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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Plantação de Eucaliptos no Areeiro de Rio Maior


O assoreamento da zona dos areeiros em Rio Maior continua, mesmo em frente às Piscinas Municipais. Agora estão a ser plantados também eucaliptos.

A 13 de Maio de 2014 o Movimento Cívico Ar Puro já denunciava esta acção, como pode ler no seguinte artigo:
http://movimentoarpuro.blogspot.pt/2014/05/movimento-ar-puro-questiona-situacao.html
A 7 de Julho de 2014 a Câmara Municipal de Rio Maior faz um comunicado público sobre a situação que pode ser consultado em: 
A 5 de Julho de 2015 o Blog Cidadania RM expõem o caso num artigo que pode ser consultado em: 

Muitos artigos foram escritos sobre este assunto, mas o assoreamento continua e agora com a plantação de eucaliptos.
É natural haverem questões sobre as reais intenções na realização desta enorme movimentação de terras que tantos recursos tem empregado durante tantos anos. Não parece ser viável fazer tamanha empreitada só para plantar eucaliptos numa zona central de Rio Maior.
Os eucaliptos podem ser bons pois as suas raízes estabilizam o terreno. A estabilização dos terrenos será útil para uma posterior possível edificação.

É muito estranho tudo o que se está a passar nesta zona. Relembro as espécies de rápido crescimento, concretamente as do género Eucalyptus, Acacia e Populus, estão sujeitas a restrições de uso e ocupação, devendo cumprir as condições definidas na Portaria n.º 528/89, de 11 de Julho.
Está neste momento também em apreciação na Assembleia da República um diploma que restringe ainda mais a plantação de eucaliptos conforme se pode ler no Jornal de Negócios, de 11 de Abril de 2017:
 
Plantar eucalipto pode dar multas até 37 mil euros.
O diploma, que já foi enviado ao Parlamento, determina que "não são permitidas as acções de arborização com espécies do género ‘eucaliptus’", prevendo-se que a rearborização com esta espécie "só é permitida quando a ocupação anterior constitua um povoamento puro ou misto dominante". A legislação do Executivo possibilita acções de arborização com eucaliptos mas desde que, cumulativamente, se cumpram duas condições: se realizem em áreas não agrícolas, de aptidão florestal; e resultem de projectos de compensação, relativos à eliminação de povoamentos de eucalipto de igual área (...) com preparação do terreno que permita uso agrícola, pecuário e florestal com espécies que não o eucalipto. 

Devido à localização do projecto, ao volume de obra realizada, à duração da empreitada e a tudo o que já foi escrito, deveria de haver um comunicado de entidades oficiais a esclarecer o que se está a passar neste local e qual é o plano para o futuro.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Viaduto no IC2 sobre as Bocas – Rio Maior



Quem passa pelas Bocas, nascente do rio Maior é impossível não reparar no viatudo.
O  viaduto  do  IC2  sobre  a  EN114  (OP1014) está  localizado  ao  km74+040. Compreende seis tramos, com 16.5m de  largura e uma extensão total de 224m. O maior tramo tem um comprimento de 40m e o pilar mais alto tem 32m de altura.

A empreitada para a construção do "IC2 (EN 1) - Lanço Asseiceira / Rio Maior e Alto da Serra" foi posta a concurso por anúncio publicado em 18 de Agosto de 1986. A obra foi adjudicada pela Junta Autonoma de Estradas à firma "TECNOVIA", por contrato celebrado em 9 de Janeiro de 1987 (Encargo total de 1.176.779.688$00, cerca de 25.821.153€). A ponte sobre o Rio Maior e a EN 114, integrada na empreitada, foi entregue à subempreiteira "ZAGOPE".
A firma ZAGOPE assumiu a execução da ponte sobre o Rio Maior no prazo de 450 dias, pelo valor de cerca de 184 mil contos (cerca de 917.770€). A construção deveria ter ocorrido entre 1 de Abril de 1987 e 30 de Junho de 1988. No entanto o início da obra teve de ser adiado por atrasos na expropriação dos terrenos e o tempo total da obra foi ligeiramente alargado pois surgiram problemas na fixação de 3 dos pilares (existência de "cavernas" no maciço rochoso e inclinação da estratificação do maciço rochoso inferior à inclinação da encosta).
A obra foi dada por concluída em 8 de Dezembro de 1988 mas com custos finais na ordem dos 315.000 contos (cerca de 1.571.182€).
A variante do IC 2 com um comprimento de 20Km e tipo Via Rápida foi inaugurada pelo secretário de Estado das Vias de Comunicação, engenheiro José Falcão e Cunha, no dia 22 de Março de 1989.




Pode encontrar vários itinerários marcados como IC2 e isto é por o IC2 (Itinerário Complementar do Norte) ter sido projectado como uma via rodoviária continua variante à Estrada Nacional Nº1, ligando as duas principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto. No entanto o IC 2 acabou por se sobrepor à EN 1 em vários troços porque as variantes até agora construídas apenas se restringem à passagem pelos agregados populacionais de maiores dimensões.

De cima do viaduto consegue-se ver a cidade de Rio Maior.
A localização do viaduto não foi consensual, pois para além de se encontrar mesmo por cima da nascente principal do rio Maior, também foi construída numa zona em que se encontraram vestígios de ocupação humana desde a época do Paleolítico Inferior até à Idade Medieval.

A foto seguinte do Jornal Região de Rio Maior, mostra a construção de um dos pilares.

Desde a inauguração o viaduto já apareceu na comunicação social por diversas vezes, embora não pelos melhores motivos:
- Em 2007 despiste um camião carregado de milho seguido de uma queda de 18 metros que infelizmente vitimou o condutor.
- Em 2009 tentativa de suicídio.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Pavão florido no Jardim Municipal de Rio Maior

Existe mais um bom motivo para um passeio até ao Jardim Municipal de Rio Maior.

No Jardim Municipal existe agora um grande pavão metálico com cerca de 4 metros de altura que serve de floreira.
A escultura resulta muito bem no espaço em que está inserida.

Este grande pavão macho de leque colorido resultou de uma ideia partilhada entre Ana Figueiredo, Vereadora da Cultura e de Rute Silva, Arquiteta Paisagista.
O projeto concebido por Rute Silva foi executado pelo serralheiro Paulo Rafael Santos que trabalha no Estaleiro Municipal de Rio Maior.
A obra era para em Maio ter feito parte das iniciativas de Rio Maior Cidade Florida.
O facto de só hoje ter sido inaugurada em nada tira o seu mérito e só vem enriquecer o património da autarquia. São precisas mais obras de arte como esta.