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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Monumento aos Combatentes em Rio Maior


No passado Domingo, 27 de Setembro de 2015, comemorou-se o 91º aniversário do Núcleo de Rio Maior da Liga dos Combatentes e após a inauguração da nova sede, foi também inaugurado o muito aguardado monumento aos combatentes riomaiorenses.

Quase tudo o que há a dizer sobre este monumento está descrito na placa metálica que lá se encontra e onde se pode ler:
“Este monumento pretende-se simples como simples são os Homens que honraram e lutaram pela Pátria. Esta peça escultórica evoca sentimentos fortes e recordações daqueles que combateram na Primeira Grande Guerra e Ultramar.
Traduz-se em três elementos, sendo que o primeiro representa um sentimento de perda, um vazio que vai ser preenchido pelo elemento posterior que simboliza as lembranças, a saudade e o amor à Pátria. Ambos os elementos têm uma espessura de treze centímetros, número que simboliza os treze anos da Guerra Colonial.
O cubo caído desta peça, pretende representar todos aqueles que pela Pátria deram o seu bem mais valioso, a própria vida. A face polida que suporta o brasão da liga dos combatentes pretende representar a suavização que esta entidade proporciona a todos aqueles que ainda atualmente sofrem com as consequências da guerra. A vida emergente no espaço resultante da queda deste cubo pretende representar o renascer de uma sociedade, proporcionado por todos aqueles que por ela se sacrificaram.
Autor a título pró bono
Paulo Evaristo dos Santos”
Um pouco mais a baixo, pode-se ler:
“Inaugurado em 27/9/2015 por:
Liga dos Combatentes, sendo seu presidente Exmo. Sr General Joaquim Chito Rodrigues
Junta de Freguesia de Rio Maior, sendo seu presidente Eng. Luís Filipe Santana Dias

Monumento construído e oferecido pela junta de Freguesia de Rio Maior à Liga dos Combatentes – Núcleo de Rio Maior”

Na inauguração, discursou o Presidente da Junta de Freguesia de Rio Maior (que ofereceu a obra), o projetista riomaiorense do monumento (que o concebeu a título gratuito) e ainda o Presidente do Núcleo da Liga dos Combatentes de Rio Maior, José Carlos Abadesso Santos, o vogal da direção da Liga Central dos Combatentes, José Eduardo Varandas, a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, e o pároco de Rio Maior, Rev. Padre Diogo (que abençoou o monumento).
Com esta escultura, o espaço verde mais nobre da cidade, o Jardim Municipal 25 de Abril, fica ainda mais enobrecido.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Petróleo em Rio Maior?


Que há petróleo em Rio Maior, não existem dúvidas. Sobre se é rentável extrair esse petróleo, é que existem dúvidas. Pelo menos ao preço atual do crude não é rentável perder tempo sequer para o encontrar.

Os resultados das sondagens são encorajadores e existe a presença de outros fatores necessários para potenciar a comercialização, como haver rochas estáveis e haver a presença de reservatórios naturais subterrâneos.

Em 1996, como tese de doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências da universidade do Porto, a Dra. Deolinda Maria dos Santos Flores Marcelo da Fonseca, apresenta o “Estudo Petrológico e Geoquímico dos Carvões da Bacia de Rio Maior”. No entanto o estudo petrográfico dos carvões na Bacia de Lignites e Diatomitos de Rio Maior foi iniciado por Flores em 1987. Uma das conclusões do trabalho é que “Os carvões de Rio Maior apresentam-se como potenciais produtores de hidrocarbonetos gasosos e líquidos”.

Apesar de muito falada, a corrida ao petróleo que teve o seu auge no início da década de 2010, esfriou e agora deixou-se sequer de falar nas prospeções.


História da pesquisa de petróleo em Portugal:

As primeiras sondagens foram efetuadas no início do século XX e junto a ocorrências impregnadas de petróleo que apareceram à superfície.
Em 1938 foi emitido um alvará de concessão para a pesquisa de petróleo nas bacias Lusitânica e do Algarve. Desde 1938 até 1968 realizaram-se 78 sondagens e cerca de 3.264km de reflexão sísmica.
Algumas das sondagens apresentaram indícios para produção sub-comercial.
Entre 1973 e 1979 foram abertos concursos de pesquisa internacionais e já sob a nova legislação do petróleo que dividia as zonas de pesquiza, onshore (em terra) e offshore (no mar), em blocos. Foram realizadas 22 sondagens e 21.237km de reflexão sísmica. Todas as sondagens foram abandonadas, apesar de apresentarem em algumas bons indícios de petróleo. Em duas das sondagens, Moreia-1 e 14 A1, chegaram-se mesmo a produzir pequenas extrações de petróleo em “drillstemtest”.
Em 1978 volta a haver o interesse pela pesquisa onshore e entre 1978 a 2004 foram atribuídas 23 concessões no onshore, 15 concessões no offshore e 1 licença de avaliação prévia para o deep-offshore da bacia do Algarve. Foram efetuadas 28 sondagens e 36.000km de reflexão sísmica.
Em 2005 foram adjudicadas à Repsol-YPF (Espanha) e RWE-Dea (Alemanha) os blocos 13 e 14.
Em 2006 a MohaveOil&GasCorporation era a única companhia a operar em Portugal e descobriu na região de Alcobaça gás e na região de Torres Vedras recuperou óleo, iniciando-se testes de produção.
Em 2007 foram assinados 12 novos contratos de concessão. A 1 de Fevereiro de 2007 criaram-se mais 3 contratos de concessão para o consórcio Hardman/Galp/Partex que a 25 de Março de 2010 passaram para o consórcio Petrobas/Galp. A 18 de Maio de 2007 foram criadas 4 concessões para o consórcio Petrobas/Galp/Partex. A 3 de Agosto de 2007 foram criadas 5 concessões para a empresa MohaveOil&Gas.
Em 2011 a companhia MohaveOil&Gas anuncia um investimento de 49 milhões de euros para encontrar petróleo nas suas concessões (Aljubarrota, Rio Maior, Torres Vedras, Offshore São Pedro de Moel e Offshore Cabo Mondego).
Em Maio de 2014 a MohaveOil&Gas que fazia prospeção de petróleo na Região Oeste de Portugal anunciou o abandono das operações por falta de financiamento.
Em 2014, com a saída da Petrobras dos consórcios, o Governo Nacional decidiu dar mais tempo à Galp para pesquisar petróleo no Alentejo.
Em 2015 a empresa britânica IONIQ Resources afirma ter localizado 6 jazidas de petróleo em Portugal continental, via uma tecnologia que deteta recursos naturais por satélite e que valeriam mais de 43 mil milhões de euros brutos. Esta empresa tentou vender o estudo ao Governo Nacional por 8,2 milhões de euros no qual aparece o petróleo a uma profundidade entre os dois e os três mil metros.
Atualmente a Galp e a Eni continuam a fazer prospeção petrolífera no mar, ao largo do Alentejo.
Para além da procura do Petróleo e do Gás Natural, começa em Portugal a procura pelo combustível ShaleGas. O Shale Gás encontra-se a profundidades entre os 600 e os 3.000 e existem evidências da sua existência no Bombarral, Cadaval e Alenquer.




A Origem do Petróleo:
Existem duas explicações para a formação do petróleo:
  - Biológica, resultado da degradação de matéria orgânica em ambientes redutores a pressão e temperatura elevada.
  - Abiótica, resultado da reação química no interior da terra entre o carbono e metais. A libertação de metano nas zonas de atividade sísmica suporta esta teoria.

História:
O nome Petróleo tem origem nas palavras gregas petra (pedra) e elaion (óleo).
Existem registos do século V D.C. em que na China o petróleo era usado para a produção de sal (para ajudar a evaporar a água), na Pérsia o petróleo era usado para a medicina e para a iluminação e no século VIII D.C. era usado em Bagdad para pavimentar estradas.
A produção de petróleo como é atualmente conhecida começou em 1846 com Abraham Gesner a refinar querosene a partir do carvão, o que levou IgnacyLukasiewicz a fazer o mesmo mas a partir do óleo mineral. A primeira refinaria foi construída em Baku, Azerbaijão, no ano de 1861.

sábado, 19 de setembro de 2015

Monumento Vivo em S. J. da Ribeira


Em Rio Maior também temos monumentos vivos como este imponente exemplar de pinheiro-manso (Pinus pinea L.), que se encontra em São João da Ribeira.

Apesar do pinheiro centenário que possui um perímetro na base de aproximadamente 3,30 metros ainda não ter sido classificado como Árvore de Interesse Público - Monumento vivo, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (www.icnf.pt/portal/florestas/aip/mon-viv) tem tudo para o ser.
Este exemplar está num terreno particular situado na Rua dos Combatentes - Casais de Cabeça Gorda, Freguesia de São João da Ribeira, Concelho de Rio Maior e debaixo da sua copa já existiu uma eira à qual a árvore oferecia sombra e abrigo para as muitas desfolhadas e namoriscos que aí aconteceram.

Mas o pinheiro esteve para ser abatido na década de 50 do século passado, quando no projecto de electrificação da freguesia (a inauguração da chegada da electricidade a São João da Ribeira foi a 15 de Agosto de 1958) estava contemplado um poste de suporte da linha eléctrica no preciso lugar em que se encontra o pinheiro. Só devido à coragem e determinação do seu proprietário, Manuel Bibiu (que já faleceu), que se opôs ao projecto e numa altura em que se vivia em ditadura conseguiu que a árvore fosse poupada.

Estas árvores centenárias devem de ser cuidadas e preservadas, pois para além do ser vivo que são e da beleza que oferecem, são testemunhas da passagem de várias gerações com histórias que não podem ser apagadas.

A história deste pinheiro está descrita na página do Movimento Cívico Ar Puro, em:
http://movimentoarpuro.blogspot.pt/2015/03/pinheiro-manso-centenario-em-ribeira-de.html?spref=fb

domingo, 6 de setembro de 2015

Busto de Marcolino Sequeira Nobre


Marcolino Nobre foi homenageado pela cidade de Rio Maior. 


No dia em que Rio Maior comemorou os 30 anos de elevação a cidade (14 de Agosto de 1985) foi também homenageado Marcolino Nobre com um busto erigido junto à rua com o nome de sua mãe, Fausta Sequeira Nobre (no jardim da Biblioteca Municipal). 
A cerimónia do dia 21 de Agosto de 2015, contou com a presença dos responsáveis autárquicos e da família mais próxima deste ilustre riomaiorense que teve funções relevantes com contributos à sociedade, à política, à solidariedade social e à imprensa. 




O busto é de autoria do escultor alpiarcense Armando Ferreira e a decisão de implementar o busto neste jardim foi aprovada na reunião ordinária da Câmara Municipal de Rio Maior, de 24 de Julho de 2015. 


Marcolino Sequeira Nobre foi um dos fundadores das Indústrias de Carnes Nobre, hoje Nobre Alimentação. Será também lembrado por ter sido presidente da assembleia municipal, impulsionador do centro pastoral, director do jornal Riomaiorense e fundador do jornal Região de Rio Maior. O livro “Rio Maior - retratos do passado” foi a sua última dádiva à comunidade.
O industrial nasceu a 03 de Abril de 1926 e faleceu a 05 de Março de 2012 com 85 anos. Ficou sepultado no cemitério de Ribeira de São João, na mesma freguesia em que residia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Rio Maior tem a Caixa Multibanco que movimenta mais dinheiro

Na altura em que se está a realizar a FRIMOR, a SIBS anuncia que é numa caixa ATM de Rio Maior que se levanta mais dinheiro em Portugal.

Ontem, 2 de Setembro de 2015, às 19:52 passou uma reportagem no canal de televisão TVI sobre o sistema Multibanco.

Foi em 1985 que começou a rede Multibanco em Portugal. Esta rede começou com 9 terminais (7 em Lisboa, 1 no Estoril e 1 no Porto), mas hoje existem quase 13 mil caixas ATM.
A caixa ATM que têm mais movimento encontra-se no Centro Comercial Dolce Vita Tejo logo seguida por outra na Estação do Cais do Sodré em Lisboa.
Mas a Caixa Multibanco onde se levanta mais dinheiro fica em Rio Maior e é a caixa do Pavilhão Multiusos, logo seguida pela da FIL, no Parque das Nações.

Reportagem TVI: