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domingo, 15 de maio de 2016

Sr. Ramos, ardina em Rio Maior


No século passado, o ardina era comum e fazia parte das povoações. Os vendedores de jornais andavam assim pelas ruas apregoando a notícia, chamando a atenção de potenciais clientes.

Em Rio Maior, tínhamos o Sr. Ramos.

A origem do ardina remonta à época em que a notícia passava de boca em boca e sempre foram personagens populares devido à sua exposição pública. Os ardinas começaram a desaparecer com o aparecimento dos quiosques e mais actualmente como surgimento da internet.

domingo, 8 de maio de 2016

Escadinhas no rio Maior


O rio Maior corre cheio, mostrando toda a sua força.
O estranho é o rio ter este caudal em pleno mês de Maio.


Em tempos não muito distantes, esta água não passava simplesmente por Rio Maior, era usada.
Haviam inúmeras azenhas e moinhos de água, havia uma central hidroeléctrica, havia industria que usava a força da água para fazer mover as máquinas.
Mas acima de tudo era um rio vivo, um rio amado e uma fonte de vida e riqueza para a região.

Hoje o rio encontra-se ao abandono e passa pela cidade escondido ao contrário do que praticamente todas as outras autarquias fazem que é valorizar os recursos naturais existentes.



Mas há um troço do rio que é a zona das escadinhas (antiga central hidroeléctrica) que mete pena o que por lá se passa.
Esta zona de incrível beleza e que tem um património histórico elevado (já aproveitado no tempo dos romanos, com os vestígios agora enterrados) está completamente invadida de mato, canas e silvas.
O seu acesso é quase impossível e parece haver uma intenção, deliberada ou não, de se criar condições para justificar mais uma demolição.

Pode saber mais sobre este espaço, em: 

Pode saber mais sobre a central hidroeléctrica, em: 

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Mimi



Mimi era uma pessoa característica de Rio Maior durante as últimas décadas do século passado. Símbolo da libertinagem.

Mimi apesar de ser meigo com todos, gostava de pregar sustos às crianças. Se alguém gritava “Vem lá o Mimi”, começava tudo a correr. Para isso também contribuíam as mães que quando os filhos não queriam comer a sopa, ameaçavam “Ou comes a sopa toda, ou o Mimi leva-te num saco”.

O seu fiel cão, acompanhava-o para todo lado. Mimi Tomava banho com sabão azul e branco num repuxo na zona do Casaleiro e por vezes dormia dentro de contentores do lixo.
Mimi andava muitas vezes com o pénis à mostra e gostava de o ir mostrar às peixeiras da praça e às senhoras burguesas.