvalhos remodelada

A Fonte dos Carvalhos em Ribeira de São João foi remodelada, ficando bem mais bonita.
 
Já antes tinha feito um artigo sobre esta fonte em:
 
 
Agora a parede da fonte foi revestida a pedra e por cima da bica de água existe um bonito painel de azulejos representando uma debulhada. Este painel de 2013 é do João Moreira, “Atelier Escola Antiga”.
 
A imagem seguinte mostra o estado em que a fonte se encontrava.
 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Antiga Azenha em Ribeira de São João

Mais uma azenha a desaparecer. Esta encontra-se na Rua Francisco Vicente em Ribeira de São João.
 
Esta azenha encontra-se agora completamente tapada por silvas e canas, sendo apenas denunciada pelo braço de água paralelo ao rio Maior e pelo barulho da água que se faz ouvir.
Passando as silvas encontra-se a construção da antiga azenha que está em ruína. Nota-se no entanto que já foi uma zona alegre, com os pilares redondos que suportam o piso superior, as paredes pintadas ou ainda as grandes portadas em madeira.
A parte metálica da azenha ainda existe e as pás encontram-se caídas um pouco mais à frente.
Esta azenha era gerida pelo Sr. Abel que distribuía a farinha pela região com auxílio da sua carroça.
 



Mais um exemplo da grande fonte de riqueza e vida que o rio Maior proporcionava por onde passava. Seria uma boa ideia inventariar estes locais, recuperar o que for possível e criar um pequeno roteiro por estes autênticos museus em espaço aberto.
Em algumas zonas o rio Maior está a ser limpo e começa-se a ver o valor que seria se este rio fosse mais vivido por todos.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Parque de Estacionamento Subterrâneo em Rio Maior




Por debaixo do pátio que dá acesso ao Cineteatro de Rio Maior, encontra-se um parque de estacionamento. Este parque foi construído e inaugurado em conjunto com o cineteatro a 6 de Novembro de 2006.
O parque com uma capacidade para cerca de 100 viaturas, tem um só piso com a rampa de entrada pela Rua José Pedro Inês Canadas e a rampa de saída pela Avenida Paulo VI. Para acesso pedonal, existem duas caixas de escadas na Rua José Pedro Inês Canadas e dois elevadores, sendo que um deles é de acesso exclusivo ao Cine-Teatro.
 
Inicialmente estava previsto que o estacionamento seria pago, mas é gratuito, embora se peça a permanência por períodos inferiores a 2h30m.

 
A ter em atenção é o período de funcionamento, pois o parque fecha e aí fica sem sequer ter acesso à viatura.
O período normal de abertura (que pode variar) é:
- De segunda a sexta feira das 08:00 às 20:00
- No Sábado das 08:00 às 14:00